Pente Fino: Inês Conde é Patrulha da Praxe de Ciências da Comunicação

Para além de dar voz a muitos desenhos animados, a futura licenciada Inês Conde dá também voz à Praxe de Ciências da Comunicação, como patrulha. Conhece um pouco mais sobre o trajeto académico desta estudante e o seu amor pela praxe.

Quem és? Como te descreves?

Ui… pergunta difícil. Acho que passamos grande parte do tempo a tentar conhecer melhor os outros e esquecemo-nos de nos conhecer verdadeiramente a nós. Acho que sou uma miúda cheia de pressa para crescer, sempre fui. Tenho ideais muito vincados e luto por eles todos os dias. Sou uma apaixonada pela vida e pelas pessoas que me rodeiam e fazem feliz. Tenho muitos sonhos, muitos. Gosto muito de pessoas, mas sou mais tímida do que parece e às vezes isso atrapalha. Gosto de fazer os outros felizes.

Porquê Ciências da Comunicação? Foi a tua primeira opção?

Porque acho que a comunicação é a base da nossa existência. Da humanidade. Da liberdade. Da democracia. Nada existiria sem ela. Foi a minha primeira e única opção.

Porquê entrar na praxe? Foi algo que sempre quiseste para o teu percurso académico?

Sim. Sempre. Entrei em 2018 na faculdade e fui aos quatro primeiros dias de praxe. Depois desisti da faculdade e, consequentemente, da praxe por estar com um problema de saúde. Durante o período em que me estive a curar tive sempre em mente voltar ao mesmo curso na mesma faculdade e voltar à praxe para completar aquilo que não tinha podido terminar. Hoje, sei perfeitamente que foi a melhor decisão da minha vida. A faculdade jamais teria sido a mesma coisa sem a praxe, e isso, guardarei sempre no meu coração.

Como descreves o sentimento de pertença à Praxe?

É estranho que ao fim de quatro anos de pertença à praxe ainda não saiba descrever concretamente aquilo que se sente, acho que nunca serei capaz de o fazer. A praxe é algo que nos ultrapassa a todos, é algo que passa de geração em geração e que transporta consigo o mesmo sentimento ao longo dos anos. Sentimento este que descreveria como pertencer a uma grande família de irmãos que não partilham o mesmo sangue, mas partilham o mesmo suor e lágrimas. A praxe ensinou-me o que é a verdadeira união, o que é querer mais e melhor para as pessoas que estão ao meu lado, que são praxados ou que praxam comigo. A praxe ensinou-me que no meio de tanta loucura que é a faculdade, o percurso académico e a vida, que há algo que nunca muda – os que estiveram ao meu lado, permanecerão para sempre ao meu lado.

Como foi assumir este cargo?

Difícil e assustador, mas gratificante. Só o fiz porque sabia que teria toda a gente ao meu lado a dar aos caloiros aquilo que nos deram a nós, e muito, muito mais. Fi-lo para ter a certeza de que os valores que prezo dentro da praxe passariam para os próximos.

Que características consideras essenciais para se poder assumir um cargo de chefia, neste caso, Patrulha da praxe do curso de Ciências da Comunicação?

Não quero entrar em clichês, mas é preciso amar a praxe. É precisa muita dedicação, consciência, força de vontade, ética, ser uma mão firme de algodão. Querer entregar a praxe nos moldes em que a conhecemos, para que os valores e ideais continuem a ser os mesmos e a passar de geração em geração.

Como é que ocupas o teu tempo?

Posso por aqui a minha agenda? Não sei o que é ter tempo, há muito tempo. Estou sempre ocupada, não sei estar parada. Estou no 3º ano da faculdade, pertenço à praxe, ao Núcleo de Ciências da Comunicação (NCC), faço dobragens de animação e, no meio de tudo isto, gosto sempre de arranjar espacinhos em branco para estar com a minha família, com os meus amigos, para ler, ver séries e filmes, ir a jardins e à praia.

Onde te vês daqui a cinco anos?

Feliz. A morar com o meu namorado, a trabalhar nalgum sítio que me faça feliz e me proporcione o estilo de vida que ambiciono. A pensar num futuro filho, sempre quis ser mãe cedo. E aproveitar a vida ao máximo.

Qual foi o momento que viveste, no teu percurso académico, que recordarás para sempre?

O dia em que conheci a pessoa da minha vida. No dia das matrículas.

Dentro do contexto de Praxe, que momento guardas com mais carinho?

Podem ser dois? O primeiro dia de praxe enquanto caloira e o dia em que os meus afilhados me escolheram para ser madrinha deles.

Qual a mensagem que gostarias de deixar a futuros caloiros?

Uma bem simples e curtinha: vivam cada praxe como se fosse a última.

Escrito por: Rita Tavares

Editado por: Rafaela Boita

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