A saúde mental dos estudantes e o (fraco) apoio psicológico

Aquando de uma época de exames, torna-se relevante abordar o tema da saúde mental dos alunos, trazendo à consciência um tema tão impactante em relação ao qual nunca é demais procurar alertar.

Aliado ao excesso de carga horária e de trabalho existem ainda outros fatores que contribuem para a insatisfação dos alunos. Assiste-se a uma evolução deste descontentamento que acompanha o grau de escolaridade, facto que pode ser justificado exatamente pelo aumento da exigência ao longo do percurso académico.

No que se refere ao ensino superior, muitos são os testemunhos que denunciam o nervosismo, ansiedade e cansaço provocados pelo sistema de ensino, originando graves problemas de saúde mental entre a comunidade estudantil. É precisamente durante as épocas de exame que as consequências de um sistema de ensino possívelmente inadequado se tornam mais claras, surgindo uma reflexão relativamente a se os atuais regimes de avaliação e ensino necessitarão de uma reforma. Estes, na minha opinião, não acompanham a mudança que caracteriza a sociedade atual, baseada em novos valores, não deixando espaço para o desenvolvimento das capacidades pessoais dos alunos.

Perante a emergência de uma pandemia, presenciou-se um aumento da discussão associada à saúde mental, com destaque para o seu impacto na comunidade académica. Contudo, será possível afirmar que este debate contribuiu para uma melhoria do apoio psicológico disponibilizado aos alunos?

Tendo por base a manifestação de alunos realizada em Junho de 2022 no Instituto Superior Técnico, para exigir medidas relativas à saúde mental, afere-se a ausência de apoio psicológico na faculdade em questão. As testemunhas referiram a espera de seis meses por uma consulta de psicologia, assistindo-se à necessidade de investir neste setor.

Fonte: SAPO Tek

Assim, constata-se a indispensabilidade de um sistema de ensino articulado com um plano de saúde mental, que disponibilize aos alunos o auxílio necessário no combate às doenças de saúde mental. No entanto, é de salientar que seria essencial apostar na prevenção destas questões, ao invés de atuar apenas sobre os problemas já existentes

Este artigo de opinião é da pura responsabilidade do autor, não representando as posições do desacordo ou dos seus afiliados.

Escrito por: Diana Gaspar

Editado por: Afonso Alturas

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