Starbucks inaugura loja inclusiva para deficientes auditivos

Foi nos Estados Unidos da América, mais propriamente em Washington DC, que esta terça-feira, 23 de outubro, foi inaugurada a loja Starbucks que visa a inclusão de deficientes auditivos.

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A iniciativa foi inspirada numa loja semelhante em Kuala Lumpur, na Malásia, inaugurada em 2016 que conta com nove funcionários surdos. Esta não será a primeira loja com este conceito mas será um estreia nos EUA. Com 20 a 25 funcionários, todos eles fluentes na Língua Americana de Sinais (ASL), a Starbucks procura a integração destas comunidades no mercado de trabalho.

No entanto, o foco não se prende somente com os clientes surdos ou com deficiência auditiva mas visa também ensinar aqueles que não o são, ou que não sabem comunicar através das mãos e dos sinais. Para tal existem aparelhos adaptados que facilitam a comunicação, como blocos de notas digitais e consoles de teclado bidirecionais, sendo que o cliente pode escrever o seu pedido.

A dinâmica da marca mantém-se, contudo surgem pequenas alterações. O ambiente musical característico desaparecerá e a datilologia ASL vem complementar a língua inglesa.

Os funcionários surdos usam aventais com ilustrações bordadas e mãos sinalizando a palavra “Starbucks”, e os funcionários ouvintes usam os pins “I Sign!” – sinalizando que eles também utilizam a linguagem de sinais para comunicar. Além disto, nesta “signing store” em vez de sermos chamados pelo nome, à semelhança das restantes lojas da empresa, o nosso nome aparece num ecrã.

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A decoração foi igualmente adaptada, contando com um mural feito pelo artista surdo Yiqiao Wang, professor da Universidade de Gallaudet. Encontram-se também disponíveis para venda canecas produzidas pela artista surda Jena Floyd.

A própria localização foi pensada ao pormenor, atendendo às condições peculiares dos seus clientes. Situa-se estrategicamente na esquina da H Street Northeast devido à proximidade com a Universidade Dallaudet, a única universidade do mundo projetada para receber alunos surdos e com deficiência auditiva.

Este acaba assim por se tornar além de um projeto numa iniciativa de inclusão social que promove o respeito pela diferença e a cooperação mútua entre indivíduos, um verdadeiro exemplo para o mundo.

Escrito por: Inês Mestre

Editado por: 
Ana Mendes

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