Afro Nation: A aposta na música afro

Realizou-se de 1 a 4 de Agosto na Praia da Rocha em Portimão e trouxe a solo português grandes nomes da música africana. O Desacordo esteve presente no festival.

No verão, Portimão torna-se num porto de encontro para milhares de turistas. Este ano não foi exceção. Mas para além daqueles que procuram um bocado de sossego nas tardes relaxadas na praia, este ano Portimão deu aos seus visitantes o bom dos dois mundos – a calma e, do outro lado, a agitação. Esta última foi garantida pelo Afro Nation, o maior festival de música urbana na praia.

Chegara o dia de estreia do festival e já antes das portas abrirem já a Praia da Rocha se encontrava cheia de festivaleiros prontos para ver nomes como Ms Banks, Kida Kudz (sendo que estes dois artistas se juntaram para proporcionar um momento de muita dança) e o cabeça de cartaz Burna Boy.

Foi também nesse dia que o público abraçou aquele que seria o apresentador do palco principal, que acompanharia os amantes de música urbana africana durante os quatro dias de festival. Foi o comediante e ator Eddie Kade que foi escolhido para levar a cabo a esta tarefa – dava a conhecer todos aqueles que iriam atuar e animar dia e noite, a Praia da Rocha.

No segundo dia, a entrada no recinto foi acompanhada ao som do atuação do DJ OBI. Enquanto isso, Russ MB, The Compozens, Mist, entre outros, preparavam-se para subir, também eles, ao palco.

Nas redes sociais do festival anunciou-se um convidado surpresa que iria atuar da meia-noite à uma da manhã. Foi a essa hora que J Hus (rapper e cantor britânico) subiu ao palco e gerou o delírio daqueles que esperavam ansiosamente para saber quem é que se iria apoderar da energia elétrica que se fazia sentir na noite do dia 2.

Com a chegada do fim-de-semana chegaram também os últimos dois dias de festival. No sábado, Davido foi cabeça de cartaz e trouxe consigo uma equipa de bailarinas, convidados e uma energia contagiante que levou o público a criar o seu próprio espetáculo ao cantar palavra a palavra as músicas do cantor.

Mesmo sendo domingo o último dia de festival, o público não deu o braço a torcer e mostrou-se mais que preparado para viver mais um dia cheio de grandes nomes da música africana. O que mais se destacou foi o de WizKid, que conta com quase 20 anos de carreira. Foi este mesmo artista que encerrou o festival que se despede de Portugal mas que já tem regresso marcado para 2020.

Se havia algum receio de estarmos perante um possível Fyre Festival português (o festival que se revelou ser uma farsa total), esse receio foi totalmente descartado após se entrar num cenário que correspondia, de facto, às expectativas.

As festas privadas na praia, a piscina (que eram extras restritos aos que possuíam bilhete VIP) possibilitaram trazer pequenos luxos que se revelarem essenciais para criar a atmosfera do festival.

A organização do festival revela-se contente com os resultados (os bilhetes esgotaram rapidamente) e a intenção do público parece ser a de voltar a Portimão. Quem quiser manter-se informado acerca da próxima edição do festival pode registar-se no site oficial do Afro Nation.

Escrito por: Mariana Mateus

 

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