Investigação em esclerose múltipla premeia uma portuguesa

O prémio no valor de 60 mil euros foi atribuído a Adelaide Fernandes, investigadora portuguesa que procura diminuir a incapacidade física e aliviar os sintomas psiquiátricos dos afetados por esta doença.

Entrega-Adelaide-Fernandes

Grant for Multiple Scleroris Innovation Award da responsabilidade da Merck KGaA (Companhia alemã) desde 2012, premiou este ano a portuguesa, distinguida de entre outros três vencedores.

A esclerose múltipla é uma doença degenerativa, que afecta o Sistema Nervoso Central (SNC), diagnosticada mais frequentemente em pessoas entre os 20 e os 40 anos de idade, sobretudo mulheres. Em Portugal, estima-se que o número aproximado de doentes seja superior a 8000.

São vários os sintomas associados à doença, desde a perda de sensibilidade e formigueiros à perda progressiva de visão e dificuldades na fala e no equilíbrio, no entanto e, apesar de não tão referidos, são, também, frequentes os distúrbios psicológicos. E é, essencialmente, nestes que o projeto da investigadora portuguesa se centra, tentando administrar aos tratamentos terapêuticos (mais direcionados para a componente física, procurando melhorar a incapacidade) uma molécula inflamatória, proporcionando aos doentes uma melhor qualidade de vida tanto a nível físico como psiquiátrico.

Em parceria com o grupo do iMed.ULisboa, centrado no estudo das células não-neuronais do cérebro, e com o investigador João Cerqueira, diretor da Clínica de Esclerose Múltipla do Hospital de Braga e investigador da Universidade do Minho, descobriu-se que a proteína S100B, produzida em situações de lesão do sistema nervoso e que aparece em maior quantidade no líquido entre o crânio e o cérebro dos doentes diagnosticados com esclerose múltipla, é provocada pela doença, sendo que, quando se limitava a ação desta, a inflamação diminuía, assim como os sintomas, sendo agora considerada crucial nos tratamentos para a melhoria da condição do doente e a própria prevenção da doença.

Adelaide Fernandes tem agora dois objetivos: conseguir provar que é a inflamação do sistema que provoca as alterações psicológicas e psiquiátricas e, ainda, identificar, o mais cedo possível, os doentes com esclerose múltipla. Para cumprir esses mesmos objetivos irão ser estudados modelos animais de esclerose múltipla.

Escrito por: Inês Mestre

Editado por: Ricardo Marquês

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