Pedro Pragosa é o Coordenador Geral do NAPA

Pedro Pragosa é aluno de Administração Pública e é também um dos membros da coordenação do Núcleo Académico para a Proteção Ambiental (NAPA), mais precisamente, coordenador geral. Hoje, ficamos a conhecê-lo um pouco melhor!

Quem és? Como te descreves?

Eu sou o Pedro Rafael Moreira Pragosa, a terra da minha vida é a Batalha, onde está situado o mosteiro de Santa Maria da Vitória. Trabalho ao fim de semana em Fátima e durante a semana tento estudar Administração Pública, estou no terceiro ano. Tenho olhos pretos, a altura de 1,78M, estou solteiro.  

Acho que sou uma pessoa sociável, que qualquer pessoa pode falar comigo. Tendo a ser um pouco obsessivo em alguma áreas. Gosto de trabalhar quando é para trabalhar, e de me divertir quando é para divertir. Adoro fazer planos e cumprir com eles. Gosto de ouvir os outros e perceber as suas opiniões, crenças e convicções.

Porquê este curso? Foi a tua primeira opção?

Às vezes ainda faço essa pergunta a mim mesmo.  Este curso surgiu numa altura em que estava perdido, existiam várias opções possíveis. Eu tinha tido uma má nota no Exame Nacional de Matemática A, e estava a pensar fazer um ano de paragem para me decidir.

Depois, por incentivo de várias pessoas, na segunda fase, fiz candidatura para o ISCSP para Gestão de Recursos Humanos (GRH) em primeira opção e em segunda opção Administração Pública (AP). A partir daí entrei em AP e nunca mais pensei em mudar. Eu sou um apaixonado pelo conhecimento e AP é uma boa opção, pois tem um pouco de tudo (Gestão, Economia, Política, Relações Internacionais). Quando acabar o curso tenho várias opções para seguir.

Foi no ISCSP que ganhaste o gosto pelo associativismo ou no secundário já participavas em projetos semelhantes, como na associação de estudantes?              

Não foi no ISCSP. Talvez nos primeiros anos no ISCSP esse gosto tenha desaparecido, voltou a renascer em mim neste último ano. Eu nunca fui daquelas pessoas do associativismo e a associação de estudantes da escola da Batalha nunca foi o meu local. Fui durante vários anos delegado de turma e fui um delegado diferente, organizava muitos almoços de turma, fazia prendas para dar aos colegas.

Depois no secundário, criei um lista para concorrer ao conselho geral da escola, para ser representante dos alunos. Aí consegui o meu mandato. Durante dois anos, apresentei propostas, dei pareceres, estive envolvido na eleição da direcção da minha escola, apresentei um plano para uma escola do século XXI. Apresentei uma carta com rendivicaçoes.

Em paralelo com isto, ainda colaborei com o jornal da escola através de entrevistas, estive envolvido na criação de um programa de voluntariado na escola, apresentei propostas vencedoras para o Orçamento Escolar e Municipal para a escola. Ainda começei a trabalhar no 11° ano aos fim de semana e fui um dos finalistas das Olimpíadas da Economia (FEUC), onde hoje sou colaborador. Acho que isto mostra a minha veia de participação na comunidade.

O que é que os alunos podem esperar de ti enquanto Coordenador Geral do Núcleo Académico de Proteção Ambiental do ISCSP?

Acho que os alunos e membros do NAPA já viram o que podem esperar do núcleo durante estes últimos meses e os próximos. Podem esperar muito trabalho e dedicação da minha parte, e uma grande exigência para com todos os membros do NAPA.

Enquanto Coordenador geral do NAPA, defini no início do ano o grande objetivo de pôr o NAPA como um núcleo presente na vida dos estudantes e colabore com todos os núcleos e instituições. Um núcleo que está em várias áreas e realize um conjunto de atividades muito distintas e diferenciadas.  Um núcleo feito para os alunos, onde a sustentabilidade e a luta contra alterações climáticas seja o tema central das suas atividades.   

Espero que os alunos e membros do NAPA saibam que nós ouvimos e que os queremos connosco pela luta contra as alterações climáticas.

