The Script ao vivo em Portugal

A banda irlandesa The Script esteve em Portugal, a propósito do seu mais recente álbum “Freedom Child”. Foi o oitavo concerto do grupo em Portugal, em que o contacto com o publico foi privilegiado e foi quase impossível ficar indiferente à energia destes rapazes.

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Foi no passado dia 23 de março que a banda irlandesa “The Script” atuou na Altice Arena. Depois de várias cidades europeias, entre as quais Dublin, Londres, Paris, Amesterdão e Madrid, chegou finalmente a vez de Lisboa, marcando assim o fim da digressão europeia da banda, de nome “Freedom Child” (nome comum ao mais recente álbum da banda, lançado em setembro de 2017).

A primeira parte do concerto ficou a cargo de Ella Eyre. A cantora e compositora inglesa atuou durante aproximadamente meia hora, aquecendo o ambiente e as vozes do público já presente, que aguardava ansiosamente a chegada dos The Script.

Passava pouco das 21h quando os The Script entraram em palco, com a música “Superheroes”, bem conhecida até pelo público mais “distraído”. Este cantou efusivamente a música, que nos passa a mensagem de que se queremos atingir os nossos objetivos, devemos trabalhar e lutar para isso (“When you’ve been fighting for it all your life/ You’ve been working every day and night / That’s how a superhero learns to fly/ Every day, every hour, turn the pain into power”, traduzido “Quando tens lutado a vida toda/ Quando tens trabalhado dia e noite/ É assim que um super-herói aprende a voar/ Todo o dia e toda a hora/ Transforma a dor em poder”).

Seguiu-se o tema “Rock the World” e depois, de repente, Lisboa ficou “verde” com a música “Paint The Town Green”, que faz referência à Irlanda, o país de Danny O’Donogue, Mark Sheehan e Glen Power. Após estas músicas bem animadas, eis que chegou uma das grandes músicas da banda “The Man Who Can’t Be Moved”. Antes de começar a cantar, Danny, o vocalista, referiu o último concerto da banda naquela sala, em 2015, em que esta música foi um momento muito bonito. É garantido que, três anos depois, não ficou nada atrás, foi muito emocionante e o público voltou a cantar em uníssono.

O tema “Wonders” mostrou-nos que devemos viajar e desfrutar do que a vida e o mundo nos podem oferecer e seguiu-se o “Arms Open”, música do mais recente album, também muito adorada pelo público. No entanto, foi durante a música “No Man Is An Island” que se deu talvez um dos momentos mais altos do concerto, em que o vocalista “navegou” na plateia num barco insuflável. Veio depois o “If You Could See Me Now”, com uma enorme carga sentimental, e “For The First Time”, em que o público vibrou novamente.

Quando menos esperávamos, a banda deslocou-se para o balcão 1 para cantar “If You Ever Come Back” bem pertinho do público, sucedendo-lhe a romântica música “Never Seen Anyhting Quite Like You”, no fim da qual Danny substituiu a letra por “Never seen anything quite like Lisbon tonight” (traduzido “nunca vi algo como Lisboa esta noite”), troca que lhe valeu muitos gritos e aplausos por parte do público. A banda voltou a supreender quando Mark e Glen voltaram para o palco e Danny continuou a enlouquecer o público, percorrendo quase toda a primeira fila do balcão. Voltando ao palco, a banda tocou “Rain”, momento em que o público abriu os seus guarda-chuvas.

Terminaria assim o concerto, se o público não tivesse continuado a chamar e gritar por eles, cantando. Do encore fizeram parte as músicas “No Good in Goodbye”, “Breakeven” e, claro, a grande música e um dos seus grandes sucessos “Hall Of Fame”, com um final em grande. Nesta última parte, a banda falou sobre a liberdade, conceito presente no nome da digressão e do álbum, elogiou e agradeceu ao público e a toda a equipa que os acompanha e acompanhou na digressão europeia. A banda ainda foi bastante aplaudida quando exibiu uma enorme bandeira que incluía as bandeiras portuguesa e irlandesa, colocando-a às costas do vocalista.

O concerto, em que o contacto com o público foi privilegiado e pôs as emoções ao rubro, terminou por volta das 23h. O espetáculo celebrou a música e o seu poder, transmitindo-se mensagens em muitas das músicas tocadas. Os The Script não encheram a sala de espetáculos, mas encheram o coração daqueles que até lá se deslocaram para os ver. Um concerto que superou novamente as expectativas. Ficamos a aguardar a próxima visita, The Script.

Escrito por: Catarina Cascabulho

Editado por: Adriana Pedro

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