Hunchat: o futuro da comunicação

O vídeo é algo que está cada vez mais presente nas nossas vidas. Guardamos memórias diariamente através dele: através dos stories nas redes sociais, dos fleets, mais recentemente, no Twitter e entre tantos outros que vão aparecendo. O vídeo é cada vez mais comum a todas as redes que usamos, para partilharmos momentos com os nossos seguidores. E se um aplicativo se focasse na comunicação em vídeo e todas as suas vantagens?

Via Hunchat Blog

O vídeo torna-se cada vez mais uma opção do utilizador como uma substituição à escrita e até ao áudio, que já vinha a substituir a escrita há algum tempo. O vídeo é uma forma de passar melhor a mensagem, captando as nossas emoções pela voz, mas também pelas nossas expressões faciais. Através dos elementos que referidos conseguimos percecionar entusiasmo, nervosismo, incerteza quanto a um tema ou até muita confiança – coisas que através da escrita e de um emoji não são tão possíveis, completando ainda mais o próprio áudio.

A pandemia veio aumentar ainda mais a necessidade do vídeo, não tanto a nível de partilha de momentos publicamente, mas relativamente ao contacto com os outros. A videochamada com entes queridos passou a ser mais regular e a procura por conversas com pessoas com interesses em comum foi algo que se verificou e reforçou o caminho da reflexão noutras opções no mundo digital.

Com isto, é impossível negar que o vídeo tem um grande papel na nossa relação com o digital. Imaginemos então que se criava uma aplicação que primasse pelo vídeo e conseguisse captar melhor ideias e impressões através dele, estabelecendo uma conversa face-to-face? Hunchat é uma aplicação que se distingue pela partilha de ideias e conversas autênticas através do vídeo, possibilitando que se comece uma conversa com qualquer pessoa e que se partilhe ideias, independentemente de estar online naquele momento ou não.

A aplicação foi desenvolvida por dois jovens, José Gonçalves, de 20 anos, licenciado em Design Global pelo IADE, e Ernesto González, também com 20 anos, que frequentou dois anos do curso de Física pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa – do qual veio a desistir. Ambos estes jovens estavam no ensino superior, mas a verdade é que muitos dos conhecimentos úteis para o desenvolvimento da Hunchat foram desenvolvidos de forma autónoma. Ambos conheceram-se através do Twitter e foi no mês de janeiro deste ano que Ernesto e José começaram a pensar na Hunchat.

O nome Hunchat surgiu da palavra “Chat” para dar ênfase ao valor das conversas e começaram a experimentar de várias maneiras diferentes. Acabaram por se lembrar de “Hunchat” e esse foi o nome escolhido por ser fácil de pronunciar, de escrever e por o domínio .com estar livre para compra.

Pouco mais de três meses após surgir a ideia, conseguiram incorporar-se em organizações como a Hook VC e a Startup Lisboa, que ajudaram os Gonçalves e González de maneiras diferentes. A Hook é um programa de cinco meses desenhado para ajudar fundadores de empresas a começar. Os jovens preencheram as candidaturas, foram selecionados para entrevistas e foram aceites no programa, tendo acesso a uma rede de contactos, workshops, 1-on-1 mentorship, e um investimento 50.000€ por 5% da empresa.

Em relação à Startup de Lisboa, foi através de um professor, Fernando Mendes, que os jovens tiveram contacto com o CEO, Miguel Fontes, que acabou por agendar um pitch com várias perguntas feitas por um painel de júris, que lhes daria entrada ou não para a Startup Lisboa, e conseguiram. O começo da aplicação é explicado com mais pormenores num dos artigos do blog da aplicação, do qual recomendo a leitura.

Foi dada a possibilidade aos jovens de se incorporar na França, em Delaware, por terem opções mais baratas, fáceis e com grandes benefícios fiscais em comparação à incorporação em Portugal. No entanto, os jovens continuaram a optar pela incorporação nacional por vários motivos, entre eles a vontade de Ernesto González de ajudar o ecossistema de start-ups português, para que a próxima grande rede social viesse de Portugal e que pudesse encorajar mais pessoas a criar start-ups no nosso país.

Através de artigos, os jovens escolheram ir construindo a aplicação e partilhando o processo e as escolhas com o público devido ao valor do feedback, a importância do crescimento de uma audiência e por ser uma partilha que não é difícil. Além disso, a Hunchat está presente em várias redes sociais, onde se pode acompanhar o desenvolvimento da app.

A Hunchat é uma aplicação criada por jovens e conta assim também com eles para enriquecer a aplicação, convidando jovens que consideram ter potencial para acrescentar algo ao projeto e capacidade para poder ajudar a Hunchat a chegar a outro nível.  Procuram especialistas em áreas específicas como iOS Development e pessoal novo que adore o espírito de early-stage startups e se reveja no projeto – é preciso abrir o Hunchat e ver o potencial que tem para se tornar na próxima grande rede social.

O Hunchat estará na WebSummit em novembro. Os testes da aplicação já começaram e estão abertos ao público. Se tiveres um iPhone, já te podes inscrever para experimentar a app no TestFlight e experimentar a nova plataforma que vai mudar a forma como comunicamos.

Escrito por: Rafaela Boita

Editado por: Júlia Varela

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