Sempre foi um cargo que ambicionaste?

Não. Eu entrei no ano passado para o NAPA como colaborador, tive a oportunidade de me tornar coordenador da logística e não aceitei, porque queria apenas ajudar. A minha ambição foi sempre apenas fazer parte de um projeto em que a minha voz fosse ouvida e pudesse por em prática as minha ideias. Isso acontece com o NAPA e todos os membros têm a oportunidade de poder pôr em prática as suas ideias.

Depois este ano, aceitei ser um dos coordenadores da logística e depois, por incentivo das  grandes coordenadoras do ano passado, decidi assumir a coordenação geral, juntamente com a Luísa.

Mais do que um orgulho é uma responsabilidade. Porque quando assumimos cargos como este, temos de estar preparados para abdicar de muitas coisas da nossa vida e ouvir e dialogar com muitas pessoas sem compromisso. E quando decidimos definir objetivos, temos de cumprir. Espero que no fim valha a pena.

Quais são as características que fazem de ti um bom coordenador?

Acho que essa é uma pergunta que tem de ser feita a minha equipa. Mas se fosse eu a dizer diria tudo. Acho que as características mais positivas em mim, são a capacidade de trabalho, ouvir os outros independentemente das suas convicções políticas. Lutar e ser muito resiliente pelas ideias dos outros e estar preparado para os contratempos. Também  gosto que os outros sejam ativos e felizes no projeto e se sintam realizados. Estou sempre preocupado em que os membros do NAPA estejam bem.

As minhas características menos boas é a obstinação pela perfeição, o que faz com que às vezes não aproveite bem as várias atividades. Às vezes também tenho dificuldade em preparar as atividades com antecedência que acho necessária e gosto de fazer mais atividades do que a capacidade da minha equipa.

Como é que ocupas o teu tempo?

Bem, que tempo? No meio de aulas, NAPA, trabalho, outros projetos, do podcast “Ser Verde e Azul”, o tempo livre é curto ou muitas vezes inexistente. Mas é utilizado sobretudo para estar com amigos, sair à noite e dançar, passear pela cidade de Lisboa, para ir à missa e estar comigo a refletir. Também utilizo para ver as minhas séries, ouvir podcasts ou não fazer nada.

Sendo o teu último ano de licenciatura, o que queres fazer quando acabares este ano?

Tanta coisa, que será impossível de afirmar o que vou fazer. Ainda não sei. Provavelmente vou para mestrado e continuar a estudar enquanto  faço um estágio na minha área. Mas quero ter mais tempo para mim, para poder viajar pela Europa, fazer voluntariado, tirar um curso de Inglês no estrangeiro, iniciar a escrita de um livro. Talvez passar um longa temporada nos EUA com a minha família. Isto são tudo planos possíveis. Na próximas semanas vou saber e decidir!

Onde te vês daqui a cinco anos?

Vejo-me a lutar por um mundo melhor. Não sei onde, com quem, nem como, mas sei que esse é o meu objetivo de vida e que isso é o que vou fazer durante muito tempo. Espero ter conhecido já muitos países do mundo e que já possa ter ido à Nova Zelândia, Filipinas, Peru e tantos outros. Por fim espero que existam sinais positivos de que a ação humana contra o planeta esteja a reduzir.

Qual foi o momento que viveste, nestes últimos três anos, que recordarás para sempre?

Os momentos foram tantos, que alguns são inexplicáveis. Conheci pessoas fantásticas ao longo do meu percurso, desde o meu curso, à praxe, ao NAPA, à  Missão País, a outras pessoas de outros cursos .

Há amigos que fiz em vários locais da faculdade. Acho que levo muitas memórias positivas e algumas negativas, mas todas com uma importância no meu percurso algumas impossíveis de descrever. Mas seria muito injusto ser apenas um momento, mas o primeiro dia que vim para o ISCSP, era um rapaz cheio de medo e com tantos receios, numa cidade nova sozinho.

Escrito por: Rafaela Boita

Editado por: Rita Tavares

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