ISCSPoiler – Rick e Morty regressam com uma nova temporada

O Mr. Poopy Butthole bem nos avisou que a quarta temporada sairia dali a imenso tempo. Foi preciso esperar um pouco mais de dois anos (dois dolorosos anos) para mergulharmos, de novo, no mundo de aventuras de Rick and Morty.

 

 

Esta quarta temporada traz-nos um panorama da família Smith a que o espetador já não estava habituado. Com o ingénuo Jerry de regresso à foto de família e uma Beth menos perturbada, Morty e Summer voltam a ter os dois pais debaixo do mesmo teto. Ambos assumem o seu papel e esforçam-se por serem mais rígidos e cautelosos quanto às aventuras que o seu filho e o pai de Beth têm, numa tentativa de controlar o velho cientista e de garantir que Morty não é levado contra a sua vontade.

Rapidamente percebemos que as novas regras da casa Smith não servem, de todo, como constrangimento aos planos do génio da série. Os protagonistas da relação neto-avô mais singular de toda a galáxia entram na conhecida nave espacial em busca de cristais da morte.

Apesar do que Morty pensa inicialmente, estes cristais não têm o poder de matar mas sim de mostrar a forma como alguém morre. O medo que esta pedra traz ao início é substituído pelo deslumbramento que conduz a várias atitudes irresponsáveis por parte do mais novo dos dois aventureiros. Ao ver um possível futuro ao lado de Jessica, Morty deixa-se guiar pelo cristal que o leva a ter comportamentos menos éticos da sua parte.

Um desses comportamentos passa por ignorar a morte do seu avô e nada fazer para o trazer de volta. Sim, Rick morre, nada que já não tenhamos visto antes. Mas desta vez a sua morte é utilizada para criticar, de uma maneira verdadeiramente original, movimentos fascistas. Em todos os universos alternativos (com exceção do último) em que Rick “acorda”, depara-se com diferentes figuras alusivas ao fascismo, fascismo este que acaba por perturbar o seu objetivo de voltar ao seu corpo original.

A temática do episódio foi já trabalhada várias vezes pelos criadores de ficção científica – a infinidade de maneiras como uma pessoa pode morrer e a possibilidade de alterar o seu destino através de um jogo em que cuidadosamente traçamos o nosso futuro. A verdade é que, mesmo sendo um tema já conhecido, os criadores da série conseguem trazer novas maneiras de o abordar e de criar uma história que nos faz viajar em conjunto com as personagens.

Podemos recordar algumas caras conhecidas como as de Mr. Goldenfold ou Gearhead e conhecer algumas das criaturas que vão rechear a série de momentos caóticos. A sequência de abertura desta temporada mostra-nos, tal como as anteriores, clips de futuros episódios – falta-nos agora saber quais os momentos que farão parte desta temporada e quais farão parte de uma temporada futura (Justin Roiland, um dos criadores da série, revelou que os clips das abertura que ainda não foram divulgados hão de tornar-se em episódios efetivos).

 

 

O primeiro episódio acaba com uma doce dedicatória a Mike Mendel um dos produtores da série que morreu em Setembro deste ano.

A verdade é que este episódio dificilmente matou as saudades que tinha das peripécias da famosa dupla. Por enquanto vão ser divulgados cinco dos dez episódios que compõem esta temporada – os restantes estão provavelmente disponíveis num universo paralelo.

Este artigo de opinião é da pura responsabilidade do autor, não representando as posições do desacordo ou dos seus afiliados. 

Escrito por: Mariana Mateus

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