O casamento português com a Web Summit, mas cuidado com a I.A..

Sabem aquele sentimento próprio da altura em que alguém cumpre o que é prometido? O dia zero de Web Summit cumpriu tudo o que prometeu e algo mais.

Numa tarde em que, tirando o vento frio que, por vezes, se tornava desagradável, juntavam-se todas as condições para que o mundo da tecnologia e do empreendedorismo se juntasse numa celebração uníssona, onde quem fica a ganhar somos todos nós.

A, nova de nome, Altice Arena abriu as portas por volta das 17 horas para que o público, num ambiente festivo onde se denotava, talvez por misto de sentimentos meus, um tanto nada de ansiedade, esperasse pela “cerimónia de abertura” da edição de 2017 da Web Summit.

Às 18 e 40 horas, Paddy Cosgrave, a mente que nos traz a maior conferência de tecnologia do mundo a Lisboa, entra em palco, onde é recebido, em apoteose, pelo público. Paddy, depois de introduzir os presentes ao contexto daquilo que é a Web Summit, chama a palco Nuno Sebastião, CEO da Feedzai, caso fenómeno dentro da segurança online feita por A.I. (entenda-se, Inteligência Artificial). E, muito sucintamente, foi neste tema em que existiu foco, pouco ou muito, por parte de todos os presentes em palco. E ninguém melhor que, a grande surpresa da noite, Stephen Hawking, para nos falar disso. O reconhecidíssimo cientista alertou-nos para todos os perigos em torno da inteligência artificial, reconhecendo-a como, potencialmente, “o melhor ou o pior que podia ter acontecido à Humanidade”.

No momento seguinte, Bryan Johnson, fundador da Kernel, introduz-nos a tecnologia focada em alterar o nosso cérebro. Bryan fundamenta que, para nos adequarmos às dificuldades que daí virão com a integração da inteligência artificial da nossa sociedade, precisamos de expandir as nossas habilidades humanas, sendo esse o propósito do seu investimento enorme na sua empresa.

Posteriormente, num momento particular, apenas por ser em estilo de conversa, Kara Swisher e Margrethe Vestager, Comissária Europeia para a Competitividade, discutem os desafios que advêm desta nova sociedade tecnológica e como parar a competição de mercado injusta, mencionando, vezes suficientes para valer a pena mencionar, a Rússia, como exemplo disso. Para além disso, é feita a comparação do mercado europeu e do norte-americano, onde Kara aproveita para lançar umas farpas ao seu presidente, Donald Trump.

De seguida, surge o momento dos portugueses, onde António Guterres e António Costa discutem os desafios que, por esta ordem, o mundo e Portugal têm perante si. Para terminar, junta-se Fernando Medina que premeia Paddy e louva a realização da Web Summit em Lisboa, fazendo o voto para que esta se realize na mesma localização nos anos adventes.

A consciencialização para a I.A. começa a mostrar ser um assunto mais sério do que se pensaria. Mas para tal, iremos estar nós e todas estas mentes presentes na Web Summit, que nos trouxeram, como hoje, alertas para uma tecnologia que, se não for cuidada com rigor extremo, pode ditar o fim da humanidade. Podendo ser, também e esperançosamente, aquilo que dita uma nova era.

 

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Escrito por: Ricardo Marquês

Fotografias por: Ricardo Marquês

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