The Desacordo Sessions – The Weeknd regressa com “After Hours”

The Weeknd regressa com After Hours, o seu quarto álbum, lançado no passado dia 20 de março, um dia antes de House of Ballons, o primeiro projeto do artista, fazer nove anos.

gq march 2020 After Hours The Weeknd

Por todo o álbum há um som eletrónico, acompanhado de uma vibração sombria e ainda uma forte influência dos anos 80. Isto resulta num equilíbrio entre inovação e um carácter nostálgico da sua obra. A música de The Weeknd sempre foi de contrastes, e aqui a beleza e a loucura estão mais integradas do que nunca.

O álbum pode ser dividido em duas partes, numa primeira, com o clima musical obscuro mais evidente, menos convidativo a dança, com mais efeitos na sua voz, e, uma segunda, mais mexida, mas com a mesma mensagem.

A lógica das faixas parece ser feito à medida de se enquadrar num clima cinematográfico com vibrações retro da cidade a que chega a fazer referência. Esta cidade é nada mais nada menos que Sin City, onde também no álbum é explorado o pior de uma cidade (Las Vegas). Daí “cidade do pecado”, uma cidade que onde o artista parece estar, devido aos seus vícios e ao distúrbio de personalidades por que passa. Os videoclips das músicas correspondem a essa onda mais cinematográfica, contendo uma narrativa com continuidade entre elas. O gosto de Abel é evidente, não só nos vídeos, mas no clima do álbum e nas diversas referências cinematográficas.

As próprias ligações entre as músicas, os sons da cidade em algumas faixas, dão uma perceção de um clima cinematográfico recorrendo às letras como narrativa e sons como perceção de emoções, é uma narrativa acústica. A sensação visual nos vídeos ajuda a compreender e a intensificar essa ideia.

The Weeknd não parece parar de evoluir, tornando o seu trabalho cada vez melhor em conjunto com a evoacação da sua essência, da trilogia, com referências a trabalhos anteriores.

Passo assim à análise das faixas, com um desvio a análise dos vídeos também, sendo que fazem parte da mensagem.

01. Alone Again

O tema que inicia o álbum e a exposição de um assunto muito abordado pelas faixas, a solidão. Para além disso, a música aborda também o abuso de substâncias, algo presente em toda a obra musical, que juntos resultam no medo e vazio. A melodia presente é possuidora de sintetizadores resplandecentes que se transformam numa batida mais forte, acompanhada do baixo e bateria intensos. Estas características enquadram-se no panorama sombrio do álbum, tendo até esta faixa cerca de vinte segundos de um momento musical mais “apagado”, um som que aspira solidão, a meio da música.

Nos versos, “Take off my disguise/ I’m living someone else’s life/ Suppressing who I was inside”, ele duvida do seu próprio “eu”, sentido-se dividido entre quem era e entre quem é agora. A própria curta-metragem, After Hours, que realizara, evidencia o conflito entre essas duas personalidades, entre o homem de óculos, representado pelos seus vídeos como aquela personalidade cheia de vícios, sombria e vazia (uma personagem “Heartless”) e a outra, a que sente, está lúcida e por isso sofre, a personalidade do homem que luta por ser melhor.

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Nesta letra é referida pela primeira a cidade de Las Vegas, (“In Vegas, I feel so at home”) algo que vai acontecer diversas vezes por esta sua nova obra cinematográfica, inclusive no título de uma das faixas. Las Vegas é uma cidade que em tempos trouxe imensa euforia ao cantor, ele inclusive, em 2011, canta sobre isso em Heaven Or Las Vegas.

Os versos “Check my pulse for a second time (A second time)/I took too much, I don’t wanna die/I don’t know if I can be alone again (Alone again)/ I don’t know if I can sleep alone again”, o medo da solidão bem explicito, e com quem está? Podemos deduzir que com o conjunto de versos “Count it up, it’s all for you (…) / ‘Cause I don’t know if I can be alone again (…)” esteja ligado a um outro vício, o sexo, e aqui pede para que conte o dinheiro que deu repetidamente, de maneira a demorar mais tempo, pois o mais importante naquele momento não é o prazer naquele momento é o medo de ficar sozinho, ganhando algum tempo desta maneira.

