Desequilíbrio entre o consumo das redes sociais e o seu impacto na saúde mental

A imagem que um indivíduo tem de si mesmo é aprendida com a sua relação com o meio exterior. Os media digitais muito têm contribuído para acentuar esta situação relativa à autoestima, sendo cada vez mais criadas ideias e representações sociais capazes de fazer querer que são as corretas e perfeitas.

O tema não é novidade, mas com o passar do tempo tem vindo a acentuar-se e, em alguns casos, tomar proporções preocupantes. Os filtros disponíveis nas redes sociais – destaque para o fenómeno das histórias de 24 horas disponíveis, por exemplo, no instagram – permitem alterar fisicamente o aspeto de um indivíduo, escondendo as imperfeições e inseguranças que o mesmo possa sentir.

Frequentemente e cada vez mais, as reações e “gostos” tornam-se necessários para a aprovação da identidade do ser humano. Somos apresentados a um estereótipo de beleza e estilo de vida difíceis de alcançar, pelo menos da forma homogénea aparente nos pequenos ecrãs, o que se reflete na diminuição de autoestima.

A comparação e competição constante para alcançar objetivos virtuais revelam uma saúde mental frágil e delicada, no sentido em que um perfil de uma mulher mais magra ou com o corpo tonificado é melhor sucedido que um perfil contrário ou de alguém que decida não se expor fisicamente. Não é correto! Sermos generosos connosco mesmo é um ponto de partida para a aceitação pessoal e alcançar amor-próprio. Na verdade, os valores não são medidos pelos que outros pensam.

A manipulação da autoimagem é uma realidade. Contudo, os impactos que têm é a maior quanto maior for o tempo de exposição e conexão com as redes sociais. Importa, também, realçar que o estereotipo não engloba apenas o género feminino, existindo cada vez mais estudos a comprovar a mesma situação no género masculino e o ideal de homem musculado.

O canal televiso SIC – Sociedade de Independente de Comunicação – destaca no noticiário a pressão social atualmente feita nos media digitais e os seus impactos na autoestima dos indivíduos, nomeadamente dos mais jovens. A jornalista do canal televiso Bárbara Lima fundamenta a notícia com o recurso ao testemunho de duas jovens irmãs, Cátia Teixeira e Inês Teixeira, de 22 e 17 anos respetivamente. Podes ver a notícia na integra aqui.

“Nunca pus um instastory sem filtros ou sem edição da foto. Uso filtros que são mais brancos, porque põem a pele mais uniforme, sem manchas, pontos negros”,

“Sinto-me mais bonita, porque disfarça as imperfeições indesejadas (…) Num dia menos bom, afeta a minha autoestima”.

O processo de desconstrução e de olhar para o espelho sem filtros e edições não é fácil e requer trabalho diário, mas não é impossível. A individualidade e autenticidade são características bonitas e longe de um formato ou aparência específica.

Escrito por: Maria Santos

Editado por: Miguel Brejo da Costa

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