Cadidatos a Most Improved Player: análise

giannis-antetokounmpoO  Most Improved Player (MIP) é um prémio atribuído individualmente, com base na evolução ou simplesmente no melhoramento métrico de um jogador em comparação com a época anterior.
Teoricamente, o jogador terá de ter tido uma época transacta menos bem conseguida para poder ser eleito na presente.

Com base nesse mesmo conceito, apresento alguns candidatos e o meu predilecto à vitória na presente época de 2016/2017.

A avaliação é baseada nas estatisticas reais, ou seja, pontos por jogo, assistências, ressaltos, roubos de bola e percentagem de lançamento.

Candidatos

Giannis Antetokounmpo

Um dos muitos estrangeiros a jogar na Liga, tornou-se um fenómeno na época passada e afirmou-se com uma das individualidades da Conferência Este, este ano.

Muito por culpa da insistência do brilhante treinador Jason Kidd, Giannis opera o ataque e coordena a defesa dos Milwaukee Bucks. Jogando na posição de Base maior parte dos 35 minutos/jogo que está em campo, apresenta números enormes como 22.9 pontos e 8.8 Ressaltos por jogo.
Em comparação com a época 2015/2016 a matemática impõem-se e adiciona 5 pontos à sua média por jogo. Para juntar à equação, a melhoria em termos de ressaltos passando de 7.7 para 8.8 deduz-se pelo aumento de ressaltos ofensivos conquistados.
Do outro lado, o Grego “saca” quase duas posses de bola por jogo e contribui com a sua envergadura para parar ataques ao cesto por parte dos adversários, bloqueando 1.9 lançamentos por jogo.

Apesar de jogar a Point Forward, designação para jogadores que desempenham funções de base, sendo eles Estremos/Forwards, no campo das assistências a melhoria é minima, passando de 4.3 para 5.4, mas explicável pelas lesões que afectaram a equipa dos Bucks e a necessidade de responsabilizar Giannis no ataque. Um dos pontos negativos deste jogador continua a ser a sua percentagem de tiro exterior, apresentando apenas 27.2% de eficácia em lançamentos de 3 pontos.

Não obstante, apresenta-se como o mais provável candidato ao prémio, visto que o seu rendimento subiu mantendo os minutos por jogo da época transacta, 35, e com uma média de turnovers baixa para o rácio de posses de bola , cerca de 3. O jogador carregou a equipa para um fantástico 6º Lugar na Conferência Este.

Devin Booker

Um dos mais brilhantes Sophomores da década apresenta-se, também, como candidato ao prémio. Teve um ano de Rookie bastante positivo, apesar de partilhar a posição de Shooting Guard com Brandon Knight.
Esta época apresentou-se como uma das estrelas emergentes e futura aposta da humilde equipa dos Phoenix Suns. Presente em quase todos os jogos da temporada regular e fazendo 35 dos 42 minutos de jogo, Booker teve uma média de 22.1 pontos esta temporada regular, passando de 14 pontos por jogo na temporada de Rookie para os imponentes 22 esta época.

Devin Booker teve a sua melhoria a nível de pontuação e ligeiramente em percentagem de lançamento de 3 pontos.
Esta melhoria faz lembrar Kobe Bryant nas épocas de 96/97 e 97/98. Devin Booker aproximou-se de grandes estrelas da NBA, sendo um dos mais novos a alcançar 1000 pontos na carreira e a marcar 70 pontos num jogo.

Não será por certo um dos grandes candidatos, mas é certa a evolução deste “menino” que ainda vai dar muitas alegrias aos adeptos dos Suns.

Harrison Barnes

A grande aposta dos Mavericks para a temporada de 2016/2017 não surtiu o efeito pretendido, mas a titulo individual merece destaque para a corrida ao prémio.
Um extremo à antiga, versátil e com vontade de tomar a equipa como sua, proveniente da equipa de elite dos Golden State Warriors(GSW), Barnes apresenta elementos de velocidade de jogo e de decisão semelhantes a Stephen Curry e Klay Thompson, dos GSW.

