Pente Fino: Rafaela Neco é patrulha da praxe de Ciência Política

Conhece um pouco mais a estudante Rafaela Neco, estudante e patrulha da praxe de Ciência Política.

Quem és? Como te descreves?

Com 20 anos é complicado ter todas as respostas, mas certezas tenho algumas. Conforme a pessoa a quem perguntam quem é que a Rafaela Neco é, as respostas serão todas diferentes – algumas das pessoas podem nem associar a esse nome. Sei que sou aluada, impulsiva e teimosa (e ai de quem diga o contrário), mas também sou divertida, leal e apaixonada. Tenho uma visão otimista e confiante de todos os desafios, sou a pessoa que numa emergência larga a piada primeiro e depois passa à ação. Não tenho o feitio mais fácil, por isso é uma benção para mim ter tantas pessoas fantásticas na minha vida. Em poucas palavras: sou uma idealista e uma romântica.

Porquê Ciência Política? Foi a tua primeira opção?

A minha primeira opção era CPRI na Nova, como quase toda a gente do meu curso. Não fiquei desiludida por não entrar, o meu foco sempre foi mais Ciência Política e sabia que estaria bem servida aqui. Antes de entrar na universidade tinha uma ideia de que em CP podia aprender a fazer a diferença, em Portugal e no mundo, e embora não seja completamente mentira, acho que aprendi a diminuir um pouco as minhas expectativas.

Porquê entrar na praxe? Foi algo que sempre quiseste para o teu percurso académico?

Sempre quis experimentar a praxe. Não sabia se era algo que ia gostar – afinal, dizia sempre que não gostava que me dissessem o que fazer- então não me imaginava nem como praxada nem como praxante. Agora, não consigo imaginar não pertencer a esta incrível praxe.

Como descreves o sentimento de pertença à Praxe?

Estranho, ao início. Desloquei-me de tudo o que conhecia quando entrei no ISCSP, não conhecia nada de Lisboa nem nada das pessoas ao meu lado. Mesmo assim, não houve um único dia em que não olhasse para as pessoas ao meu redor e senti-se uma pertença e um acolhimento que não encontrei em mais lugar nenhum. Para mim, os sentimentos que a praxe desperta variam. Tão depressa sinto o amor, a união e a solidariedade, como uma nostalgia pelo que já foi e, principalmente, por saber que chegará ao fim. Não trocaria estas emoções por nada.

Como foi assumir este cargo?

Extremamente assustador. Nunca tinha praxado quando aceitei ser Patrulha e acho que se soubesse na altura as responsabilidades que advém com o cargo teria gritado “Sim” um pouco mais relutantemente. A verdade é que praxar não é vestir o traje e beber chá com mel ao fim do dia, muito menos quando se tem um peso adicional nos ombros. Acho que o que me deixou mais à vontade em ser Patrulha foi ter uma equipa incrível que me apoiou e ensinou em todos os momentos desta etapa, para que agora possa ter a certeza que dei tudo de mim a este cargo, a esta praxe e aos seus constituintes – não mudaria nada.

Que características consideras essenciais para se poder assumir um cargo de chefia, neste caso como patrulha?

Responsabilidade, organização, paciência e flexibilidade. Como disse, não é fácil ter cargos na Praxe, por isso quem assegurar estes deve ter sempre noção de que tem responsabilidades acrescidas e colocar o bem-estar de caloiros, Entidades Praxantes e a própria praxe em si antes de qualquer coisa. É preciso ser um auxílio para todos e disponível para qualquer situação, boa ou má. É absolutamente necessário saber ouvir e prestar atenção ao que se passa, porque o ombro de um Patrulha tem ser oferecido sempre.

Como é que ocupas o teu tempo?

Devo ser sincera, eu não tenho tempo. A minha vida é uma correria que, com sorte, irá começar a desacelerar no fim da licenciatura. Os meus amigos costumam dizer que estou “metida em tudo”, de associativismo a voluntariado, e que ter tempo para dormir é milagre. Acho que preciso muito do “me time”, mas as melhores partes do meu dia são conviver e divertir-me com as pessoas que me são mais queridas. Quando isso não é possível, lá tenho eu de me entreter com um bom livro (e às vezes a tentar escrever um), uma boa série ou um filme terrível.

Onde te vês daqui a cinco anos?

Sou uma pessoa do improviso, tento não fazer grandes planos para o futuro. A sonhar, no entanto, acho que me vejo a trabalhar na minha área, feliz e satisfeita, com o meu mestrado concluído e rodeada de todas as pessoas que me deixam felizes.

Qual foi o momento que viveste, no teu percurso académico, que recordarás para sempre?

Fiz o máximo do meu tempo no ISCSP – todas as festas, todos os convívios, o máximo de palestras, conferências e, às vezes, das aulas – por isso criei memórias muito bonitas aqui. Acho que se tivesse de escolher um único momento teria que falar da Churrascada do segundo semestre do meu primeiro ano aqui, em que me diverti imenso, conheci imensas pessoas e me senti completa. Não há um único momento dessa tarde/noite em que não me ria ao pensar agora.

Dentro do contexto de Praxe, que momento guardas com mais carinho?

Bastante difícil de escolher apenas um, mas diria o Batismo que realizámos este ano letivo. Por causa da pandemia, não tive a oportunidade de ser batizada pelas minhas madrinhas e partilhar este momento bonito com outros caloiros. Senti um orgulho indiscritível ao ver a felicidade e o entusiasmo dos caloiros deste ano nesta cerimónia, em toda a nossa praxe e percurso.

Qual a mensagem que gostarias de deixar a futuros caloiros?

Não tenham medo do que não conhecem. Arrisquem em conhecer pessoas e em experimentar coisas novas. Já não precisam de permissão para serem quem sempre quiseram ser e para decidir quem querem vir a ser. Esta é uma das melhores alturas da vida de qualquer um, não vale a pena ver a vida a passar nesta época. E, se puderem, ajudem quem está ao vosso lado a aproveitar a vida tão bem quanto vocês.

Escrito por: Rita Tavares

Editado por: Rafaela Boita

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