Cinema 4DX, será que compensa?

Não sou nenhuma especialista em cinema, apenas uma grande apreciadora. Posso afirmar que sou uma cliente assídua nestas salas, uma vez que sinto que o filme fica mais autêntico visto numa tela gigante.

Nestas férias tive a oportunidade de assistir a uma nova versão, depois do 3D, do IMAX, surgiu o 4DX. A ideia não é nova: esta nova versão cinemática começou por ser utilizada em parques temáticos, como a Disneyland Paris, em curtas metragens de 10-15 minutos. A NOS trouxe para Portugal esta nova experiência, começando por uma sala em Vila Nova de Gaia. Após várias lotações esgotadas, a empresa decidiu investir noutra sala, desta vez na Grande Lisboa, mais precisamente no Almada Fórum.

O cinema 4DX consiste numa inovação na forma de ver um filme. Proporciona 20 efeitos, como por exemplo vento, água, cheiro e movimentação, que nos transmitem uma sensação de envolvimento e integração no filme.

Assisti ao filme (ainda em exibição), Homem-Formiga e a Vespa. Cada bilhete custa 12€, sem a possibilidade de aplicar qualquer tipo de desconto. Mesmo antes do filme começar, conseguimos logo ter uma noção do que aquela sala está preparada para fazer, através de um pequeno anúncio, que estava muito bem conseguido e elevou a minhas expectativas em relação ao que vinha a seguir. No final, saí da sala satisfeita.

Na minha opinião, é uma experiência que vale a pena, pelo menos uma vez. Todavia, há que mencionar alguns pontos negativos:  não me consegui concentrar com facilidade no filme, principalmente na parte em que a cadeira tremia ou atiravam água/vento, isto é, todos estes efeitos desviam a nossa atenção do que realmente está a acontecer, uma vez que não está feito para este formato, é uma adição. A primeira vez que acontece tem piada, mas depois torna-se tão repetitivo que o facto de estarmos constantemente a ser “sacudidos” acaba por nos cansar.  Tomando como exemplo o anúncio passado anteriormente, foi realizado com o intuito de ser passado numa versão de 4DX, assim como as curtas metragens passadas nos parques de diversão.

Desta forma, acredito que seja algo que devemos experimentar, não senti de todo o meu dinheiro mal gasto, diverti-me. No entanto, não creio que seja a melhor forma de assistir a um filme, por não estar formatado para este estilo.

Este artigo de opinião é da pura responsabilidade do autor, não representando as posições do desacordo ou dos seus afiliados. 

Escrito por: Mariana Rodrigues

Editado por: Daniela Carvalho

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