02. Too LateAcaba por continuar a auto reflexão de Abel, num ritmo mais acelerado, mas desta vez refletindo na sua culpa em relação ao último relacionamento, aquele que tinha com a única pessoa que o podia guiar, que era a sua “light”, e pede o perdão. A produção musical nesta música apela ao género de Wasted Times, no seu EP My Dear Melancholy.

Abel transmite ainda uma grande frustração com os media, que o perseguem e observam, para além de também fazerem constantemente suposições sobre o seu relacionamento, algo que vem em consequência da fama cantando: “I can’t trust where I live anymore” “Sources say that we’re done, how would they know?” e “We’re in Hell, it’s disguised as a paradise with flashing lights”. Neste último verso, o artista fala pela primeira vez nas luzes como um engano, as luzes que o cegam em Blinding Lights e outros temas, as luzes da fama.

03. Hardest to Love

Continua a acelerar o ritmo do álbum, colocando novamente a culpa em si, quanto ao desfecho do relacionamento, afirmando que ele é“difícil de amar”. O instrumental da faixa pertence ao género liquid drum & bass, um subgénero popular da eletrónica.
Na letra aponto que o artista usa a expressão “a house is not a house”, ou seja, o sentimento de solidão, o vazio novamente identificado, e a necessidade de uma relação com um sentimento verdadeiro através dos versos: “I don’t feel it anymore / The house I bought is not a home”.

The Weeknd repete um verso da primeira faixa: “Together we are so alone”, algo quase idêntico a um título de uma música lançada por si no passado: We’re alone togheter.

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Esta frase de Weeknd acaba por ser pesada, transmitindo que existe um vazio dentro de uma relação, que não se estão a completar.

04. Scared To Live

É uma balada onde Abel fala de uma separação que deixou a pessoa que ama a duvidar do amor, e que ele sabe disso (“I’m the reason you forgot to love”). Para além disto reconhece que não soube dar espaço à pessoa que ama quando se apercebera que era o que necessitava (“When I saw the signs, I shoulda let you go / But I kept you beside me”).

É curioso que os versos repetidos “I hope you know that, I hope you know that”, da maneira que estão inseridos, fazem lembrar os versos “I hope you don’t mind, I hope you don’t mine” da música Your Song de Elton John, uma música de amor icónica.

05. Snowchild

É uma faixa em que Abel reflete no seu percurso, na sua rápida ascensão à fama e, mais uma vez, vícios do passado, voltando ao assunto das drogas mas falando de algo novo, as mulheres que a fama atraiu.

O verso de abertura “I used to pray when I was sixteen” representa a maneira como Abel mudou a sua visão sobre a vida e o seu comportamento, desde que se tornou adulto, à semelhança do que acontece em Sidewalks do álbum Star Boy com os versos “I ran out of tears when I was 18 / So nobody made me but the main streets”.
Nos versos “If I didn’t make it, then I’d probably make my wrist bleed / Not to mislead, turn my nightmares into big dreams”, Abel conta-nos como ficava magoado quando as coisas corriam mal no passado, e não conseguia chegar aos seus objetivos, porém o segundo verso é uma maneira de afirmar que essas coisas acabaram por ser usadas por ele como inspiração e motivação para chegar onde realmente queria.

Abel canta “I was singing notes while my niggas played with six keys”, onde “keys”, refere-se a teclas de piano mas também a cocaína. Para além de keys a palavra “snow” também é uma analogia da droga em questão. Abel entrou no mundo da música quando maioria do seu grupo começou a consumir cocaína, e, em 2016, numa entrevista ao The Guardian, o cantor admitiu que as primeiras músicas foram feitas sob o efeito dessas substâncias.

É importante destacar que esta faixa é muito rica em referências. Em “I was blowing smoke, had me dizzy like Gillespie”, o artista faz referência a um músico, John Birks “Dizzy” Gillespie, pioneiro do género bebop de jazz e conhecido por Dizzy pelas suas palhaçadas em palco. Outra referência feita é a Jimmy Hoffa, que fora presidente do “Internacional Brotherhood of Teamsters”, e era mais conhecido pelo grande mistério do seu desaparecimento, após estar envolvido em crimes. Daí ele cantar “You couldn’t find me like I’m Hoffa”. A história de Hoffa voltou a ser relembrada devido a Martin Scorcese em The Irishman e é curioso que um dos filmes que Martin Scorcese dirigiu tinha o nome de After Hours, mais uma evidência do interesse do artista por cinema.

