Lá Para Dentro: La vengeance française

A equipa gaulesa veio a Lisboa derrotar Portugal por 0-1 e carimbou a vitória do grupo 3 da Liga A da Liga das Nações. N´golo Kanté marcou o único golo do encontro.

Portugal e França formam, historicamente, uma das principais rivalidades do continente europeu. No passado mais recente essa rivalidade acentuou-se: corria o ano de 2016 quando Éder marcou em Paris um golo que, por sua vez, ficaria eternizado na memória de todos os adeptos de futebol e, em particular, dos portugueses. Com esse golo a seleção das quinas vencia pela primeira vez uma das mais importantes provas de seleções, tendo derrotado a rival na sua própria casa. Volvidos 4 anos, a atual campeã do mundo, conseguiu finalmente “vingar” a derrota de Saint-Denis.

Éder marcou o golo mais importante da história da seleção sénior portuguesa. Fonte: Record.

Como inicialmente antevisto pela maioria dos adeptos, a luta pela vitória no grupo 3 da Liga A da Liga das Nações seria entre Portugal e França. E tal deve-se ao facto de ambos os países terem em mãos verdadeiras gerações de ouro, daquelas que dão boas “dores de cabeça” aos selecionadores dada a quantidade de boas opções existentes. Comecemos por Portugal.

Considerado por muitos o melhor jogador do mundo, Cristiano Ronaldo, aos 35 anos de idade contínua a ser uma das principais referências do futebol internacional e, consequentemente, da sua seleção. Mas agora conta com companheiros de seleção cuja qualidade individual é, indubitavelmente, acima da média: João Félix, Diogo Jota, Bruno Fernandes, João Cancelo, Rúben Dias, entre outros. Existem também outros jogadores com grande potencial e que o podem confirmar a qualquer momento: nesta categoria, destaca-se Francisco Trincão.

Contratado pelo FC Barcelona ao SC Braga, Francisco Trincão é uma das maiores promessas do futebol internacional. Fonte: Renascença

No que à seleção francesa diz respeito, são várias as opções do selecionador Deschamps: a principal referência é o ponta-de-lança Kylian Mbappé, atualmente a atuar no PSG. No entanto, são vários os nomes sonantes na equipa gaulesa: Griezmann, Pogba, Kanté, Varane, Lloris… uma verdadeira constelação! E não, o termo aplicado não é, de todo, exagerado. Basta atentar o caso do médio do Lyon Aouar: um jogador notável, com uma técnica brilhante, que não tem vaga nesta equipa dado o vasto leque de opções. E se já existem várias estrelas atualmente, muitas estão em ascensão: destacando-se Marcus Thuram – filho do ex-internacional Lilian Thuram-, atualmente a atuar no Borussia Mönchengladbach, da Alemanha.

Mbappé é o rosto de uma geração dourada francesa. Fonte: A Bola.

O jogo de dia 14 de novembro, em Lisboa, era decisivo. Depois do empate a 0 em Paris, jogava-se a jornada 5 da fase de grupos da Liga das Nações. Portugal e França estavam em igualdade pontual, podendo cada golo ser decisivo em caso de empate para as contas finais do grupo. E o jogo foi o oposto do disputado na ronda 3 desta fase.

Enquanto que em França tivemos um jogo lento, a meio-campo e sem grandes oportunidades, desta vez ambas as equipas deram um bom espetáculo. Apesar de ter apenas um golo, o jogo foi dinâmico e com criação constante de oportunidades de golo. Até ao tento solitário, predominou o perigo francês com Rui Patrício a negar, por várias ocasiões e de forma categórica, o golo aos visitantes. O guardião gaulês, Hugo Lloris, não quis ficar atrás e, nos momentos de maior pressão da equipa nacional – sobretudo a partir dos 75 minutos da partida-, fez um bom conjunto de defesas, com claro destaque para um remate a meia-distância de João Moutinho.

Fonte: Observador.

O resultado final no Estádio da Luz foi 0-1: golo do “baixinho” Kanté aos 9 minutos da segunda parte. A França carimbou a passagem à fase de apuramento de campeão da Liga A da Liga das Nações, retirando a possibilidade de Portugal revalidar o título conquistado na edição anterior desta prova. No entanto, os verdadeiros vencedores são os adeptos de futebol: duas das seleções mais fortes no cenário futebolístico atual protagonizam uma rivalidade desportivamente interessante e que já tem data marcada para o seu próximo capítulo: no próximo ano, na fase de grupos do Euro.

Os festejos do golo francês. Fonte: BT.com.

Este artigo de opinião é da pura responsabilidade do autor, não representando as posições do Desacordo ou dos seus afiliados.

Escrito por: Filipe Ribeiro

Editado por: Gabriel Reis

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