“Coco”, o filme sobre o Día de los Muertos que faz a Pixar renascer das cinzas

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A última vez que a Pixar ganhou um Óscar de melhor filme de animação (e também a última vez que esteve nomeada), foi em 2016 com Inside Out, um filme que conta a história de uma rapariga, Riley, de uma perspetiva um pouco diferente – através das suas emoções, que vão lutando para uma boa adaptação a uma vida numa cidade diferente, causando assim um conflito interior em Riley.

Já não é novidade que a Disney Pixar apela às nossas emoções e consegue mostrar o nosso lado mais sensível. Quem não sentiu o coração apertado na procura do peixe-palhaço mais adorado do mundo? Quem não se apaixonou por WALL-E e pela sua amada Eve? Quem não derramou uma lágrima com as primeiras cenas de Up? Quem não se comoveu com a ida de Andy para a faculdade e o consequente abandono dos seus brinquedos?

Dezanove filmes, onze nomeações e oito vitórias. São estas as conquistas de um dos estúdios mais aclamados do mundo. E este último filme, Coco, de certeza não será exceção, voltando a Pixar, mais uma vez, a cumprir com o seu objetivo, agradando não só às crianças, como também aos adultos, que, por terem mais vivências e conhecimentos que os pequenos, sentem as coisas de uma maneira diferente, e, por esse motivo, os filmes da Pixar atingem-nos de uma maneira mais intensa.

Coco decorre no Día de los Muertos, tradição mexicana que honra os falecidos, acreditando-se mesmo que, nesse dia especial, estes vêm visitar os seus familiares. Conta-se, então, a história da família Rivera, essencialmente do ponto de vista de Miguel, o mais novo da família, que sonhava ser músico. Mas há um senão. Esta família baniu a música das suas vidas, desde que o pai de Coco, bisavó de Miguel, abandonou a sua família para “ir tocar para o mundo”.

Contra a sua família, Miguel tenta perseguir o seu sonho, ao descobrir que o seu trisavô é, afinal, o famoso músico Ernesto de la Cruz, já falecido. Tenta, então, roubar a sua guitarra e, ao fazê-lo, acaba acidentalmente no Mundo dos Mortos, onde reencontra os seus familiares falecidos.

Visto que a sua trisavó só o deixava voltar para casa se Miguel não voltasse a tocar música, Miguel parte numa aventura em busca de Ernesto de la Cruz, de modo a obter a sua bênção para voltar para casa, tudo isto com a ajuda do seu novo amigo, Héctor.

O que torna Coco tão especial e único é, em primeiro lugar, a homenagem, por assim dizer, à cultura mexicana, uma vez que, ao longo de todo o filme, vão surgindo várias referências a este país, quer seja na própria festividade, na língua ou até mesmo em personalidades (por exemplo Frida Kahlo). É, sem dúvida, um filme terno que nos aquece o coração, demonstrando qual a importância da família nas nossas vidas.

E um filme da Pixar não seria um filme da Pixar sem uma excelente banda sonora a acompanhar. Posso dizer que, desta vez em especial, esta me cativou ainda mais, talvez por serem num formato diferente, cantadas algumas em espanhol, outras em inglês, mas com diversas expressões espanholas, fazendo então representar os Mariachi, nome dado aos famosos músicos mexicanos.

Foram precisos três filmes depois de Inside Out para que um filme da Pixar voltasse a ser nomeado para melhor filme de animação: The Good Dinosaur, Finding Dory e Cars 3. Mas se foi preciso isso acontecer para podermos ver o Coco, então valeu a pena.

Este artigo de opinião é da pura responsabilidade do autor, não representando as posições do desacordo ou dos seus afiliados. 

Escrito por: Daniela Carvalho

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