E, mais uma vez, “quase” conseguíamos…

Os anos passam e a realidade pelos lados de Alvalade permanece igual: um clube com mais de 111 anos de história, que começa a ser deixado no esquecimento no que toca ao futebol, dado que o sucesso que ainda tem deve-se em grande parte às suas modalidades.

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O Sporting, que ainda é lembrado e considerado um dos três grandes do futebol nacional, tem tentado voltar-se a afirmar a esse nível (visto que já não é campeão há 15 anos), bem como a nível internacional, com “grandes” exibições nas competições europeias com alguns dos denominados “tubarões”. No entanto, digo “grandes” porque, por melhores que tenham sido, nunca terminaram em vitória e ficou-se sempre pelo “quase”…

“Quase” ganhou ao Real Madrid, “quase” ganhou ao Borussia Dortmund, “quase” ganhou ao Barcelona, “quase” ganhou à Juventus. É uma lengalenga sem fim, sem solução à vista e que, no ano passado, teve um final trágico com a eliminação precoce não só da Liga dos Campeões, como também da Liga Europa, que parecia perfeitamente alcançável.

No que toca à competição interna, mudam-se as equipas, mas mantém-se uma história semelhante e um cenário repetitivo: grandes jogadores, grandes orçamentos, um treinador “supostamente muito bom” e uma equipa que, à partida, tem todas as condições para ser campeã nacional, algo que não se sucede.

O que parecia ser uma era de renovação com Bruno de Carvalho e, especialmente, com a contratação de Jorge Jesus, não tem passado de uma autêntica ilusão de ótica para todos os adeptos leoninos que, após estes anos todos de “seca de campeonatos”, aparentavam ver a luz ao fundo do túnel.

Acredito que seja um pouco estranho ter esta conversa após o jogo do passado dia 5 de novembro pois ainda há muito campeonato pela frente, mas este demonstrou algo que é observável ano após ano: falta aquela garra de campeão, aquela qualidade que distingue os bons dos excelentes e, acima de tudo, falta a confiança que define qualquer equipa que esteja destinada a ser bem sucedida.

A exposição negativa que o clube tem tido pelos “amuos” de alguns órgãos diretivos do clube e a necessidade de se sentirem superiores, quando na realidade não têm qualquer razão plausível para que assim o sejam, pode ser considerada a principal razão deste fracasso desportivo que aparenta não ter fim. Ainda assim, deve ser referido que o planeamento das épocas e da estrutura deveriam ser ambas repensadas.

Em suma, têm de ser tomadas medidas para que se passe do “quase” para o “conseguido”, de modo a que todo o esforço realizado seja finalmente reconhecido e para que o Sporting possa dizer que é um dos três grandes do futebol português.

Escrito por: Pedro Escórcio

Editado por: Inês Queiroz

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