Os altos e baixos da Lisboa Games Week

O Jornal desacordo presenciou os eventos, reações e opiniões de mais um dia da Lisboa Games Week.

As filas começaram bem cedo, por volta das 9 da manhã. Fãs, cosplayers e principiantes acampavam em frente à entrada da Feira Internacional de Lisboa, na grande expectativa de preencherem mais um do que é a sua agenda anual de eventos.

No pavilhão 1, a montra mostrava-se promissora. Sem sombra de dúvida, a Playstation é a que possui mais espaço nesta edição do evento, com 2000 m2 cobertos com um pavilhão e bancas de jogos e simuladores (o que equivalia a metade do pavilhão). Jogadores tiveram o prazer de poder experimentar demos de jogos como o Days Gone, um survival horror que leva o género a novos níveis, o remake da trilogia do Spyro the Dragon, o Resident Evil 2 redesenhado de uma forma nunca antes vista, o novo jogo de luta Soul Calibur 6 e o Spider-Man. O evento também contou com a apresentação em público de uma PS4 edição 500 milhões de unidades e da Playstation Classic (uma versão mini da Playstation original, com 20 jogos dentro).

Outra novidade da Playstation este ano foi a introdução do sistema do Playstation Plus nas filas, em que subscritores do serviço têm prioridade face a não-subscritores. Este conceito recebeu críticas positivas por parte dos fãs leais à marca, mas muitas críticas negativas. À medida que as filas aumentavam, muitas pessoas desistiam de jogar os jogos devido ao facto que pessoas, ao chegarem no momento, passavam à frente dos outros, que esperavam há horas. Outra crítica ao espaço da Playstation foi a abundância de jogos que se repetiram da edição anterior, como Detroit: Become Human, God of War e Gran Turismo Sport.

A Worten Game Ring ocupou um espaço inferior face ao ano passado, como foi apontado por muitos entrevistados no evento. Afirmam que a preponderância da Playstation levou a uma menor aposta por parte de uma das maiores patrocinadoras do evento. A sua zona contava com torneios de League of Legends e uma mini-loja de venda de artigos.

A empresa HP apostou mais este ano, com a sua marca de computadores Omen, que contou com uma zona dedicada à utilização dos seus computadores de última geração. A empresa também contou com uma secção dedicada à Realidade Virtual.

No fim do corredor 1 está a final do torneio Master League Portugal, que reúne as melhores equipas portuguesas de Counter-Strike. Este ano, contou com um mais espaço arrumado, isto porque a zona de merchandising foi movida para o pavilhão 2. Perto deste espaço também vai decorrer, pela primeira vez, o Torneio Nacional de Fortnite, ao qual cerca de 100 jogadores vão se juntar para decidir quem é o melhor jogador português de Fortnite.

Por fim, existe um corredor dedicado aos jogos Indie, aos projectos de faculdades e à Direcção Geral da Educação. Para muitos, este espaço é onde se encontra a criatividade e o futuro investimento em novos talentos por parte das grandes marcas, com novos projetos bastante promissores. Na banca da universidade Lusófona encontramos diversos jogos, entre eles o jogo Capture, que combina puzzles e uso de perspetiva de uma câmara fotográfica para a sua resolução. Os criadores do jogo afirmam que procuram investimento, sendo a sua intenção continuar a produzir mais e ainda melhores jogos. Os mesmos também afirmaram que “o facto de a nossa banca estar tão perto da entrada permite que os visitantes tenham oportunidade de experimentar os nossos jogos, terem a noção das etapas da sua criação e que tenham curiosidade em suportar estes projetos”. “Com criatividade e determinação, tudo é possível” foi o mote desta área.

No geral, a Lisboa Games Week foi vista por muitos visitantes novos como um evento espetacular para vir com amigos e em grupo, mas veteranos acham que ouve uma clara decaída na qualidade do evento. Com os pontos fortes e fracos considerados, o evento vai continuar a atrair mais pessoas e, para possíveis futuras edições, já se fala de alargar o número de pavilhões de dois para três pavilhões na FIL. Contudo, ainda falta o pavilhão 2 e o último dia do evento ao qual o Desacordo não faltará.

Escrito por: Guilherme Lopes

Editado por: Daniela Carvalho

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