Conhecer Portugal – Aveiro, a Veneza Portuguesa

A beleza e encanto da cidade aveirense vai muito além dos moliceiros e típicos ovos moles. Embora pequena em termos geográficos, com apenas 197,58 km², arrasta consigo diversidade e carácter dinâmico, que a tornam grande e capaz de ser candidata à Capital Europeia da Cultura.

Há quem diga que os turistas admiram a cidade devido à facilidade de deslocação, devido à gastronomia, devido à beleza dos moliceiros que deambulam pelos canais da ria, devido às salinas, ou até mesmo devido “às casinhas às riscas de várias cores”. A verdade é que são inúmeros os motivos para se conhecer a cidade, mas comecemos por partes.

Para os amantes de história, o mais emblemático monumento é o Museu de Santa Joana, antigo convento de freiras da segunda metade do século XV, onde a princesa Santa Joana viveu em santidade. Optando quer pelo percurso monumental quer pela visita à exposição permanente, o deslumbre pelas talhas douradas, azulejos e pinturas não ficarão indiferentes. Pode-se, ainda, encantar pela magnífica fachada do Museu da Arte Nova, um local a visitar para os admiradores desta corrente artística. No rés do chão encontra-se a Casa do Chá, um local adequado para aproveitar e sentir o ambiente agradável da cidade aveirense.  

Remontando aos antepassados da cidade, o Sal sempre foi um elemento presente, que se mantém até aos dias de hoje. Considerados por definição preguiçosos, os marnotos de Aveiro empregam um trabalho árduo e de louvor na região, lutando para não deixar cair em abandono esta profissão. Para além de local de produção, as Salinas de Aveiro são um local aconselhado para assistir a um maravilhoso pôr-do-sol.

Salinas de Aveiro | Fonte: Maria Santos

Anteriormente utilizadas para o armazenamento de materiais de pesca, a beleza arquitetónica das casas de riscas coloridas, localizadas na Costa Nova do Prado, junto das praias, é escolhida e apreciada por muitos graças à vivacidade, cor e energia que transmite.

Costa Nova | Fonte: VisitPortugal

Como em qualquer sítio, também há lugar para fazer compras e fruir de momentos de lazer. O ar livre e puro das ruas da Avenida Dr. Lourenço Peixinho e do Fórum Aveiro dão um toque especial à Veneza portuguesa, locais indicados para adquirir umas recordações e miminhos para todos. As deslocações nem sempre precisam de ser a pé, estando disponíveis na zona do Mercado Manuel Firmino bicicletas para alugar gratuitamente – as famosas “Bugas”.

Bugas de Aveiro | Fonte: Maria Santos

Na hora das refeições existe um leque variado de opções, podendo optar por estender a toalha e fazer um piquenique nos admiráveis jardins do Rossio e/ou do Cais da Fonte Nova, como saborear os restaurantes característicos da região. Para sobremesa, ainda que as filas não sejam as mais cativadoras, não pode faltar o tradicional ovo mole, ou uma boa tripa. 

Aveiro tem aumentado o seu dinamismo e visibilidade, apostando em diversos eventos culturais, com destaque para o “Festival dos Canais” e “TechDays” – eventos gratuitos que atraem os habitantes locais e turistas, englobando atividades artísticas desde música, dança, teatro, espetáculos de luzes, entre outros. A aposta na versatilidade e estratégias artísticas levou a que a cidade aveirense se candidata-se a Capital Europeia da Cultura 2027.

Edifício Avenida – TechDays 2020 | Fonte: Maria Santos

Tradicionalmente, há lugar todos os anos para o festejo do São Gonçalinho – santo casamenteiro e protetor que desde cedo mereceu devoção popular das gentes da Beira Mar. Junto do largo da capela reúnem-se milhares de pessoas para lançar e apanhar cavacas, um dos momentos altos da celebração. A entrega dos ramos e a famosa “dança dos mancos” ocorre dentro da capela e são duas tradições que caracterizam igualmente os dias de festa em honra do São Gonçalinho.

O prestígio da cidade dos ovos moles consolida-se com a sua qualidade de formação e potencial espírito académico. Em 2020 o estudo “Studocu World University” revelou que a Universidade de Aveiro é a melhor do país e a décima sétima de toda a Europa.

Desfrutar do “pequeno” centro aveirense é aliar identidade, inovação e modernidade numa visita única e inesquecível, em torno de um ambiente agradável da área lagunar.

Este artigo de opinião é da pura responsabilidade do autor, não representando as posições do desacordo ou dos seus afiliados.

Escrito por: Maria Santos e Renato Soares

Editado por: Inês Conde

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