A sua génese permite-lhe decidir em momentos que requerem atenção e produzir quando a equipa não responde.
A nível estatístico, aumentou o seu tempo de jogo, passando a jogar 35 minutos por partida e, consequentemente, a média de pontos por jogo apresentando 19.2 pontos, mais 6 do que na época de 2015/2016 e assumiu-se como estrela de um equipa que necessitava de ganhar.
Não foi este ano que os Dallas Mavericks voltaram à glória, mas se a política de Rebuild da equipa se mantiver conseguirão alcançar boas posições nos próximos 5, tendo este ano sido essencial para perceber a melhoria de Harrison Barnes e o seu contributo para o Franchise.

Jabari Parker

Mais um dos “pupilos da infantaria” de Milwaukee que se apresenta ao serviço.

Por estar no encalço de Giannis, o seu jogo melhorou bastante esta época. Tendo sido conturbada por lesões, Parker jogou apenas 51 dos 82 jogos na época regular.
Apesar de ter estado bastante tempo sem demonstrar o seu valor, os números falam por si: aumentou em 6 pontos a sua média por jogo, de 14.1 para 20.1 e viu a sua percentagem de 3 pontos aumentar em 10%.

É um nome a apontar, ainda que se mantenha na sombra do seu colega de equipa, Giannis, e que tenha um papel secundário numa equipa onde a partilha da bola é política e a defesa é prioridade.

Dennis Schroder

O natural sucessor do lendário Nowitzki, enquanto representante máximo da Alemanha na NBA, deu cartas esta época aproveitando a saída de Jeff Teague no inicio da época e afirmando-se como 1º Base da equipa sediada em Atlanta.

Os Hawks passaram por uma fase de perda de identidade quando viram sair duas das três estrelas da equipa para outros franchises.
Dennis presenteou os fãs dos Hawks com performances de grande nível e lutou arduamente para conseguir ajudar a sua equipa a chegar aos playoffs. Com 18 pontos por jogo,  mais 7 que na última época, com 6 assistências e com os minutos de jogo que lhe eram devidos, cerca de 30, o Alemão segurou as pontas e marcou alguns pontos decisivos nas vitórias do Hawks ao longo da época.

Não se tratando de um rejuvenescimento mas sim de uma evolução trabalhada, Dennis Schroeder apresenta-se como candidato. Apesar de não ter tido referências no inicio da época, o Base organizador foi um fenómeno escondido na NBA esta época.

Karl-Anthony Towns(KAT)

Apesar de raro, a história e o regulamento da NBA permite que um Sophomore ganhe o MIP.

Como tal, apresento-o como um dos candidatos com mais valor e possibilidade de ganhar.

O Rookie of the Year da época 2015/2016 está este ano na corrida para o MIP, isto porque a par dos seus jovens companheiros de equipa, Zach LaVine e Andrew Wiggins, fez uma época fantástica em termos médios e totais. Apesar do esforço os Minnesota Timberwolves, equipa que representa, não conseguiram um lugar nos Playoffs.

Não contabilizando o desastre colectivo, o Poste/Extremo apresentou esta época números de estrela. Aumentando a sua média de pontos e ressaltos em 7 e 2, respectivamente, o que prefaz uma média de 25 pontos e 12 ressaltos por jogo.

Partilhando o estrelato e a escolha de ataque com Wiggins, KAT do topo dos seus 37 minutos em campo assume a responsabilidade e supera, relativamente, os colegas de equipa.

Menções Honrosas:

Nikola Jokic ( Denver Nuggets)

Porzingis ( New York Knicks)

Tim Hardaway Jr ( Atlanta Hawks)

Myles Turner ( Indiana Pacers)

Veredicto:

Giannis, na minha opinião será o vencedor este ano. Com números que o fariam concorrer para o prémio de MVP se não fosse pelos outros “meninos” com médias alucinantes. O facto de ter ajudado a equipa a entrar no Top 8 da Conferência Este corrobora a vitória, caso se verifique.
Quanto aos outros candidatos, o único que poderia disputar seria Schroeder , visto que também carregou a equipa para os Playoffs e tem uma evolução mais que estatística, tal como o Grego.

Escrito por: Guilherme S. Bento

Editado por: Rita Rogado

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