Hoje na história: armistício punha fim ao primeiro conflito da humanidade

Às 11h da manhã de 11 de novembro de 1918 foi assinado entre os Aliados e a Alemanha o armistício que pôs fim à Primeira Guerra Mundial e marcou para sempre a rendição alemã. Com as negociações entre os beligerantes, chegaram ao fim quatro anos e três meses de hostilidades.

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A Primeira Guerra Mundial iniciou-se com o assassinato do príncipe herdeiro ao império austro-húngaro, Francisco Fernando, em Saravejo na Bósnia.  O responsável pela morte do futuro imperador, pertencia a um grupo conhecido por “Mão Negra”, contrário à influência da Áustria-Hungria na região dos Balcãs. O império austro-húngaro não aceitou as medidas tomadas pela Sérvia em relação ao crime e declarou guerra pelo assassinato.

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Este acontecimento foi o explodir das relações no “Velho Continente”, iniciando-se, assim, a Primeira Guerra Mundial e que ficou conhecida por “Grande Guerra”. No entanto, anos depois eclode a Segunda Guerra Mundial, como consequência da primeira e que teve sequelas bastante mais dramáticas, protagonizando o lançamento de duas bombas nucleares. As cidades de Nagasaki e Hiroshima foram  palco de tamanha tragédia causando uma destruição sem precedentes.

Ao longo de quatro anos, ocorreram mais de quarenta batalhas, mais concretamente nos territórios de África.

Portugal passou de país neutro a beligerante em 1916, quando entrou na guerra para auxiliar a velha aliada, Inglaterra. O exército estava mal organizado e as tropas estavam mal equipadas e preparadas.  A participação do país foi corajosa, no sentido em que não dispunham de recursos materiais nem financeiros para apoiar os seus homens em batalha.

No ano seguinte, no Tratado de Versalhes a Alemanha é considerada a única culpada da guerra e, como tal, sofreu graves consequências que se espelharam na sua sociedade, economia e política.

O exército alemão era considerado o mais bem preparado, organizado e o que dispunha de mais recursos. Ora, quando a Alemanha fica com parte do seu exército aniquilado, o orgulho da nação é ferido, pois as tropas tiveram de ser reduzidas para metade e em virtude de tal acontecimento, o país perde a sua posição dominante em relação a outras potências europeias.

A Alemanha teve de pagar uma indeminização relativa a reparações em valores insustentáveis,  que em nada eram justos para o povo alemão, impossibilitado de meios económicos para pagar a dívida, quando não era apenas a Alemanha a única culpada da guerra. Deste modo,  suspendeu os pagamentos em 1931,  com a queda de Bolsa de Valores de Nova Iorque, e recusou-se a retomá-los em 1933, quando Adolf Hitler assumiu o destino do país. Em 1953, a Alemanha Ocidental concordou em assumir a dívida e pagou o montante principal nos anos seguintes. Sendo que só recentemente, no ano de 2010, a dívida ficou totalmente paga.

Após a guerra instalou-se em solo alemão um clima de descontentamento e revolta com as punições  impostas pelo Tratado de Versalhes, que em muito contribuiu para destabilizar a democracia, permitindo assim a ascensão de movimentos políticos de extrema direita durante a República de Weimar.

A Primeira Guerra Mundial fez a população europeia desejar um regime forte e capaz de fazer face aos problemas impostos pela destruição material e patrimonial que a Primeira Guerra Mundial deixara. Só uma ditadura podia ser a chave de resolução para os problemas. Foi no contexto de pós-guerra que surgiram os regimes totalitários, como alternativa política a todos os medos e inseguranças vividas pelos europeus.

Esta situação teve mais impacto na Alemanha, onde os arianos se sentiam muito revoltados com o Tratado de Versalhes e onde a situação dos desempregados era descomunal. O povo alemão queria alguém capaz de governar e que resolvesse a situação dos desempregados.

Essa liderança surgiu na figura de Hitler, e a Alemanha renasceu das cinzas e afirmou-se no quadro europeu. Hitler inspirava-se muito em Mussolini e criou também o seu próprio regime totalitário. Nesta altura também outros regimes totalitários se afirmavam na Europa, além do caso alemão e italiano. Portugal, com o Estado Novo de Salazar e Francisco Franco em Espanha, com o franquismo que viria a ser o último regime a cair, um ano depois de Portugal ter iniciado o seu processo de democratização.

Na função de chefe de estado, Hitler assumiu-se como um dirigente forte e tornou a Alemanha próspera, através da criação de grandes indústrias quer automóveis, bélicas e industriais. Impulsionou bastante o crescimento da indústria automóvel, que ainda hoje se reflete na produção e exportações de marcas automóveis, como a Mercedes Benz e a Volkswagen.

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Porém, o desejo de vingança e ambição de Hitler em ver a Alemanha como uma grande potência mundial, levou o país a uma política expansionista que culminou numa Segunda Guerra Mundial. Tudo começou com a invasão da Polónia em 1939. Os Estados Unidos entraram para a Segunda Guerra Mundial em 1941, logo após o ataque a Pearl Harbor, pelo Japão. Os americanos que sempre se mantiveram com uma posição de neutralidade, viram-se obrigados a entrar no conflito.  A junção dos EUA aos Aliados,  resultou no suicídio de Hitler, ao perceber que a Alemanha não tinha poder suficiente para fazer face ao poderio militar norte-americano.

Escrito por: Inês Machado

Editado por: André Blayer

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