Pente Fino: Duarte Gomes é o Presidente do NES

Fica a conhecer o Presidente do Núcleo de Estudantes de Sociologia, Duarte Gomes. Este adorador de polvo à lagareiro e Cristina Ferreira (pelo menos no campo literário) dá-nos a conhecer um pouco mais sobre si, os seus passatempos e pensamentos sobre o futuro.

Quem és? Como te descreves?

Das perguntas mais difíceis que me podem fazer. Torna-se difícil pelo facto de eu não saber dar uma resposta em concreto, mas se calhar também não a tenho de dar. Considero-me uma pessoa sem limites, sem barreiras condicionadoras. Gosto de sonhar, gosto de ir para além daquilo que são as minhas visões do mundo, no momento, no agora. No entanto, toda esta ambição de liberdade infinita (se é que possa existir) faz-me tornar uma pessoa extremamente cautelosa … e frágil.

Porquê este curso? Foi a tua primeira opção?

Sociologia foi a minha primeira opção. Assumo que não sabia, em concreto, que curso deveria seguir. No entanto, o interesse pela área até existia. Aliás, foi no secundário, e numa disciplina de sociologia, que percebi que tinha interesse no ramo. Contudo, o facto de ser um curso tão abrangente e/ou de “banda larga”, descansou-me em certa parte. Descansou-me porque eu ainda não sabia exatamente o que queria para esta fase de vida e, sendo uma pessoa tão polivalente, ter acesso a um conjunto vasto de outras áreas permitir-me-ia conhecer outras realidades.

Fonte: Instagram

Foi no ISCSP que ganhaste o gosto pelo associativismo ou no secundário já participavas em projetos semelhantes, como na associação de estudantes?

No secundário já me tinha candidato à Associação de Estudantes, mas não fui eleito. Teria de ser aqui e agora. Agradeço até por não ter sido naquele momento. Existe uma grande diferença entrenos sentirmos preparados para algo e estar realmente. Naquela fase acreditava que estava capaz de lidar com o projeto, mas no fundo não estava. Hoje, enquanto Presidente do Núcleo de Estudantes de Sociologia, bem, está a ser um caminho incrível. Cheio de altos e baixos, mas enquanto pessoa… o que já me permitiu conhecer!

Portanto, este interesse vem já desde o secundário e recomendo tanto que jovens apostem nestes projetos. O autoconhecimento e até o próprio crescimento pessoal é significativo, é real. Em tão pouco tempo tenho vindo a aperfeiçoar as habilidades que pensei, outrora, já as ter bem definidas. Lá está, nunca sabemos se estamos preparados para algo até chegar a hora de atuar e ter de fazer. Agradeço também a todos aqueles com quem “trabalho” e, a grande parte deles, poder chamar de amigos. As coisas tornam-se mais fáceis assim. Claro que não irei descartar aqueles que também não confiam no meu trabalho, nem gostam da minha forma de liderar, mas aí é só pôr os olhos nas prioridades e objetivos estabelecidos e perceber que está tudo certo. As opiniões dos outros são só isso, dos outros.

O que é que os alunos podem esperar de ti enquanto presidente do Núcleo de Sociologia?

No fundo, um aluno, um colega de faculdade que, tendo apenas este cargo associado, pode ajudar aquando do momento de irregularidades/problemas. Procuro (ou pelo menos é esta a ideia que quero passar) quebrar aquela noção rígida ou superior que, por vezes, estes rótulos de presidência atribuem.

Sempre foi um cargo que ambicionaste?

Não! Não ambiciono “spotlights”. Ambiciono sim lugares que me permitam espalhar mensagens, que me permitam exteriorizar ideias… Que me permitam, no fundo, fazer algo que interfira positivamente na quotidiano de alguém.

Fonte: Instagram

Quais são as características que fazem de ti um bom presidente?

Talvez fosse mais fácil se a minha equipa, ou até os estudantes que me observam de fora, respondessem. Mas creio que a flexibilidade que tenho nos assuntos e temas que surgem e o à-vontade que dou para falarem sobre o que quiserem são as características que mais rapidamente alguém poderá evidenciar em mim enquanto presidente.

Eu não sou muito bom nestas questões. Sinto que o meu ego se exibe de uma forma pejorativa, ou pelo menos as pessoas fazem com que, nestas perguntas, o ego se torne algo negativo (quando na verdade não o tem de ser).

Quais são os teus maiores interesses? Como é que ocupas o teu tempo?

Fácil. Para mim, ir com amigos deambular por aí (e logo por Lisboa que eu tanto gosto) e/ou ir para uma esplanada com os mesmos comtemplar uma paisagem completamente aleatória e aproveitar a companhia. Aos mais chegados que estão a ler isto, claro! Claro que o jarro de sangria estaria neste contexto maravilhosamente hipotético.

Sendo o teu último ano de licenciatura, o que queres fazer quando acabares este ano?

Não sei. Na verdade não sei mesmo. Mas também não me assusta. A minha mãe sempre me transmitiu a ideia de que haverá sempre algo bom à minha espera e a verdade é que sempre houve algo bom.

Não sei o que vai surgir no final desta etapa, mas certamente será algo ainda melhor.

Fonte: Instagram

Onde te vês daqui a 5 anos?

Não me vejo. Quero apenas ir aproveitando cada fase da minha vida. Claro que todos os dias penso no futuro. Mas quanto mais nele penso, mais construções ideais faço daquilo que eu quero que seja. E viver na expectativa é viver iludido com algo que pode nunca acontecer. Então permito-me, se tanto, a sonhar com aquilo que eu gostava que acontecesse, sem deixar de aproveitar aquilo que tenho agora.

Qual foi o momento que viveste, nestes últimos 3 anos, que recordarás para sempre?

Amava ser “cliché” e contar-vos uma grande experiência que vivenciei com os meus. Mas não me recordo de uma memória que considere “a mais importante” ao ponto de me lembrar dela com grande facilidade. Recordarei sim, para sempre, todos os bons momentos que passei com os meus, quer no CEDAR, quer fora da faculdade, ou até dentro das próprias salas de aula. Acreditem que foram muitos. Aliás, ainda hoje somei mais destas experiencias.

Não me esqueço nunca daqueles que aqui estiveram quando precisei. E felizmente sempre foram muitos os que me apoiavam. Esses, espero que sejam sempre “meus”. E a esses sempre desejarei o melhor desta vida. Gosto deles.

Escrito por: Rita Tavares

Editado por: Rafaela Boita

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