Jornadas da Comunicação de 2022 chegam ao fim

Dia 31 de março foi o último dia da edição das Jornadas da Comunicação de 2022, organizadas pelo Núcleo de Ciências da Comunicação (NCC) do ISCSP, num dia em que se terminou com uma sessão presencial de manhã e uma sessão online à tarde.

O último dia das Jornadas da Comunicação de 2022 começou às 10h30, com moderação de Rafaela Boita, numa sessão com o nome “Por Detrás dos Projetos Freelancer”, contando com a presença de três recém-licenciadas pelo ISCSP, todas elas com projetos freelancer – Carolina Epifânio, Catarina Cascabulho e Mariana Rodrigues.

Carolina Epifânio é a autora do blog “Eu, Lástima” no qual, sob o pseudónimo de “Lástima”, escreve textos sobre variados temas, desde histórias da sua vida a opiniões relativas aos temas da atualidade. A jovem autora apresentou o seu projeto e o que a levou a criá-lo e deixou notas aos alunos, destacando a importância de ser realista, ter estratégia e delimitar bem o que se quer saber e quais os objetivos que se quer alcançar quando se decide desenvolver um projeto.

Já Catarina Cascabulho é host do podcast “Já que Perguntas”, no qual tem entrevistado diversas personalidades da vida pública portuguesa, nomeadamente Clara de Sousa, Bárbara Corby e Joana Marques, entre muitos outros. Aconselhou a não ter medo de tentar, mencionando que “é sempre pior não fazer do que fazer” e disse que um dos possíveis impulsionadores do sucesso é tentar ser diferente.

Mariana Rodrigues, por sua vez, tem o blog de moda “Cyber Fashion”, no qual promove vários outfits utilizados por si, articulando-os com as épocas do ano e com viagens que faz. Referiu que é muito importante observar o trabalho de outras pessoas para ter inspiração e deu algumas dicas para obter engagement nas redes sociais como, por exemplo, publicar vídeos e apostar em conteúdos pagos.

As três recordaram, ainda, memórias do ISCSP e falaram das suas ainda curtas experiências no mercado de trabalho, apontando que os projetos freelance costumam ter mais valor para os empregadores do que as médias da faculdade.

Sessão “Por Detrás dos Projetos Freelancer”.

Ao final da tarde houve uma alteração de horários e a sessão “O Papel de um Comunicador na Assembleia da República”, que era às 17 horas em regime presencial, passou a ser às 17h30 em regime online. Os convidados, João Amaral, diretor do gabinete de comunicação na Assembleia da República Portuguesa e Teresa Fonseca, coordenadora de conteúdos do gabinete de comunicação da Assembleia da República Portuguesa, começaram por ser questionados face à função de uma pessoa que trabalha em comunicação na Assembleia, ao que responderam com vários exemplos da presença da área no local, não só dentro do departamento, mas também fora dele.

Após isso, Teresa Fonseca apresentou os conteúdos que são desenvolvidos no departamento de comunicação e abordou a presença digital da Assembleia. A coordenadora de conteúdos apresentou o site, que aloja vários conteúdos, desde sites temáticos (para jovens, sobre exposições, entre outros), a vídeos, e à agenda do Parlamento. A Assembleia está também presente nas redes sociais, onde tentam adaptar as publicações e as suas ideias às várias redes, atribuindo até uma cor a publicações de diferentes assuntos, para serem facilmente identificáveis pelas pessoas e, recentemente, apostaram bastante na divulgação do 24 de março, a data em que o número de dias passados em democracia, ultrapassaram os dias em ditadura.

Segundo João Amaral, o gabinete de comunicação procura fazer o seu trabalho com transparência e insere-se numa das áreas, que trabalham para o Estado, mais agitadas e diversificadas. O papel do gabinete é promover o Parlamento como uma instituição onde existe diversidade, fazendo essa promoção de forma transparente e próxima da sociedade.

Houve espaço para dúvidas e ambos os oradores foram questionados quanto aos maiores desafios do gabinete. Teresa Fonseca respondeu que nos quatro anos de gabinete, o seu desafio é trabalhar a informação disponível para criar novos conteúdos, adaptando-os às diferentes plataformas – newsletter, site, redes e canal de parlamentos -, e fazê-lo de uma forma clara para os cidadãos, de forma a que percebam a mensagem. João Amaral respondeu dizendo que era desafiante pensar de forma criativa, e inovar na maneira como se transmite a mensagem.

Foram ainda perguntados pelos alunos se já tinham gerado polémica. No ponto negativo do termo, nunca tiveram muita, o que poderia ter causado mais polémica seria uma banda desenhada satírica que fazem. No gabinete também é feita semanalmente uma comunicação com os jornalistas, transmitindo-se-lhes a agenda da Assembleia.

Escrito por: Beatriz Gouveia Santos e Rafaela Boita

Editado por: Joana Horta Lopes

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