Concertos em festivais ou concertos em nome próprio: qual a diferença?

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Dois concertos da mesma banda, com exatamente 6 meses de diferença. Sítios diferentes, ambientes diferentes. Vi os Alt-J no dia 6 de julho, no NOS Alive, e novamente no dia 6 de janeiro, desta vez no Altice Arena, num concerto em nome próprio.

A maior questão que me foi colocada foi por que motivo ia ver novamente os Alt-J (mesmo sabendo que são a minha banda favorita) se os tinha visto há tão pouco tempo atrás num festival.

A verdade é que existem algumas diferenças entre concertos em festivais e concertos em nome próprio:

  1. O ambiente: este é dos fatores mais importantes para quem é realmente fã de uma banda. Há uma diferença abismal entre veres a tua banda favorita num festival com pessoas ao lado que passam todo o tempo a dizer frases como “Quem são estes?” e veres a tua banda favorita com pessoas que realmente estão lá a sentir o mesmo que tu, cantando em uníssono e mostrando o sentem tudo o que se está ali a passar.
  2. A duração: a menos que a banda seja cabeça de cartaz num festival, os concertos têm duração de apenas cerca de 1 hora. Já num concerto em nome próprio, a duração prolonga-se, havendo não só mais tempo para mais músicas, como ainda há mais espaço para uma maior interação, havendo assim uma maior conexão entre nós e a banda.
  3. O preço: a diferença de preço entre um festival e um concerto em nome próprio não é assim tão grande, cerca de 10/15€ de diferença. É legítimo pensar que, por mais 10€, podemos ver mais bandas, tudo no mesmo dia, sem nos chatearmos muito. Mas se for a nossa banda favorita, o resto dos concertos que vemos nesse dia acaba por abafar aquele que realmente queremos ver, chegando mesmo a parecer que a banda do nosso coração nem sequer atuou ou deu um concerto que não correspondeu às nossas expectativas.
  4. A confusão e indecisão: quem já foi a um festival sabe que é sempre complicado escolher que banda ver. Andamos sempre a correr de palco em palco, a tentar aproveitar ao máximo todos os concertos e tentar ver um pouco de cada um. Pior ainda quando temos duas bandas que queremos ver a atuar em palcos diferentes e à mesma hora. São criados planos e planos, tudo para que corra como queremos, mas a verdade é que nunca corre e acabamos sempre por ver apenas 5 das 8 bandas que tínhamos previsto. Num concerto em nome próprio isto não acontece, é apenas um concerto e estamos ali só para aquele momento, sem a azáfama característica dos festivais.

Não desfaço a qualidade dos festivais portugueses, até porque a oferta cada vez é maior e com mais qualidade, agradando a qualquer gosto musical. Especialmente para quem é versátil e diz ter um amplo gosto musical, os festivais são uma excelente opção. Mas se for uma banda que sempre quisemos ver e que não queríamos perder por nada, um concerto em nome próprio é sempre uma boa opção, e garanto que, mesmo que se esteja com receio por gastar dinheiro, irá ser dinheiro muito bem gasto.

Este artigo de opinião é da pura responsabilidade do autor, não representando as posições do desacordo ou dos seus afiliados. 

Escrito por: Daniela Carvalho

 

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