#StayTheFuckHome: O novo movimento nas redes sociais

Nas redes sociais todo o tipo de conteúdo relacionado com o Covid-19 é praticamente impossível de evitar, sendo que é um problema real e está a ser enfrentado por todo o mundo. É importante lembrar que ainda que a OMS declarou pandemia mundial na passada quarta-feira, dia 11.

A importância de cumprir as medidas implementadas e recomendações das Organizações de Saúde é cada vez maior para travar este surto de maneira rápida e eficaz, porém não falta quem continue a ridicularizar os avisos dados.

Face a isto, Florian Reifschneider, um engenheiro de software de 29 anos que tem uma empresa localizada nos Estados Unidos, mas que de momento, encontra-se a trabalhar em Frankfurt, na Alemanha, decidiu criar um movimento nas redes sociais com o hashtag “#StayTheFuckHome”. Se tens estado atento às redes sociais já deves de te ter cruzado com este hashtag, que, segundo o criador, é um movimento para parar o pânico em relação ao Covid-19 e que direciona as pessoas para o site do movimento. O “#StayTheFuckHome” procura informar sobre o vírus, tendo inclusive hiperligações associadas às “SARS-CoV-2” e “COVID-19 pandemic” que nos direcionam para links da Wikipédia onde, supostamente, teremos os conceitos bem explicados.

Para além disso, no site, que está disponível em diversos idiomas, é pedido que se cumpra a quarentena e indicados alguns hábitos a ter, como não frequentar lugares com muita gente e lavar as mãos, assim como nos informa de alguns factos sobre o vírus.

Site do movimento.
Link: https://staythefuckhome.com/

Reifschneider diz ter acompanhado as informações transmitidas sobre o surto e afirma: “ Observando a progressão do surto, estou muito preocupado há várias semanas, quando os primeiros casos exportados da China começaram a aparecer”.

Desde aí, o engenheiro tem vindo a avisar os seus trabalhadores, parentes e amigos de que o vírus poderia vir a tornar-se numa ameaça real, tendo também em conta que tem casos na família que se enquadram nas situações de risco perante o Covid-19, coisa que o preocupa. Este também afirma que o pânico em Frankfurt é muito baixo, apenas se pode notar a partir da falta de desinfetante nas lojas. Na sua empresa, a princípio, cumprimentos por apertos de mão e high-fives foram banidos, e, neste momento, os trabalhadores trabalham em casa, cumprindo quarentena assim como ele.

Confrontado com a abordagem drástica, Reifschneider diz que foi assim feita devido à frustração que sentiu ao ver tantos países a ficarem infetados e face às atitudes dos Governos, dizendo que ainda discutem se as pessoas devem de sair para ir a jogos e muitos cidadãos ainda vêm o vírus como uma simples gripe. Em adição a abordagem escolhida também ajudaria a captar uma maior atenção das pessoas.

Já há uma página portuguesa na rede social Instagram, que apoia o movimento e que apresenta a seguinte descrição “Design Gráfico com substância ou estética, informar de uma outra forma. Ficar em casa não tem de ser mau, sugestões para ocupar (bem) o nosso tempo”. A página defende que devemos de ficar em casa e vai dando sugestões do que fazer nesta quarentena.

So #StayTheFuckHome.

Escrito por: Rafaela Boita

Editado por: João Rego

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