Ponto de situação do combate às alterações climáticas

Climate Change Performance Index(CCPI) para 2020 foi divulgado no passado dia 10 de dezembro, aquando da COP25, em Madrid.

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Foto de Patrick Hendry. Fonte: Unsplash

Este é um estudo anual que avalia os esforços de combate às alterações climáticas de mais de cinquenta países, posicionando-os de acordo com o uso de energias renováveis, consumo de energia, políticas ambientais e emissão de gases com efeito de estufa. Em consonância com o que têm vindo a acontecer em anos anteriores, os responsáveis do CCPI não atribuíram a ninguém os três primeiros lugares do ranking, visto que “ainda nenhum país tem um desempenho bom o suficiente em todas as categorias do índex, que lhe permita alcançar, de um modo geral, uma classificação muito alta”, tal como é dito no documento.

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Resultados gerais do CCPI 2020, desde dos países que mais combatem as alterações climáticas (a verde), até aos que menos o fazem (a vermelho).

Portugal ocupa o 25º lugar na tabela, transitando de um nível alto no combate às alterações climáticas em 2018, para um nível médio, posicionando-se abaixo de países como França (18º) ou Brasil (21º) e acima de países como a China (30º) ou a Holanda (29º), todos no mesmo nível. Segundo o índice, por categoria, Portugal no que diz respeito às emissões de gases com efeito de estufa, situa-se no nível muito baixo (51º), em grande parte devido aos incêndios florestais que assolam o país nos meses de verão e que contribuem para uma astronómica libertação de dióxido de carbono para a atmosfera. Por contraste, situa-se na 4ª posição, nível alto – lembrando que as três primeiras não são ocupadas – quando o assunto é políticas ambientais, destacando-se dos demais países pelo elevado desempenho nas políticas ambientais internas e melhor ainda nas externas onde, segundo o documento do CCPI 2020, “assume posições ambiciosas nas negociações”, apelando à meta de emissões nulas até 2050 e à redução em mais de 50% até 2030 ao nível da União Europeia.

Os mais bem posicionados de um modo geral na tabela, logo abaixo das três primeiras categorias fantasma, são a Suécia em 4º lugar, seguida da Dinamarca e de Marrocos. No fundo da tabela, figuram Taiwan (59º), Arábia Saudita (60º) e Estados Unidos (61º), sendo estas últimas posições explicadas pelo baixo ou muito baixo desempenho nas várias categorias apresentadas, visto terem investido pouco ou nada nas políticas ambientais, serem muito influenciados por indústrias de energia fóssil, como o petróleo ou o carvão, e não demonstrarem preocupações com os seus níveis de emissão de gases com efeito de estufa. Questões que se mostram pouco relevantes para Donald Trump, que em junho de 2017 anunciou a saída dos EUA do Acordo de Paris.

Apesar de tudo, o CCPI 2020 destaca que a aposta em energias renováveis não dá sinais de abrandamento, o consumo de carvão está a baixar, juntamente com a emissão de gases com efeito de estufa, que apresenta um decréscimo em 31 dos 57 países, responsáveis por 90% das emissões.

Escrito por: Miguel Conceição

Editado por: Cláudio Nogueira

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