Neymar ou Moneymar?

Nos últimos dias muito se tem falado da transferência que tem marcado este defeso, a mudança de Neymar de Barcelona para Paris, para representar o Paris Saint-Germain, num negócio a troco do valor recorde de 222 milhões de euros.

Agora de contrato assinado, vamos tentar perceber o que leva um jogador de 25 anos a trocar o Barcelona, indiscutivelmente um dos maiores clubes do mundo a par do rival Real Madrid, pelo PSG, o melhor clube francês dos últimos anos, cujo crescimento se deveu exclusivamente ao investimento oriundo da Arábia?

Pois bem, Neymar Jr., deixou nas suas redes sociais um vídeo explicativo dessa mesma mudança:

https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=1466965663339112&id=148456285190063

Apelando à compreensão dos adeptos Blaugrana, Neymar afirma ter sentido a necessidade de fixar novos desafios pois é isso que “mantém a luz da carreira acessa”. Deixou um agradecimento àquele que considera ser o maior clube do mundo, como revela o lema “més que ún Club”, bem como a cidade que considera “més que una Barcelona” e “més que una Catalonia”, uma nação, é assim que se refere Neymar ao clube Catalão.

Neste vídeo de despedida, refere ainda o gosto que lhe deu partilhar a frente de ataque com dois dos melhores jogadores da actualidade, Messi e Suárez, e o balneário com algumas das figuras que ele usava na PlayStation como Xavi, Iniesta, Busquets ou Valdés.

O craque brasileiro ruma assim a terras gaulesas, com intuito de voltar a fazer história, agora em representação de outras cores, colocando assim novos desafios à sua carreira, entre os quais, estará, seguramente, o de ganhar a bola de ouro, feito que não seria possível numa equipa onde é ofuscado pelo astro argentino, Lionel Messi.

Neste caso, não me parece que tenha sido o dinheiro a mover o jogador, pois o que o PSG paga, o Barcelona pagaria também. Parece-me ser o desafio de obter novas conquistas, a paixão que é efectivamente o valor mais importante do futebol, a par da superação e da automotivação, o que, para os dias de hoje, é um acontecimento marcante.

Aquele que muitos apregoavam como um flop antecipado, é hoje a cara da transferência mais valiosa de sempre, e a maior figura deste mercado, apresentado com a Torre Eiffel como plano de fundo, e o samba como melodia.

Escrito por: Filipe Lima

Editado por: André Blayer

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