O desafio da igualdade de géneros

Na Conferência “Igualdade de Género: Um Desafio para a Década”, promovida pela UGT, dado o 39º aniversário da Central Sindical, o Ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva, revelou que o Governo irá aprovar brevemente uma proposta de lei para promover a igualdade salarial nas empresas.

Esta é, claramente, uma novidade que agrada (ou que, pelo menos, deveria agradar) a todos. Contudo, pensemos bem: estamos em outubro de 2017. De 2017!! E o tema “Desigualdade de Género” ainda é considerado algo a discutir.

Se é verdade que, nos últimos anos, evoluímos no que toca a este assunto, é também verdade que ainda faltam muitos passos para que a tão esperada igualdade seja finalmente atingida. Quero com isto dizer que, tal como Vieira da Silva sublinhou, “Persiste ainda uma enorme desigualdade, nomeadamente, no mercado de trabalho. E embora nos tenhamos aproximado desse objetivo da igualdade, a mudança não está a acontecer com o ritmo suficiente e com o ritmo necessário”.

Recordemos, então, a década de 20, logo após a 1ª Guerra Mundial. Se olharmos para a sociedade e para todas as mudanças que a Grande Guerra deixou, veremos mulheres absolutamente diferentes, comparando com as mulheres dos períodos históricos anteriores. Veremos também um predomínio dos Movimentos Feministas, cujo objetivo é a igualdade jurídica, e conseguiremos também encontrar-nos com as Sufragistas, as que lutaram para que hoje, nós, mulheres, tivéssemos o direito ao voto.

Voltando a 2017 e refletindo acerca de toda a luta feminina do século passado, acho que, apesar de todas as mudanças positivas em relação à mulher e aos seus direitos, devemos ainda sentir-nos descontentes. E é por isso que pequenos passos como o anunciado pelo Ministro do Trabalho são tão importantes: para não deixar cair em esquecimento este problema que realmente existe e ao qual muitas pessoas não atribuem o valor necessário.

O futuro está nas nossas mãos e, se realmente agirmos, vamos conseguir mudar esta infeliz realidade. Principalmente nós, que somos considerados a “geração de amanhã”!

Tenhamos todos consciência, sejamos todos feministas, porque, ao contrário do que muitos pensam, ser feminista não é querer a superioridade da mulher, mas sim a igualdade de direitos de ambos os sexos!

Este artigo de opinião é da pura responsabilidade do autor, não representando as posições do desacordo ou dos seus afiliados.

Escrito por: Tânia Santos

Editado por: Daniela Carvalho

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