Pente Fino: Sofia Pinto é a Representante de Praxe de Ciências da Comunicação

Sofia Pinto frequenta o terceiro ano da Licenciatura de Ciências da Comunicação e é a Representante da Praxe de Ciências da Comunicação. Fica a conhecê-la!

Quem és? Como te descreves?
Chamo-me Sofia Condesso Pinto, vivo em Lisboa. Estou no terceiro ano de Ciências da Comunicação do ISCSP e sou Representante de Praxe de CC. A minha grande paixão é o teatro e a representação no geral. Atualmente faço parte do Grupo de Teatro da Faculdade de Letras de Lisboa, o Artec. O que me carateriza é a minha dedicação e força de vontade. Sou muito intensa em todos os contextos da minha vida, por isso quando gosto de alguma coisa esforço-me ao máximo em prol dela. Sinto que sou movida pelo amor e por essa dedicação em vários contextos. Tenho uma ótima capacidade para gerir as várias “atividades” que a vida académica disponibiliza: sair, Praxe, estudo. No fundo tento fazer tudo e estar em todo o lado, e tem dado bom resultado. Adoro falar, às vezes até de mais, gosto de ser inspirada e inspirar. Gosto de passear sem rumo e de estar perto de pessoas alegres e cheias de energia. Fazer compras é a minha terapia, passo horas no shopping, principalmente quando preciso de fugir um pouco da realidade.

Porquê este curso? Foi a tua primeira opção?
Escolhi Ciências da Comunicação porque sempre gostei de comunicar, fazer apresentações, discursos e de escrever. Por outro lado, já fazia teatro e a Comunicação encontra-se com o cinema e com o teatro em alguns pontos. Acabei por vir para CC porque achei que me ia sair bem e porque pensei que se quisesse seguir teatro teria de ter um backup, um plano B. Gostei do curso, aprendi muito mas percebi que não é isto que me vejo a fazer para o resto da vida. Se pudesse voltar atrás talvez tivesse tirado uma licenciatura em teatro primeiro e depois talvez até acabasse por vir parar a CC numa segunda instância. Mas não me arrependo porque CC deu-me as melhores experiências e pessoas da minha vida. No entanto se não fosse a Praxe e o espírito académico que se sente no ISCSP muito provavelmente não teria ficado depois do primeiro ano. Só fez sentido porque foi assim.

Porquê entrar na praxe? Foi algo que sempre quiseste para o teu percurso académico?
Não de todo. Eu era muito desligada da vida académica, vir para a faculdade nunca foi um sonho meu. Não conhecia nada e não fazia sequer ideia que a praxe existia. Só fui à praxe porque no dia de boas-vindas um membro do núcleo me deu as informações e disse “compra uma t-shirt do caloiro laranja e está cá segunda-feira às 07:30”. E sinceramente ainda bem, hoje sinto-me muito grata por ter ido à praxe sem preconceitos ou opiniões inflamadas. Fui pelo meu próprio pé e sem ser influenciada ou convencida por ninguém. Acabou por ser a melhor coisa que me aconteceu.

Como descreves o sentimento de pertença à Praxe?
Costumo utilizar muitas vezes a frase clichê “Não se explica, sente-se” para descrever aquilo que é a Praxe. Acho que é uma frase que traduz perfeitamente a Praxe de Ciências da Comunicação, a Praxe é um turbilhão de sentimentos e emoções que são diferentes para todos, mas nos quais se encontra aquilo que é um amor, uma união e uma garra conjuntas. Na praxe cada um busca os próprios motivos para ficar dia após dia, para se entregar, para gritar a peito cheio o nome do curso, no fundo cada um encontra o seu lugar mas quando olha em volta esse lugar faz parte de uma jornada em prol de um propósito comum. É isso que diferencia esta viagem que é a praxe de Ciências da Comunicação: no meio de um mundo de relações efémeras e individualistas há um lugar com t-shirts laranjas e capas negras onde prevalece o companheirismo, a dedicação, a irmandade, e tantos mais que, lá está, só se sentem. A praxe é para quem está disposto a dar a mais ínfima parte de si, para quem se propõe a pensar para além do suposto, para quem sente para além do possível, para aqueles que se predispõe a passar os limites pré-estabelecidos por eles próprios e pela sociedade. Estamos cá inteiros, mesmo que fragmentados e fragilizados na vida pessoal, estamos cá em nome de valores, de princípios, de sentimentos, estamos cá uns para os outros, seguimos de mãos dadas pelas frustrações e pelas alegrias. A Praxe de CC é uma viagem com várias paragens, com aquilo que é um suposto início e fim, mas a verdade é que quem passa pela Praxe de CC nunca a esquece ou deixa completamente, porque cada um deixa para trás um pouco de si, deixa momentos de felicidade genuína, de insatisfação severa, mas deixa sempre momentos de amor puro, cru, honesto. É disso que somos feitos. CC é propósito, é união, CC é um.

