A solução chamada Conceição

A fechar o ano de 2017, o FC Porto encontra-se em 1º lugar no campeonato, nos quartos-de-final da Taça de Portugal, a discutir o apuramento para a Final-Four da Taça da Liga e nos oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Tem de haver uma razão para este sucesso assim tão repentino, não tem? Vou explicar-vos o porquê neste texto!

   É óbvio que sou apenas mais um estudante universitário em Lisboa igual a muitos outros, embora com uma pequeníssima diferença: sou do FC Porto.  É extremamente difícil ser portista numa cidade cheia de benfiquistas e sportinguistas, mas essa escolha foi minha e aceito esse super-desafio todos os dias, seja a debater futebol com os meus amigos “rivais” ou simplesmente quando digo que sempre vivi no distrito de Lisboa, mas que sou, orgulhosamente, adepto do FC Porto.

   Desde pequeno que vi o FC Porto vencer, venceu tudo o que havia para vencer e se houvesse mais algum troféu para conquistar certamente que o conquistaria também. No entanto, nos últimos 4 anos, algo de impensável aconteceu: o Porto não ganhou. Todos os portistas assistiram a exibições desastrosas, contratações falhadas, erros inadmissíveis, mas, sobretudo, assistiram ao perder do que é ser PORTO! A garra sumiu, a raça deixou de existir e parece que aprendemos e nos habituámos a sair derrotados. E admito que na reta final do campeonato da época passada, após entregarmos de mão beijada o tetracampeonato ao Benfica, quis desistir, quis deixar de apoiar, quis parar de ver futebol, quis abandonar o meu clube.

    No dia em que o mister foi apresentado como novo treinador do FC Porto, eu admito que pensei vezes e vezes sem conta que não seria a pessoa ideal para fazer renascer o nosso clube das cinzas, para fazer com que o nosso clube voltasse a jogar bom futebol e a massacrar os adversários com futebol atacante e acima de tudo isto, pensei que não fosse capaz de devolver a esperança de vitória aos milhares de portistas que apoiaram incondicionalmente o seu clube do coração nas alturas mais difíceis. Por ter pensado isto, chego-me ao pé de si, de forma humilde e arrependida, e PEÇO DESCULPA!

    O mister pegou num plantel completamente devastado, sendo que os únicos reforços que teve foram jogadores outrora desacreditados e até humilhados tanto por nós como pelos nossos rivais e fez destas fraquezas as suas maiores forças. Depositou toda a sua confiança nos jovens José Sá e Sérgio Oliveira, tornou o Ricardo Pereira num dos melhores laterais do futebol nacional, fez do Herrera um grande capitão e uma peça fundamental no meio-campo do novo Porto e trouxe de volta o nosso ponta-de-lança Vincent Aboubakar e tornou-o uma máquina goleadora. Embora ter alcançado isto já seja notável, aplaudo-o entusiasticamente pela importância que teve na carreira do miúdo da rua 14, o miúdo que lutou contra todas as probabilidades, que conseguiu com muito suor e esforço tornar-se jogador profissional de futebol e que é, neste momento, dos jogadores mais adorados pela massa adepta portista, Moussa Marega.

   Como o texto já vai longo, tenho apenas mais umas coisinhas para lhe dizer mister… Obrigado por me fazer acreditar novamente que é possível, obrigado pelo bom futebol apresentado, obrigado pela ligação mágica que criou com os adeptos, obrigado por ter tornado o Dragão um ambiente infernal para os adversários e, finalmente, obrigado por ter tornado um plantel curto, com jogadores renegados e criticados, uma verdadeira equipa de guerreiros que dão tudo o que têm e o que não têm para sair de campo com a vitória todos os jogos.

   Mister, eu não lhe peço para ganhar a todo o custo, para ser campeão e vencer todos os jogos, porque sei que é ainda um jovem treinador e ainda agora chegou à sua cadeira de sonho e porque também sei que há coisas que o mister não consegue controlar, mas tenho uma certeza e vou partilhá-la consigo: a solução chamava-se Sérgio Conceição.

Este artigo de opinião é da pura responsabilidade do autor, não representando as posições do desacordo ou dos seus afiliados. 
Escrito por: Jorge Neves
Editado por: André Blayer

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