Chapecoense – Uma História de superação

O percurso de uma equipa que passou por um dos episódios mais traumáticos de sempre na história do Futebol e do Desporto.

Foi no dia 28 de novembro de 2016, numa viagem para Medellín (Colômbia), onde a Chapecoense iria disputar a final da Taça Sul-Americana, que o mundo recebeu, em choque, a notícia do despenhamento do avião que os transportava e a consequente morte de 75 dos 81 passageiros. Entre eles jogadores, dirigentes, jornalistas e tripulantes do avião. Dos jogadores sobreviveram três: Alan Ruschel (atual capitão de equipa), Jackson Follmann e Hélio Neto, mais conhecido por Neto. Outros três sobreviventes foram a assistente de bordo Ximena Suárez,o técnico Erwin Tumiri, e o jornalista Rafael Hensel.

Depois deste acontecimento trágico e quase impossível de suportar, não só a nível psicológico como a nível desportivo, uma onda de apoio mundial deu força à estrutura do clube brasileiro para orgulhar e representar aqueles que já não o podiam fazer, através de empréstimos e transferências de jogadores. No início de 2017 eram 15 os reforços obtidos.

Nos dois anos seguintes a Chape ainda se aguentou, conquistando pela segunda vez o Campeonato Catarinense em 2017 e fazendo a melhor prestação da sua história no palco principal do futebol brasileiro, alcançando um incrível 8º lugar no campeonato de 2018, garantindo assim uma vaga para a Taça Libertadores desse ano. Mas as dificuldades financeiras iam-se agravando e os resultados piorando, até que em 2019 a Chapecoense desceu mesmo de divisão, passando assim para a série B do campeonato brasileiro.

Apesar destas dificuldades, e do golpe que tiveram que suportar com a descida de divisão e com a quantidade de salários em atraso, os heróis da Chape venceram o seu primeiro título nacional, conquistando a Série B 2020 e retornando assim à elite do futebol brasileiro. Um título que se decidiu na última jornada (30 de janeiro de 2021) após um jogo emocionante com um penálti à “Panenka” no final da partida, que culminou com o capitão Alan Ruschel a levantar a Taça com muita emoção à mistura. “Quero agradecer a Deus pela oportunidade. Sabemos que não foi fácil por tudo o que enfrentámos, dificuldade salarial, pessoal que chegou agora tem oito meses [ndr: de salários em atraso], pessoal que ficou 18 meses. Eu não sei se vou permanecer, mas disse que levaria esse grupo para sempre, assim como levo o grupo de 2016. Feliz por ter gravado mais uma vez o meu nome na história do clube”, disse, no final do jogo, citado pelo GloboEsporte.

O capitão e sobrevivente do trágico acidente, Alan Ruschel, levanta o troféu / Fonte: Radio Araguaia

Uma história ímpar no mundo do desporto e digna de verdadeiros heróis, Força Chape!

Este artigo de opinião é da pura responsabilidade do autor, não representando as posições do desacordo ou dos seus afiliados.

Escrito por: Renato Soares

Editado por: Mariana Rodrigues

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