Os clássicos não morreram – A Vida é Sonho

Já todos ouvimos dizer que clássicos são histórias antiquadas que não interessam a ninguém, mas garantimos que a tua opinião vai mudar assim que fores assistir a esta peça.

Com as palavras de Manuel Jerónimo, “A Vida é Sonho” traz a beleza de um texto barroco do século XVII para 2019, e os temas não podiam ser mais atuais. Desde a influência do destino até ao papel da mulher na sociedade, nada faltou sexta-feira passada, no Auditório Municipal Lourdes Norberto, em Linda-a-Velha.

O ambiente intimista do anfiteatro colocou os espetadores completamente à vontade, e penso falar por todos quando digo que me senti de facto parte da Corte do Reino da Polónia.

 “A Vida é Sonho” retrata a história do príncipe Segismundo que vive desde sempre numa prisão, tendo sido aí colocado por ordem do seu pai, o Rei Basílio, na consequência da profecia que dizia que Segismundo, ao chegar à idade adulta, traria desgraças para o reino.

Por entre cenários simples e originais, o Intervalo Grupo de Teatro divertiu e emocionou a audiência e promete continuar a divertir e entreter com esta peça até ao final de março!

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Tivemos a oportunidade de falar com o próprio Manuel, que respondeu a algumas perguntas do Jornal desacordo:

Porquê Calderón e porquê agora?

Gosto muito de clássicos, principalmente do século XVII e já tinha feito aqui um clássico francês, um inglês e agora foi com o espanhol, gosto muito deste texto.

Ao longo da peça, é de notar que ainda é bastante atual. Qual foi a maior dificuldade que encontraste a fazê-lo?

O texto do Calderón é todo em verso, e é um estilo completamente diferente. Por isso, a maior dificuldade é não estragar a essência do texto, e não estragar o que Calderón queria dizer (acho eu), mantendo-o com uma linguagem atual e dinâmica, acho que esse foi o maior desafio.

Alguma mensagem que queiras deixar para as pessoas que estão a ler este artigo hoje?

Gostava que viessem ver um estilo de teatro invulgar que pode ser divertido. Uma nova forma de ver clássicos, que não seja os clássicos, que toda a gente acha que são muito aborrecidos, e que ninguém diz. E que se veja que as histórias estão vivas e que ainda têm coisas para nos dizer nos dias de hoje.

 

Por isso já sabem, não percam a oportunidade de assistir a esta peça! Até dia 27 de março, no Auditório Municipal Lourdes Norberto.

Escrito por: Madalena Gonçalves

Fotografias de: Laura Ribeiro

Editado por: Daniela Carvalho

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