Pente Fino: Alice Barroso é Patrulha da Praxe de SS

Neste Pente Fino, fica a conhecer um pouco mais sobre a estudante de Serviço Social (SS), Alice Barroso. Neste ano letivo de 2021/2022, Alice Barroso foi patrulha da Praxe de Serviço Social.

Quem és? Como te descreves?

Tenho muita dificuldade em responder a este tipo de questões e a descrever-me a mim própria. Mas gosto de pensar que me esforço para ser a melhor versão de mim todos os dias, sendo sempre fiel aos meus valores. Tento dedicar-me ao máximo a tudo e a todos, ser uma boa companhia e fazer bem a quem comigo se cruza.

Também tenho um feitio difícil, há muita coisa que me irrita e não consigo mesmo controlar nem disfarçar.

No fundo, gosto de pensar que apesar de tudo sou boa pessoa e sou o espírito da festa quando me sinto confortável porque também sou muito tímida!

Porquê este curso? Foi a tua primeira opção?

Este curso foi a minha primeira e única opção, sempre me imaginei a trabalhar como assistente social e com pessoas. O facto de existir pessoas como nós, que não têm os seus direitos humanos garantidos, é algo que mexe muito comigo e que me faz querer dar o meu melhor para colmatar isso, seja em que escala for.

Porquê entrar na praxe? Foi algo que sempre quiseste para o teu percurso académico?

Ao início tinha muito medo da praxe, porque achava que me iam cortar o cabelo, mas o traje fascinava-me e na altura não sabia que era académico (que os meus caloiros não leiam isto). No primeiro dia admito que fui com esse mindset, mas saí de lá completamente apaixonada, cheia de amigos e com a certeza que era ali que pertencia. Posso dizer que foi um sentimento de pertença, é um amor tão grande que cheguei a casa e anulei a candidatura de segunda fase para outra faculdade, sem nem sequer ter ido às aulas.

Como descreves o sentimento de pertença à Praxe?

É inexplicável, não há palavras que caracterizem. É como se tivéssemos uma segunda família com quem sabemos sempre que podemos contar, alguém que nos estende a mão independentemente de como somos ou de onde viemos. Os momentos de praxe são momentos onde a felicidade e o amor parecem palpáveis. Sente-se a união no verde e no preto suados, que vestimos para honrar o nosso curso como um todo. É tão bonito ver tanta gente diferente junta por algo igual e com um amor desmedido àquilo que são os valores que imperam na praxe de serviço social. É no contexto de praxe que todos os problemas evaporam e vivemos única e exclusivamente para aquilo podendo ser quem somos.

Como foi assumir este cargo?

Acima de tudo foi uma honra, não estava à espera de ser escolhida, mas sempre tive o bichinho devido ao amor sem limites que tenho por isto e por querer tanto dar a cara pela minha praxe. Na altura não me candidatei a representante por ter ficado desmotivada por causa da pandemia e por não ter a certeza se ia haver praxe, mas quando a Inês me convidou, soube logo que estava destinado.

Ao início foi muito difícil, nunca tínhamos praxado, estávamos muito inseguras e havia muita gente a duvidar de nós. Mas superamo-nos, fomos capazes e não podia estar mais orgulhosa da equipa e das entidades praxantes que nos acompanharam. Foi muito gratificante representar SS.

Que características consideras essenciais para se poder assumir um cargo de chefia, neste caso como patrulha?

Não é bem uma característica, mas o mais importante é sem dúvida não nos esquecer-mos de onde viemos para não fazer-mos aos outros aquilo que não gostávamos. A praxe é um sítio de respeito e todos devem ser respeitados enquanto pessoas únicas. Também considero muito importante a imparcialidade, o espírito de liderança, o entusiasmo e saber quando ceder e quando não ceder.

Por último, diria talvez ser capaz de manter a coesão do grupo e mediar possíveis conflitos.

Como é que ocupas o teu tempo?

Raramente tenho tempo para ocupar, na verdade para mim os dias deviam ter 48h. Estou numa altura em que quero e posso, logo quero estar sempre a fazer tudo o que surge, e ao mesmo tempo não me posso esquecer das minhas responsabilidades. Não tenho nada específico, mas por norma ocupo o meu tempo com pessoas e é tão bom.

Onde te vês daqui a cinco anos?

Daqui a cinco anos vejo-me a trabalhar com crianças (se for numa CPCJ melhor), a minha área de paixão. Gostava de por essa altura já ter a minha casinha. Vejo-me sobretudo a viver intensamente, rodeada de quem amo e apaixonada pelo meu trabalho.

Qual foi o momento que viveste, no teu percurso académico, que recordarás para sempre?

Para uma pessoa indecisa é muito difícil escolher só um, mas talvez a primeira semana de todas, em que houve aulas e praxe, parecia tudo tão mágico que ainda me lembro do sentimento.

Além disso, os jantares de curso e os rally tascas também ficaram muito marcados.

Dentro do contexto de Praxe, que momento guardas com mais carinho?

Dentro do contexto de praxe, talvez quando ganhamos o confronto no meu ano de caloira e posteriormente as nossas representantes nos deram um discurso de como estavam orgulhosas e encheram connosco, acho que se sentiu tão bem o espírito da praxe.

Este ano, não podia deixar de referir a primeira semana, em que depois de tantos nervos, tanto tempo sem praxe e sem nunca ter praxado, tudo correu tão bem e foi tão divertido.

E sem dúvida o dia do traçar, ver os meus caloirinhos trajados e termos chegado ao fim, foi tão bonito que a mestre mais durona chorou durante 1h30 (eu).

Qual a mensagem que gostarias de deixar a futuros caloiros?

Que deem uma oportunidade à praxe porque pode ser que não se arrependam. Que vivam intensamente cada momento e não deixem que nada os impeça disso porque passa tão, mas tão rápido. Vivam a vida académica por completo e vão levar memórias para a vida, seja com praxe ou sem.

Escrito por: Rita Tavares

Editado por: Rafaela Boita

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