Mudar, como?

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Desde períodos históricos anteriores que as mulheres vivem condicionadas pelo simples facto de serem mulheres. Os seus direitos não são reconhecidos e as liberdades individuais postas em causa. Acentua-se a desigualdade e a discriminação das mulheres em relação aos homens. A igualdade de géneros, que há muito se luta por alcançar, é comprometida.

No período referido, a mulher vivia subordinada à figura do homem e aos seus “apetites”, limitando-se a servir o marido e cuidar dos filhos e da casa.

Aliado a esta subordinação, um outro assunto vem à tona: a violência contra as mulheres, relacionada com a visão histórica das mesmas como propriedade de outrem.

Situações de violência repetiam-se vezes sem conta e sem motivo aparente. Algo não agradava ao homem, algo que a mulher fazia não correspondia ao esperado, o homem tinha chegado mal disposto a casa, as mulheres não os serviam e recebiam como esperado. Tudo isto eram motivos mais que suficientes. Realmente, haveria alvo mais fácil do que uma mulher frágil, subordinada ao marido e às suas vontades? A resposta era óbvia.

Mais uma vez recua-se no alcance de uma igualdade de géneros e ocorre uma violação dos direitos e deveres do indivíduo.

No entanto, nos anos 60, algo mudou. Ativistas políticas, as irmãs Mirabal (Minerva, Patria e Maria Teresa) opuseram-se fortemente à ditadura de Rafael Leônidas Trujillo, lutando pelos seus direitos. No dia 25 de novembro do mesmo ano, perante tal afronta a polícia secreta da República Dominicana interceta o veículo onde as mesmas seguiam e, encenando a sua morte por acidente de carro, enforca-as e espanca-as violentamente. 

Foi neste contexto e em homenagem às mesmas e à sua coragem que a Organização das Nações Unidas declarou o dia 25 de novembro como o Dia Internacional da Não Violência Contra as Mulheres.

A verdade é que a igualdade de géneros é uma realidade cada vez mais próxima, no entanto ainda relativamente longe de ser alcançada. Algo contraditório, não? Prova disso são os ainda vários episódios de violência reportados e tantos outros ocultados por medo e pela ameaça de que algo ainda pior possa acontecer.

Será possível numa sociedade aparentemente tão evoluída como a nossa episódios deste género ainda marcarem o dia a dia de tantos?

Este artigo de opinião é da pura responsabilidade do autor, não representando as posições do desacordo ou dos seus afiliados. 

Escrito por: Inês Mestre

Editado por: André Blayer

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