Portugal devastado pelo incêndio em Pedrógão Grande

Ontem, a partir das 14 horas, o país entrou em luto, devido a um incêndio no distrito de Leiria, que está a provocar dezenas de mortos, feridos e desalojados. Contam-se 61 mortos e 54 feridos até ao momento.

E se o país se une na alegria, na tristeza mais unido se mantém. Não há memória de um número tão grande de vítimas, tendo sido o mais recente o incêndio na Madeira, ocorrido no ano passado, que provocou três mortos e destruiu cerca de 37 habitações. Já em 2013, quando todo o país se encontrava em chamas (decorreram cerca de 7000 incêndios nesse ano), morreram 9 pessoas. Os concelhos de Pedrogão Grande, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pêra foram os mais afetados por este “Inferno”, descrito pelo Presidente da Câmara Municipal de Pedrogão Grande como “Aquele que é ensinado na catequese”. Horas de angústia têm sido vividas no centro de operações instalado na zona industrial do Pedrogão Grande, que teve já a visita do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa durante a madrugada, do Primeiro Ministro, António Costa e conta com a presença efectiva do Secretário de Estado e da Ministra da Administração Interna.

O importante agora é mantermo-nos unidos. A união faz a força, e prova disso é todas as associações, empresas, quartéis e instituições que estão a fazer todos os possíveis para ajudar quer os civis que se encontram desamparados, por verem tudo o que tinham reduzir-se a cinzas, quer os bombeiros, que estão dispostos a fazer tudo ao seu alcance para dizimarem de vez as chamas que insistem em destruir casas, carros e florestas.

Há várias maneiras de ajudar. A Caixa Geral de Depósitos criou uma conta solidária, “Unidos por Pedrógão”, cujos dados são:

Conta Solidária Caixa 0001 100000 330
IBAN PT50 0035 0001 00100000330 42

Para além disso, vários quartéis de bombeiros espalhados pelo país estão a receber produtos e bens alimentares, dando-se especial atenção a:

Água; Água com gás; Água oxigenada; Compressas; Ligaduras; Barras energéticas; Fruta; Alimentos não perecíveis (por exemplo enlatados); Leite; Soro fisiológico.

O Sporting Clube de Portugal juntou-se também nesta onda de solidariedade, apelando também à ajuda através do fornecimento de bens de primeira necessidade.

A Associação Académica de Lisboa convoca também a ajuda às famílias e aos bombeiros, apelando à recolha de águas, bens alimentares, bens de higiene e roupas. Essa recolha será feita na seda da AAL (à frente da estação de comboios de Santos) nos dias 18, das 16h00 às 0h00 e 19, das 9h00 às 17h00.

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Por fim, resta-nos pôr a mão na nossa própria consciência. Não há culpados nesta situação, no entanto, é necessário prevenir, agir e fazer os possíveis para evitar este tipo de situações. Agora, resta-nos apenas ser solidários para com as vítimas e para com os bombeiros que estão a combater as chamas. Mas, de futuro, é necessária uma maior consciencialização para a poluição, que é uma das principais causas para a rápida propagação destes incêndios que vão percorrendo o país.

Escrito por: Daniela Carvalho e Filipe Lima

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