No verso “Niggas had no homes, we were living in the dead streets”, o ator convoca o seu passado, em que com 17 anos deixou a escola e a sua casa para se dedicar á música pelas ruas de Toronto, algo a que se refere muitas vezes como em 2014 com “King of the Fall” e em 2015 em “Tell Your Friends”. Esta última música está ainda ligada ao verso “Cali was the mission but now a nigga leaving”, juntamente com a música “The Morning” de 2011, referindo-se ao sonho de ir para a Califórnia para perseguir o seu sonho.

Para além das referências já faladas ainda tem “Futuristic sex, give her Philip K dick”, que se refere a Philip K. Dick, um escritor americano de ficção científica que teve uma das suas obras passada adaptado para Blade Runner e é usado para um trocadilho. Referências à sua riqueza e fama com “Stack a couple M’s like I was Shady / Now I’m in Tribeca like I’m Jay-Z” e ainda referência ao astro de Dirty dancing “Got me movin’ dirty like I’m Swayze / All my diamonds dancing like they Swayze”, comparando o seu movimento, conhecido como apaixonante e sensual, ao movimento da sua riqueza, carros, joias, ect… objetos apaixonantes para ele.

06. Escape from LA

É um dos momentos mais sombrios do álbum After Hours, com Abel atribuindo as dificuldades de seu relacionamento difícil ao ambiente acelerado da cidade, tendo uma necessidade de sair, continuar noutro lugar. A cidade que tanto o encantava mostra-se num inferno.

Abel faz referência a vários filmes ao longo da faixa, incluindo Speed (1994), que se relaciona com o ritmo da cidade e provavelmente pela paixão do cantor por andar nos limites, e Constantine (2005), que tem um protagonista que luta por salvar as almas dos outros (“ I’m fighting for my soul, Constantine”).

O artista canta “But I’d be nothing without you”, fazendo referência à sua música de 2016 Nothing Without You, do álbum Starboy, uma música em que o artista desvaloriza as coisas materiais, afirma que não o definem, mas que que a pessoa que ama o tornou no que ele é, e ela tem o mérito.

07. Heartless

Mostra uma mistura do velho “eu” do cantor com o de agora, sob o efeito da fama. Aqui continua o distúrbio de personalidade e as referências envolvias num ritmo característico dele mas com um bridge sinistra, que segue o estilo do álbum. O vídeo é dedicado completamente a essa personalidade inatingível sem coração consumida pelos vícios e tendo tudo o que quer.

Logo no início da faixa, o artista faz referência a “Young Metro” e mais tarde afirma “Metro Boomin turn this ho into a moshpit”. Estes versos fazem referência a Metro Boomin, um produtor de discos americano que ganhou destaque em 2016 e é conhecido por ajudar a criar uma nova onda de rap em Atlanta nos anos 2010. Boomin ajudou na composição e produção de “Heartless” e trabalhou com The Weeknd em muitas outras músicas, como “Low Life” e “Six Feet Under”.

Quero ainda acrescentar que Abel reconhece ter já escapado da morte com o verso “I’ve been dodgin’ death in the six-speed”, provavelmente devido aos seus vícios e atitudes passadas. Já falara disso em 2016 com Rambo (Remix), onde reflete sobre uma experiência de quase morte que teve em um elevador de Las Vegas, ao dar um soco num polícia.

08. Faith

É um tema onde Abel compara o vício em drogas à perda de religião, um vício condenável. O instrumental tem o som da bateria a desaparecer na mistura em favor de sintetizadores e sirenes ambientais. Começa logo com o lado mais obscuro e termina com um som da cidade, ligando-se novamente ao track seguinte e ligando-se à narrativa e à própria cidade de Los Angeles.

