Segundo dia da Web Summit e as fake news do Trump

Há um ano, a Web Summit parou com a eleição de Donald Trump, os oradores estavam em choque e falaram sobre o que esta eleição significava e prometia. Um ano depois, a maior conferência de tecnologia e empreendedorismo do mundo volta a não ignorar o assunto e fala de fake news, convidando Brad Parscale, o responsável pela campanha digital de Trump.

Antes de se tratarem dos assuntos que levantam muros, discutiu-se o jogo que os destrói – Angy Birds. Kati Levoranta – da Rovio Entertainment, a emprensa responsável pelo jogo que viciou e deu origem a um filme – falou de como uma marca precisa de se manter atual e “fresh” e, orgulhosamente, explicou que a aposta em transformar o jogo numa longa metragem foi arriscada, mas resultou bastante bem. No dia em que se discutiu a (pouca) presença das mulheres no mundo da tecnologia e o sexismo que existe no valley, Kati referiu que diversidade numa organização que quer ser global é essencial, para que vários pontos de vista possam ter tidos em conta aquando da criação dos produtos.

Subiram depois ao palco Joseph Kahn, do New York Times, Yaron Galai, do Outbrain, Ann Mettler, da Comissão Europeia, e Iann Katz, do Channel 4. Joseph começou por deixar clara a sua opinião de que apesar de Donald Trump ter colocado o assunto das fake news na ordem do dia, a sua definição das mesmas não é correta. Yaron completou explicando que há maneiras de os leitores perceberem se uma notícia é autêntica ou não, nomeadamente através da averiguação de quantas vezes saiu naquele jornal e se saiu exclusivamente naquele jornal; tal é suspeito, porque se for relevante vai ser noticiada por vários.

Brad Parscale entrou no palco a seguir, seguido de Michael Isikoff, da Yahoo News, e a tensão entre os dois não passou despercebida – o primeiro coordenador da campanha digital de Donald Trump e o segundo não propriamente seu maior fã. Brad explicou como usou o algoritmo do Facebook a seu favor e conseguiu angariar dinheiro para a campanha, mas Michael não o deixou escapar sem que ele deixasse claro que tinha funcionários da empresa de Mark Zuckerberg a trabalhar para si. Quando questionado sobre o facto de Trump ainda não ter contruído as pontes e estradas que prometeu durante a campanha, Brad defendeu-se dizendo que o seu presidente ainda tem 3 anos para cumprir as promessas. A sessão encerrou com um “keep tweeting” proferido pelo senhor que foi apelidado da “arma secreta de Donald Trump para ganhar a campanha” acerca da estratégia que o Presidente dos Estados Unidos da América deve usar para facilitar a sua re-eleição.

Depois deste confronto que só foi interrompido pelas palmas do público para mostrar a sua tendência por um ou outro, foi a vez de Steve Huffman, o criador do Reddit, explicar a Karen Tso, da CNBC, quais os seus planos para a plataforma digital, que passa por uma remodelação mais lenta tendo sempre em conta a opinião dos utilizadores.

A seguir à pausa para almoço, discutiu-se no palco principal se a tecnologia vai beneficiar toda a gente de maneira igual. O debate foi moderado por Jeremy Wilks, da Euronews, e opunha Ross Mason, da MuleSoft, a defender que tal não iria acontecer e Pat Gelsinger, da VMware, no lado otimista da questão. Quando o debate teve início havia mais otimistas no público, mas os argumentos de Ross acerca de como a tecnologia se tem apresentado como algo excusivo às classes mais altas mudou um pouco a perspetiva dos presentes. Apesar de Jeremy referir que a taxa de pobreza é mais baixa de sempre, Ross não deixou de parte o facto de estarmos a criar algo que não sabemos como vai evoluir e que precisa de ser controlado o mais rapidamente possível, a inteligência artificial.

Enquanto no palco principal, Julies Dien usava uma voluntária da assistência para maravilhar o público com um truque de magia, no palco secundário dos Content Makers discutiam-se os meios de tornar um vídeo viral; as opiniões não podiam ser mais opostas.  Uyen Tieu, da Great Big Story, defendeu que basta ter a marca e a voz da mesma bem definidas, que seguir as tendências e analisar as estatísticas é desnessário. Apesar de concordar com a necessidade de ter a marca bem definida, Brendan Kane, da SEAkers, é defensor da utilização das estatísticas para o sucesso, apresentando-as como uma ferramenta essencial para entender o que os seguidores gostam e querem.

Se quiseres ver os momentos passados no palco central por ti mesmo, basta acederes à página do Facebook da Web Summit e fazeres uma pesquisa rápida no separador dos vídeos.

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Escrito por: Inês Paulos

Fotografias por: Web Summit 2017

 

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