The Post: Mais um provável vencedor nos Óscares

The Post

Às vezes, de forma a mostrar a verdade, temos de contradizer a autoridade. Por vezes, as consequências são suplantadas pelos atos.

O novo filme de Steven Spielberg “The Post”, nomeado para duas categorias na noite de estrelas (Melhor Filme e Melhor Actriz), relata a denúncia e publicação pelo jornal Washington Post de segredos de Estado sobre a intervenção americana na guerra do Vietname, expondo anos de secretismo e quatro administrações responsáveis pelo envio de tropas para uma guerra que não podia ser ganha.

Meryl Streep interpreta Kay Graham, a primeira mulher a exercer um cargo de direção num jornal, que é confrontada com a decisão de agradar aos investidores ou de publicar os artigos polémicos na defesa da liberdade de imprensa. Tom Hanks encarna Ben Bradlee, um editor efusivo e carismático, que procura por todos os meios divulgar a notícia e afastar todos os obstáculos que possam impedir a atividade jornalística dos seus repórteres. O filme relata a “batalha” que os jornais norte-americanos tiveram que vencer, incluindo a ameaça do veto presidencial de Nixon. A reunião destes dois atores é uma estreia para Spielberg, que nunca tinha trabalhado com Streep.

O filme possui uma relação de causa e efeito, na medida em que a divulgação destes documentos secretos levou ao escândalo de Watergate e à posterior demissão do presidente Richard Nixon. Cada cena é marcada pelo distinto estilo de Spielberg, composta por takes longos que permitem a fluência do diálogo das personagens sem que o segundo plano pareça estático, contribuindo também para a perceção do clima de tensão vivido pelas personagens.

O “The Post” é um excelente relato histórico imortalizado pela sétima arte. Contudo, não é mais do que isso. É mais um filme cujo propósito é arrecadar Óscares, contando com dois excelentes atores, relatando uma história real, familiar para o público e do agrado da academia. Neste ano de Óscares não é caso único em filmes históricos, rivalizando com “Dunkirk” e a “Darkest Hour”. Apostas feitas, aguardemos para conhecer os vencedores da grande gala.

Este artigo de opinião é da pura responsabilidade do autor, não representando as posições do desacordo ou dos seus afiliados. 

Escrito por: Guilherme Lopes

Editado por: Ricardo Marquês

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