Conferência “Jornalismo Desportivo” – Segunda Edição

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Decorreu na quinta-feira, dia 7 de Abril, a segunda edição da conferência “Jornalismo Desportivo”. Contou com a presença de Óscar Cordeiro, repórter da TSF e de Rita Latas, repórter A BOLA TV, ambos ex-iscspianos. Contou ainda com a Alexandre Afonso e Nuno Matos, conhecidos repórteres da Antena 1.

Num auditório bem composto, o ambiente foi sempre de conversa informal, numa troca de ideias entre os convidados e o público que assistia à conferência. Perguntas e respostas de ambos os lados foram uma constante, uma troca de experiências e vivências que foram uma mais-valia para os alunos que aspiram ter uma carreira no mundo da comunicação social, mais especificamente ligado ao desporto.

Começou por falar Óscar Cordeiro, que referiu, entre outros assuntos, que um “jornalista tem de estar apto para tudo, ser multifacetado e polivalente”. Frases como “não desistam e vão de frente para os vossos desafios” foram o mote de uma conferência que decorreu de uma forma natural e descontraída. Desde pequeno apaixonado por futebol, como o próprio disse, começou desde muito cedo à procura deste sonho – o de ser locutor de rádio e de relatar jogos de futebol. Óscar, num momento de muito humor à mistura, referiu que nunca teve muito jeito para jogar futebol e que “só dava prejuízo ao clube”. Foi companheiro de Gelson Martins e de Rúben Semedo no Clube Futebol Benfica, recordando esses tempos.

Seguiu-se a conferência com Rita Latas, ex-aluna de Sociologia no ISCSP, e também ex-jogadora de futebol. A mesma acabou por seguir o caminho do jornalismo desportivo por gostar da área. Referiu que na faculdade aprende-se principalmente a teoria, mas é no campo que se aprende a trabalhar. Estagiou n’A BOLA TV e, quando recebeu uma chamada do director de informação do jornal, acabou por ficar como efectiva. Rita destacou que “o confronto de gerações é importante para que o jornalismo vá pelo caminho correcto”. A humildade e o trabalho vão levar ao surgimento de novas oportunidades e haverá sempre uma porta aberta. Destacou o futebol feminino como estando pouco desenvolvido e desvalorizado e disse que os estereótipos ainda estão bem vincados no desporto e é necessário existir uma mudança de mentalidade.

Nuno Matos, repórter da Antena 1, conhecido por todos como o relator do famoso golo de Éder que deu o campeonato da Europa a Portugal, foi quem se seguiu. Iniciou o discurso dizendo que “fazer rádio e televisão é um prazer”, e que trabalha há trinta anos no meio “eu não trabalho porque faço o que gosto”. No entanto a vida de jornalista não são só “rosas”, é um mercado complicado e  no qual é preciso ser-se firme nos objectivos definidos , nunca desistir dos sonhos e agarrar as oportunidades. Começou a relatar jogos de futebol na década de 80, na “rádio piranha”, e referiu que antigamente não havia as mesmas condições que hoje. Nuno Matos, com uma personalidade bem vincada, contou episódios dos seus cerca de 30 anos de carreira, incluindo um que protagonizou com o ex- seleccionador nacional, Paulo Bento, aquando o Mundial de 2014 na África do Sul. Numa conferência sempre bem humorada, em que os os presentes entravam em diálogo bastantes vezes, foi referido que os jovens têm bastante valor e que merecem oportunidades. Uma das frases fortes que proferiu foi que “a rádio ofereceu-nos aquilo que a televisão nunca ofereceu”.

Por último, foi Alexandre Afonso a discursar na conferência, bastante aberto a todas as questões, referiu que a Antena 1 tem ouvintes em todo o mundo e são inúmeras as mensagens que recebe vindas de toda a parte do globo como forma de agradecimento em relação aos apaixonantes relatos que, em conjunto com Nuno Matos, protagoniza. Disse que quem trabalha nestes meios pode ajudar quem mais precisa, e que um pequeno gesto não custa nada e pode marcar aqueles que mais necessitam para o resto da vida.

Pessoalmente, queremos agradecer a presença dos mesmos na conferência e realçar que foram e são uma inspiração para quem quiser seguir os seus passos. Apenas com trabalho, dedicação e humildade se consegue chegar ao topo. Como referiram “O talento ganha jogos, o colectivo ganha títulos”.

Escrito por:
Rodrigo Cipolli

Editado por:
Laís Andrade

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