Análise ao tetra

O tetra do Benfica teve mão de Rui Vitória, sem dúvida alguma. Mas mais que isso teve pernas de vários jogadores. O desacordo traz-lhe uma análise ao 11-tipo do tetracampeão e de mais três jogadores. 


Ederson – Provavelmente, o melhor em todos os aspetos. Não fosse aquele percalço em Alvalade dar-lhe um ponto negativo e a sua prestação havia sido perfeita. Sempre calmo e seguro em todas as intervenções, com reflexos impossíveis que proporcionam defesas espetaculares e sem medo de repreender a linha defensiva do Benfica quando assim necessitou, Ederson mostrou-se como um dos melhores guarda-redes da atualidade, justificando o assédio de vários “tubarões” europeus.

Nélson Semedo – Não é novidade nesta época. Já no ano passado tinha presenteado os benfiquistas com exibições de luxo chegando mesmo a ser chamado à seleção A. Este ano o corredor direito foi dele, não dando qualquer hipótese aos avançados adversários com o seu discernimento e a sua velocidade impiedosa. Vai ser difícil manter o jovem português no plantel.


Victor Lindelöf – Mais um jogador extremamente cobiçado pelos tubarões estrangeiros como Bayern Munique, Manchester United e Manchester City. Na primeira metade da época, não se mostrou ao melhor nível mas a pausa de inverno deve lhe ter feito qualquer coisa de bom, pois daí para a frente agarrou o lugar (fruto das constantes lesões de Jardel) e não mais o largou, com intervenções sempre bem pensadas. Apontou um único golo esta época(frente ao Sporting em Alvalade), mas um golo que valeu um ponto importante aos encarnados.


Luisão – O capitão das “águias” já não é o mesmo de há três, quatro, cinco anos atrás. No entanto, continua a ser uma peça fundamental neste Benfica, fruto da sua experiência e calma. Foi sempre um “patrão” da defesa encarnada e raramente vacilou.


Grimaldo – O menino da cantera do Barcelona continua a fazer “estragos”. Não jogou em quase metade da época devido a lesão, deixando o lugar esquerdo da defesa entregue a Eliseu, mas assim que recuperou voltou a deliciar os benfiquistas com o seu toque de bola quase mágico e os seus remates portentosos. Mais uma “dor de cabeça” para a SAD do Benfica aguentar.


Fejsa – Se Luisão se assumiu como o patrão da defesa, Ljubomir Fejsa foi claramente o patrão do meio campo. No panorama defensivo, mostrou-se um autêntico tanque de guerra, nada passava por ele, lutas de corpo a corpo, para ele, eram facilmente ganhas e uma das suas grandes valências foi a construção de jogo de trás para a frente, proporcionando os famosos contra-ataques do Benfica.


Pizzi – Pizzi foi Pizzi. Classe, magia, preponderância, discernimento, calma e execução são palavras parcas para descrever Pizzi ao longo da época. Terceiro melhor marcador da equipa no campeonato com 10 golos, contabilizou 2848 minutos jogados na Liga NOS, sendo o segundo mais utilizado. Sem duvida, uma peça fundamental do tetracampeão.


Salvio – Não tão espetacular este ano, apontou quatro golos ao serviço dos encarnados, mas foi na mesma uma peça importante na engrenagem da máquina Benfica ao longo da época. Sem vacilar, sempre calmo e sereno com brilharetes pelo meio lá foi agarrando a titularidade com unhas e dentes.


Franco Cervi – Já vinha cotado da Argentina no ano passado, e fez jus ao estatuto de “novo Messi”. Em termos de futebol jogado, Cervi mostrou-se um “rato”, saindo muitas vezes de situações complicadas com dribles fantásticos e autênticas maldades aos defesas. Uma das revelações do ano, não foi sempre titular, alternando com Zivković, Rafa ou Carrillo, mas no final da época não deixou dúvidas quanto ao dono do lugar esquerdo do ataque benfiquista.


Jonas – Muito tempo lesionado, demasiado até. A prestação de Jonas no jogo com o Vitória de Guimarães serviu para mostrar o quão em forma está e quão preponderante é no Benfica. Apesar das lesões, apontou 13 golos ao serviço dos encarnados na Liga NOS e, com 33 anos, mostra que está de pedra e cal no Benfica, prometendo muitos golos.


Kostas Mitroglou – O verdadeiro sniper do Benfica nesta época. Mitroglou, nas palavras do mesmo, teve a sua melhor época ao serviço do Benfica. apontando 15 golos no campeonato em 2153 minutos. Sempre muito bem posicionado, com uma frieza de causar inveja aos maiores avançados do panorama futebolístico europeu e mundial. Sem duvida, também ele, uma peça de grande relevo na conquista do tetra.

Rafa Silva – Usado menos vezes (1057 minutos). Ainda apontou dois golos ao serviço das águias de Rui Vitória. Também ele um pouco “rato”, no entanto, demorou a afirmar-se no Benfica, sendo ele a maior contratação deste ano do clube encarnado.

Raúl Jiménez – O mesmo de sempre. Em Vila do Conde, tal como no ano passado, deu o golo da vitória ao Benfica, agregando mais três pontos preciosos às contas das águias. Muito tempo lesionado também, no entanto, voltou em força e ajudou o Benfica em mais uma conquista. Um matador dentro da área que pode estar a caminho do West Ham United.

André Carrillo – Um ponto a menos no plantel benfiquista. Pouco ou nada fez Carrillo, apontando apenas dois golos e estando muito longe do nível que apresentava ao serviço do rival Sporting. Apesar de vir a custo zero, Carrillo aufere nada mais que 16 mil euros por minuto (!!!) ao Benfica.

Escrito por: Bruno André

Editado por: Ricardo Marquês

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