“Covid-19” – A maior adversidade nas contas do título

A 3ª vaga do vírus SARS-CoV-2, mais comumente conhecido por Covid-19, tem tomado proporções assustadoras no nosso país e nem os ditos “grandes” do futebol português, apesar de terem infraestruturas e condições do mais alto nível, parecem conseguir aguentar.

Fonte: UOL Notícias

Os efeitos económicos que o vírus causou, e está a causar, não só no futebol como em todo o mundo do desporto, são irreparáveis. Desde a quebra de receitas provenientes dos bilhetes em dia de jogo, valor de mercado dos jogadores, que desceu consideravelmente, despesas e gastos no reforço da segurança e tratamento dos jogadores, entre muitas outras coisas.

Mas apesar destes pontos negativos, até ao início de 2021 não se tinha conhecimento de cadeias de transmissão dentro dos clubes, que perfilam o top-3 Nacional. Era público que existia um caso aqui e ali, mas nada que a profundidade dos plantéis não conseguisse colmatar. Neste momento não é isso que acontece, estamos perante cadeias de transmissão que inviabilizam as expectativas e objetivos dos clubes, e esse é o ponto onde quero focar.

O Sporting, treinado por Rúben Amorim, já viu Nuno Mendes, Luís Neto, Sporar e até o seu mítico técnico de equipamentos Paulinho, serem infetados. Apesar disso, os resultados até têm sido regulares, embora que, depois de uma série de 13 vitórias em 15 possíveis, e em que lhe valeu a liderança isolada no campeonato, o bilhete para a Final-Four da Taça da Liga e ainda a passagem aos oitavos-final da Taça de Portugal, a equipa de Alvalade tremeu e perdeu, esse mesmo encontro, por duas bolas frente ao Marítimo, ficando assim afastado da conquista desse título, tendo ainda, no jogo seguinte, empatado 1-1 com o Rio Ave a contar para a liga. Apesar desse susto, conseguiram vencer a Taça da Liga com duas vitórias sobre o FC Porto e o SC Braga, e ainda conquistaram um triunfo seguro sobre o Boavista (0-2) a contar para o campeonato.

O mesmo não se pode dizer do outro “grande” de Lisboa, o Benfica. Jorge Jesus já se viu impossibilitado de utilizar Vlachodimos, Everton, Helton Leite, Grimaldo, Vertonghen, Otamendi, Nuno Tavares, Gilberto, Diogo Gonçalves e Waldschmidt. O que resultou em: 3 empates no campeonato, 1 derrota (Taça da Liga) e apenas 2 vitórias (uma delas sobre um frágil Estrela da Amadora a contar para a Taça de Portugal) em 6 jogos desde o início do ano, e consequente descida ao 3º lugar no campeonato, ficando, assim, a 6 pontos do 1º lugar. Situação que começa a deixar o ex-treinador do Flamengo algo inquieto e preocupado, “Sou impotente, não tenho força para poder reverter o que quer que seja”, disse na conferência de imprensa na antevisão ao jogo com o Nacional que acabou com um empate (1-1).

No reino do Dragão a situação também não é a melhor, apesar dos resultados serem enganadores. Sérgio Conceição viu jogadores como o capitão Sérgio Oliveira, Otávio, Luis Díaz, Evanilson, Romário Baró e Nanu saírem das suas contas por estarem infetados. Na verdade, o FC Porto tem-se aguentado e até subiu na classificação, aproximando-se assim do líder Sporting, mas com muitas dificuldades. Desde a última vitória convincente, frente a um debilitado FC Famalicão (1-4) no passado dia 08 de janeiro, os atuais campeões nacionais venceram com muita dificuldade o Nacional no prolongamento (2-4), depois de um empate a 2 bolas no tempo regulamentar, empataram com o Benfica no Dragão (1-1), perderam com o Sporting (2-1) em jogo a contar para a Taça da Liga, competição que continua a fugir aos Portistas, e venceram frente ao Farense (0-1) num jogo, mais uma vez, muito difícil e com alguns lances polémicos à mistura.

E se as ausências fazem esta diferença nos clubes ditos “grandes”, escusado será dizer as consequências que terão nos restantes.

Significará isto que vamos ter um campeonato mais equilibrado e cheio de “escorregadelas” até ao fim, ou chegaremos a um ponto em que as equipas não vão conseguir colmatar todas as ausências e teremos que voltar a parar o desporto rei em Portugal? Cá estaremos para descobrir.

Escrito por: Renato Soares

Editado por: Rafaela Boita

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