16 de Outubro, Dia Mundial da Alimentação

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Na próxima Quarta-Feira, dia 16 de Outubro, celebra-se o Dia Mundial da Alimentação, um dia que, apesar de passar despercebido para muitos, se refere a um tema bastante importante e merecedor de debate.

Vivemos num mundo desigual, até neste aspeto. Enquanto nos países em vias de desenvolvimento grande parte da população passa fome todos os dias e sofre problemas de subnutrição, nos países desenvolvidos existem vários indivíduos com problemas de obesidade pelo excesso de comida e de gordura que consomem. O modo como nos alimentamos tem consequências, não só para a nossa saúde mas também para a saúde pública e do planeta. Fala-se muito daquilo que será uma alimentação saudável ou equilibrada, mas pouco se ouve falar do conceito de “alimentação sustentável”.

Segundo a definição da FAO, organismo das Nações Unidas para a alimentação, uma dieta sustentável tem, essencialmente, de ser adequada nutricionalmente, de fácil acesso ao consumidor, de produzir o menor impacto ambiental possível, protegendo e respeitando a biodiversidade e os ecossistemas, de ser culturalmente aceite e economicamente justa. Por exemplo, nem uma alimentação vegan nem uma alimentação abundante em carne vermelha (principalmente carne de vaca) são sustentáveis.

A alimentação vegan não é sustentável, pois, embora possa causar menos efeitos negativos para o meio ambiente, não possui a melhor adequação nutricional ao organismo humano. Quanto à alimentação abundante em carne vermelha, é o tipo de alimentação que tem maior expressão nas pegadas de carbono, hídrica e ecológica do planeta, pois a produção deste tipo de carne implica a utilização em massa de vários recursos escassos e liberta vários gases nocivos para a camada de ozono. Recentemente, a Universidade de Coimbra trouxe este assunto a discussão pública, decidindo banir este tipo de carne das refeições da cantina – uma medida, que, apesar de discutível e de ter provocado polémica, pode servir como ponto de partida para analisarmos as nossas opções alimentares e os seus efeitos.

Segundo uma publicação recente da Associação Portuguesa de Nutrição, patrocinada pela Direção Geral de Saúde, uma alimentação sustentável será uma alimentação rica em produtos de origem vegetal mas também com alguns produtos de origem animal, preferencialmente carnes brancas. Os vegetais deverão ocupar cerca de três quartos do prato, enquanto os produtos provenientes de animais deverão ocupar o restante quarto. A dieta mediterrânica é uma opção bastante indicada para este fim.

Outras dicas de como construir uma alimentação sustentável passam por dar prioridade a produtos locais e da época, reaproveitar os restos de outras refeições em vez de os deitar no lixo, recorrer ao embalamento apenas quando estritamente necessário, reciclar ou reutilizar embalagens e consumir primeiro os alimentos perecíveis.

No dia mundial da alimentação, pensemos nisto.

Escrito por: Beatriz Gouveia Santos

Editado por: Júlia Varela

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