Cinco anos do desaparecimento do Vine – o que aconteceu a esta plataforma?

A antiga rede social abriu em janeiro de 2013 e fechou quatro anos depois, em janeiro de 2017.

Logotipo do Vine. Fonte: 1000 Logos

Criado em junho de 2012 por Dom Hofmann, Rus Yusupov e Colin Kroll, o Vine foi adquirido pelo Twitter em outubro do mesmo ano e foi lançado ao público em janeiro de 2013. Consistia num aplicativo com uma câmara incorporada no qual os utilizadores poderiam publicar vídeos com a duração máxima de 6 segundos, cujo conteúdo poderia ser musical, de comédia ou até documental.

Em poucos meses, tornou-se a plataforma de partilha de vídeo mais utilizada no mercado e a aplicação gratuita com mais downloads na AppStore. Foram muitas as estrelas que começaram no Vine, entre as quais se destacam o cantor Shawn Mendes, os atores Cameron Dallas e Jake Paul e os influencers Lele Pons e Nash Grier.

Os Magcon Boys, que incluíam Shawn Mendes, Cameron Dallas e Nash Grier, foram um dos maiores grupos a estrelar no Vine. Fonte: Playbuzz

No entanto, este sucesso inicial acabou por não ser um bom presságio. Apenas quatro anos após o seu lançamento, foi anunciado que o Vine seria descontinuado. Inicialmente, mesmo com a plataforma não operacional, foi disponibilizado um arquivo com todos os vídeos nela publicados. Porém, o arquivo acabou por ser fechado em 2019.

O desaparecimento do Vine foi precoce, no entanto, inevitável. Sendo uma aplicação destinada unicamente à partilha de vídeos curtos, não encontrou maneira de fazer frente às redes sociais que eram suas concorrentes e que incorporaram esta valência. Já em dezembro de 2012, o Snapchat tinha lançado a opção de partilhar vídeos de 10 segundos. O Instagram, por sua vez, passou a permitir a publicação de vídeos de 15 segundos em junho de 2013 e lançou as “InstaStories” em agosto de 2016. Mais tarde, em setembro, foi lançado o Tiktok, proveniente do antigo Musical.ly, que hoje em dia é a mais popular rede social de partilha de pequenos vídeos.

O Vine não conseguiu ofuscar a concorrência. Desde o início de 2016 que muitos dos seus utilizadores mais conhecidos tinham parado de publicar e até mesmo apagado as suas contas. Em outubro, foi anunciado que a aplicação móvel seria descontinuada. Por fim, a 17 de Janeiro a plataforma, nos moldes em que era conhecida, fechou e nunca mais abriu, dando lugar à “Vine Camera”, que apenas permitia que os seus vídeos fossem partilhados no Twitter.

Em janeiro de 2020, foi lançado o Clash, considerado, por Dom Hoffman, o sucessor do Vine, que permite a publicação de vídeos até 16 segundos e está disponível para dispositivos android e iOS. Contudo, até agora, este aplicativo está longe de ter o sucesso da app que o precedeu.

Logotipo do Clash. Fonte: Wikipedia

Escrito por: Beatriz Gouveia Santos

Editado por: Rafaela Boita

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