Como foi assumir este cargo?
É uma grande responsabilidade ser Representante de Praxe de Ciências da Comunicação, não só pela bagagem social que a Praxe no geral acarreta mas também pelo respeito e honra inerentes ao facto da Praxe ser uma construção de gerações passdas e também por lidar com a vulnerabilidade de várias pessoas. Ser Representante tem sido uma experiência que me enche o coração todos os dias, apesar das noites sem dormir que também me dá, a recompensa ultrapassa tudo o que de menos bom pode vir. É de uma felicidade que não consigo descrever por palavras ver aqueles com os quais fui caloira serem Entidades Praxantes, ver onde começamos e onde chegámos, tenho muito orgulho nos meus Mestres. Para além disso é muito gratificante e surpreendente poder ver e guiar os Caloiros, perceber do que são capazes e vê-los crescer praxe após praxe. Quando sair deste cargo saio com o sentimento de missão cumprida, porque sei que as eu e as minhas Ep´s nunca desistimos e mesmo com contratempos, nomeadamente a pandemia, acreditámos todos os dias que as camisolas laranjas e os gritos iriam voltar aos caminhos da Ajuda, porque durante este ano mantivemos aquilo que é a essência de Ciências da Comunicação contra várias previsões, porque temos um conjunto de Caloiros que de dia para dia provam que o que se faz aqui não é em vão. Ser Representante de CC é mais que segurar no Golias, é cuidar, é ensinar, é absorver, é dar e receber, é preservar e amar. Nunca esquecerei este ano de Representante, nunca esquecerei os sorrisos nem as lágrimas. Nunca esquecerei os meus nem os que se tornaram meus. CC vai ocupar sempre um bocadinho do meu coração.

Que características consideras essenciais para se poder assumir um cargo de chefia, neste caso Representante de Praxe do curso de Ciências da Comunicação?
Não considero que isto seja um cargo de chefia na plena definição da palavra. Os Representantes só o são graças a todas as outras EP´s que depositam neles a confiança, é um trabalho conjunto ao longo do ano. Cada Representante tem as suas particularidades a praxar e a sua personalidade, pelo que as caraterísticas vão variar sempre. No entanto há uma componente comum a todos nós: o amor à praxe. Desde que exista amor à praxe o resto vem, seja mais ou menos igual ou mais ou menos diferente dos outros Representantes. É essa combinação da unicidade de cada um e do amor à praxe que faz de cada grupo de caloiros seja especial.

Como é que ocupas o teu tempo?
Passo grande parte do meu tempo a fazer teatro, o meu meio hobbie meio trabalho, que é o que mais gozo me dá na vida. Também adoro viajar e passear, há um mês fiz um cruzeiro e foi incrível. E não podia esquecer-me, saio bastante com os meus amigos, adoro dois dedos de conversa e uma noite de música.

Onde te vês daqui a cinco anos?
Daqui a cinco anos espero estar a estudar e a trabalhar em teatro. Ao mesmo tempo espero já ter trabalhado num cargo relacionado com as Ciências da Comunicação, não posso deitar estes três anos de estudo a perder. Sei que continuarei uma apaixonada pela vida e por todos os projetos que aceito, portanto quero acreditar que o futuro me reserva muito sucesso.

Qual foi o momento que viveste, no teu percurso académico, que recordarás para sempre?
O meu percurso académico tem sido recheado de momentos incríveis. Este terceiro e último ano tem-me proporcionado muitas experiências e sentimentos intensos. Foi o ano em que pude voltar à faculdade, a estar com os meus amigos, a ir às festas, o ano em que fui Representante e praxei pela primeira vez. Para além disso, este ano trouxe-me pessoas que nunca pensei conhecer e que hoje já não quero que saiam da minha vida. Não podia estar a ter um melhor último ano de Licenciatura. Vai deixar saudades.

Dentro do contexto de Praxe, que momento guardas com mais carinho?
É muito difícil escolher um momento na Praxe de CC, porque até o momento mais simples acaba por ser especial à sua maneira, todos os momentos têm o seu significado apesar de poder não ser percetível no imediato. Vou ter de dizer o dia do meu apadrinhamento quando era caloira, foi um dos momentos mais bonitos que já vivi devido à emoção, à euforia e à ligação que se sentiu imediatamente após os abraços dos pedidos de apadrinhamento. Quando os meus padrinhos me abraçaram senti que estávamos ali pelo mesmo, que estaríamos unidos em memória e no físico pela Praxe, foi aí que me senti realmente parte de CC e que soube que nunca ia querer deixar de me sentir assim. Mas não posso deixar de fora o momento do batismo dos caloiros 21/22, senti um orgulho e uma felicidade imensa por saber que fomos nós, Mestres, que os trouxemos até aqui na Praxe, que lhes demos o que não foi possível termos devido ao Confinamento. Sendo eu Representante este ano ver os meus caloiros serem batizados é sentir que pude marcar o seu percurso académico de alguma maneira e que lhes pude passar um bocadinho de mim e da forma como eu sinto e vivo a Praxe de CC.

Qual a mensagem que gostarias de deixar a futuros caloiros?
Vão à Praxe, experimentem e vejam com os vossos próprios olhos. Não se deixem levar pelas opiniões ou experiências negativas de outras pessoas. Cada um vive a praxe de maneiras diferentes e a praxe muda muito de faculdade para faculdade. Não tenham medo e atirem-se de cabeça a tudo o que a praxe do ISCSP tem para vos dar. Pode ser difícil, mas com entrega, dedicação e junto daqueles que gostam a praxe pode tornar-se o vosso sítio preferido.

Escrito por: Maria Santos

Editado por: Rafaela Boita

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