Intimidade, ritmo e #girlpower para encerrar o Festival Iminente

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O último dia do Iminente foi o único dia a não esgotar. No entanto, o recinto mantinha-se cheio de festivaleiros, ansiosos por ver os tão aguardados artistas que iriam encerrar o evento. Mais um dia carregado de diversidade musical, começando pelo hip-hop nacional, passando pela música alternativa, música africana, rap e fado e terminando com música eletrónica.

Os concertos deram início por volta das 15 horas, cabendo a Pro Seeds a abertura da Pista de dança. A hora não permitiu a acumulação de muita gente no local, encontrando-se este apenas preenchido até metade. No entanto, os Pro Seeds conseguiram dar a volta por cima, fazendo com que os presentes vibrassem em conjunto com as batidas.

De seguida, Noiserv abriu o Palco principal do dia 17. Considerado um dos maiores nomes de música alternativa no país, David Santos deu um concerto intimista, comunicando com o público à medida que ia atuando, questionando-o em relação ao que deveria tocar a seguir, explicando-lhe o porquê das letras feitas por si, e, acima de tudo, desculpando-se pelos erros que ia cometendo ao longo do concerto, fazendo até piadas sobre isso, o que mostra a sua humildade e a sua descontração. Focou-se essencialmente nos álbuns mais antigos, tocando apenas a música ‘23‘ do seu álbum mais recente, ‘00:00:00:00′ (Entrevista a Noiserv na rubrica Dois Dedos de Música).

Ainda no Palco principal, Bruno Pernadas, que demonstrou mais uma vez a versatilidade dos artistas portugueses. Apesar de ser um género musical semelhante a Noiserv, o concerto foi bastante diferente, existindo agora mais ritmo e dança, abrindo o apetite para o que aí vinha a seguir: Rocky Marsiano & Meu Kamba Sound. Voltamos para a Pista, onde nos deparamos com danças e ritmos africanos, que fazem qualquer um levantar o pé do chão. Era clara a animação vivida deste lado, que começava ainda antes do final de Bruno Pernadas.

Neste vaivém, voltamos para o Palco principal para ver uma das rainhas da noite, Capicua, o maior nome feminino no rap português. A interação com o público era uma constante, e Capicua, acompanhada pela sua amiga Marta, ia pedindo aos espectadores para manterem os braços levantados e para se divertirem ao máximo. Demonstrou realmente possuir o girl power que tanto a caracteriza, através das letras carregadas de significado e de mensagens de poder.

Para encerrar a Pista, DJ Maskarilha, que nos apresenta mixes, remixes, originais e todos os sons mais variados, dentro do género do hip hop e eletrónica, que faziam o público saltar e dançar até mais não, tentando também acompanhar o dançarino que estava no palco, que ia criando movimentos à medida que o ritmo ia correndo. Podia ser uma simples atuação de um Dj, mas foi muito mais que isso, transparecendo-se tal na animação da plateia.

Como se não bastasse Capicua para demonstrar o poder feminino, Carminho decide fazer o mesmo, mas num registo completamente diferente, o fado. Apesar de acharmos, à partida, que são dois géneros musicais diferentes, Carminho começa por explicar que o fado pode assemelhar-se ao rap em alguns aspetos, e confessa mesmo que estava à espera de um público diferente daquele que se apresentou, sendo este constituído pelas mais variadas faixas etárias, indo dos 8 aos 80. A fadista foi sempre mantendo o diálogo com o público, fazendo-os rir, e até tentando que estes se apaixonassem, dizendo mesmo que já conseguiu casar dois casais dessa maneira. Para se despedir, desligou todos os instrumentos e cantou (e encantou) mesmo assim, sem nada a acompanhar, apenas com o seu mais belo instrumento, a voz.

Para terminar o festival da melhor maneira, um dos melhores Dj’s do país, Dj Ride, une-se ao artista Vhils, um dos embaixadores do festival, unindo assim duas artes, que à partida parecem distintas, da melhor forma possível.

E, no final deste belo festival, a conclusão a que chegamos é: Ainda bem que não ficámos em casa.

Escrito por: Daniela Carvalho e Lucas Silva

Fotografias de: Daniela Carvalho

 

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