Esta faixa relaciona-se mais uma vez com músicas do álbum “Snowchild” deste álbum, com os versos “I used to pray when I was sixteen” e colaboração de 2018 com Kendrick Lamar, “Pray for Me,” com os versos: “Just in case my faith go, I’ll live by my own law / I’ll live by my own law, I’ll live by my own”.

Já com o verso “When I’m coming down is the most I feel alone” Abel faz referência a “Coming Down,” em 2011 “I always want you when I’m coming down”, dizendo de formas diferentes que não suporta estar sozinho quando está em baixo, fazendo o tema da solidão estar sempre presente.

Nos versos “I’ve been sober for a year, now it’s time for me / To go back to my old ways, don’t you cry for me / Thought I’d be a better man, but I lied to me and to you”, o cantor parece desistir do homem melhor que tenta ser e pensa em entregar-se ao seu velho eu, mais uma vez a confusão sentida entre as duas personalidades. Em 2018, the Weeknd também abordou isso no EP My Dear Melancholy, com o tema Privilege com os versos “But I’ma drink the pain away, I’ll be back to my old ways / And I got two red pills to take the blues away, oh”, parece que o cantor luta bastantes vezes com o passado que insiste em atormenta-lo.

Em “Driving down the boulevard is blinding / Always blinded by the desert lights” volta a referir as luzes que o cegam, e o afastam da religião, ligando-se á próxima faixa.O tema acaba num clima bem cinematográfico, podendo imaginar uma cena possivelmente inserida na curta do cantor.

09. Blinding Lights 

É a faixa em que o artista confessa um constante estado de distração no qual ele só encontra alívio quando está na presença da amante. A música é uma faixa eletropop que apresenta grandes sintetizadores inspirados nos anos 80 e bateria de dance music eletrónica.

O videoclipe é uma continuação do videoclip da faixa Heartless, começando onde o último parou, dando continuidade à narrativa, num momento em que o homem “sem coração” se envolve nos seus sentimentos e se fere.

Esta música é mesmo uma das melhores do álbum, uma que música ressuscita lindamente as influências dos anos 80 misturando com um estilo mais moderno, o que é incrível.

Os versos “Sin City’s cold and empty”, remetem Las Vegas para a “cidade do pecado” como referi anteriormente e as luzes da fama a cegá-lo novamente “I said, ooh, I’m blinded by the lights”.

Algo que ainda não mencionei foi a influência de Robert De Niro’s no filme Casino (1995), o que faz sentido dado a atmosfera dos vídeos.

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10. In Your Eyes

É uma música em que The Weeknd se entrega totalmente aos sentimentos. A música segue a influência de Blinding Lights, com influências dos anos 80 e jazz, com a presença de uma bela sinfonia de saxofone tocado por Tomas Jannson.

No novo vídeo The Weeknd é um assassino que persegue a presa, a rapariga, mas que acaba por se entregar por completo, não dando luta. A dança da atriz com a sua cabeça é sinistra como todo o seu álbum.

11. Save Your Tears É onde The Weeknd aborda seus relacionamentos passados, não apenas a quem dedica maioria o álbum, mas outro relacionamento (“Yeah, I broke your heart like someone did to mine”). A música é uma das faixas mais pesadas de sintetizadores dos anos 80 do álbum, em comparação com as faixas mais escuras do meio do disco.Repeat After Me (Interlude) é o único interlúdio no After Hours.A música é uma espécie de tentativa de lavagem cerebral a quem ama, repetindo as palavras, a fim de ser amado de novo, como uma espécie de hipnose (“You don’t love him, you don’t love him / You don’t love him if you’re thinking of me/ You don’t love him, you’re just fucking/ You’re just fucking, it means nothing to me”). A faixa apresenta a assinatura de produção pesada de sintetizadores e psicadélicos do vocalista do Tame Impala, Kevin Parker, além de uma introdução vocal de Parker.Em 2011 no tema Lonely Star, onde é a amante com o nome de Vaerie que tenta hipnotizar o artista “When you fuck them, you’ll see my face / My body is yours (…)”. Desta vez The Weeknd troca os papéis.

12. Repeat After Me (Interlude)

É o único interlúdio no After Hours. A música é uma espécie de tentativa de lavagem cerebral a quem ama, repetindo as palavras, a fim de ser amado de novo, como uma espécie de hipnose (“You don’t love him, you don’t love him / You don’t love him if you’re thinking of me/ You don’t love him, you’re just fucking/ You’re just fucking, it means nothing to me”). A faixa apresenta a assinatura de produção pesada de sintetizadores e psicadélicos do vocalista do Tame Impala, Kevin Parker, além de uma introdução vocal de Parker.

Em 2011 no tema Lonely Star, onde é a amante com o nome de Vaerie que tenta hipnotizar o artista “When you fuck them, you’ll see my face / My body is yours (…)”. Desta vez The Weeknd troca os papéis.

13. After Hours

É a faixa-título do álbum, uma música que aborda um relacionamento fracassado que terminou em desgosto e serve como uma carta de desculpas, pois o cantor deseja reconciliação .É um “too late”, “fora de horas”, com um bit mesmo mais mexido e detalhado, sempre com alguma “darkness”.


Além disso, as vibrações sombrias da música e os vocais alterados em relação à produção contundente são uma reminiscência de estilos vistos nas músicas anteriores de Abel, como a Trilogia de novembro de 2012. A faixa também é tematicamente semelhante às músicas daquela época, pois ele mais uma vez detalha a dor e a angústia associadas ao desgosto.

“Thought I almost died in my dream again / Fightin’ for my life, I couldn’t breathe again”, remete então a um passado, começando os versos com uma luta de sobrevivência. Há ansiedade existencial e ansiedade em relação ao seu relacionamento, acontece também em Six Feet Under Die for You, do álbum Starboy de 2016, mostram angústia por sua mortalidade e desespero por alguém significativo.

O cantor afirma “I turned into the man I used to be”, mas não parece estar muito contente com isso ideia que completa na última faixa.

14. Until I Bleed Out

Descreve o fim da jornada de Abel durante o After Hours, esgotando os seu sangue. Ele deu todo o esforço e emoção que pôde aos empreendimentos em que se submeteu ao longo da lista de faixas do disco, deixando-o incapaz de continuar pressionando ainda mais o relacionamento que ele fala constantemente no disco.

O título da música pode estar relacionado ao conceito do álbum e a jornada por Las Vegas, onde todas as referências visuais lançadas com After Hours apresentam Abel sangrando e ferido. Há o dramatismo, a confusão da mente, esse efeito mais confuso e confusão de sons.

Abel termina também não desejando voltar às suas “old ways” de que tanto fala, com os versos “Well, I don’t wanna touch the sky no more / I just wanna feel the ground when I’m coming down / It’s been way too long / And I don’t even wanna get high no more / I just want it out of my life”. Abel ainda reforça essa ideia com a repetição dos versos “I keep telling myself I don’t need it” para se tentar convencer que não precisa dos seus vícios mais, mesmo acabando por cair neles. mas no final das contas sabe que não pode viver uma vida feliz sem elas. O instrumental insere-se num cenário hipnotizante com a sua voz em segundo plano, um regresso à realidade.

Em suma, o álbum é uma reflexão do autor do seu passado misturando com o seu presente, fazendo referências a muitos dos seus antigos singles. todo o seu passado, uma análise á evolução do seu “eu”, que é explorado muitas vezes em todo os seu trabalho. É evidente que The Weeknd fala em maioria das suas canções da ex, Bella Hadid, com quem já tem um vasto caminho e ainda breves referências com breves referências a Selena Gomez em pelo menos uma faixa.

Ao chegar ao final do álbum, fica claro que há um ciclo. Abel pode tentar se afastar de seus vícios, mas, ao ver o quão solitária é sua vida, acaba por cair novamente neles.

Para terminar deixo a curta-metragem, relembrando que até agora a ordem da narrativa feita pelo artista com as músicas é Heartless, Blinding Lights, After Hours (Short Film) e In Your Eyes.

Classificação TD Sessions: 9/10

Este artigo de opinião é da pura responsabilidade do autor, não representando as posições do desacordo ou dos seus afiliados. 

Escrito por: Rafaela Boita

Editado por: Cláudio Nogueira

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