Caparica Primavera Surf Fest: Slow J a surpreender quem veio por Diogo Piçarra

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Caparica Primavera Surf Fest não é um “típico” festival de música. É um festival que promove a pratica desportiva, unindo o surf e o skate, à música a partir do final do dia. É um festival familiar que une “amigos de longa data” do desporto e muitos que moram nos “arredores” de Almada. O primeiro dia do festival esgotou.

O desacordo pisava a areia da praia do Paraíso, na Costa da Caparica, pelas 20h. A luz estava espetacular. Um pôr-do-sol laranja forte e uma temperatura típica de um dia de verão. Tudo indicava que a primeira noite, 6 de abril, ia ser magnífica. E foi. Pelas 21h era já longa a fila constituída, maioritariamente, por adolescentes – ansiosos – para entrar na tenda do festival.

Slow J, o primeiro artista da noite, iniciou o seu concerto, depois de Cristalina (instrumental intro), com “Arte”. A sua humildade revelou-se logo no fim do primeiro verso quando se dirigiu ao público: “Muito boa noite, Caparica. Como é que vocês estão? Nós viemos cá para nos divertirmos, por isso vai ser assim”, continuando a música.

“Quem é que não veio cá para se divertir?”, perguntou. A resposta da plateia foi óbvia, abrindo, assim, a segunda música, “Casa”. A meio, Slow J volta a abordar o público, referindo-se à letra ao dizer que ali [no concerto] ninguém complica e que estamos todos em casa. “Se for o vosso primeiro concerto de Slow J, saibam que sempre que eu estou no palco toda a gente é família, toda a gente toma conta uns dos outros”, disse, levando a plateia a aplaudí-lo, literalmente, de pé.

“Beijos”, “Sonhei para dentro”, “Às vezes” e “Comida” foram também músicas que Slow J fez questão de cantar no Caparica Primavera Surf Fest, sempre com um contacto próximo com o público, a quem se referia constantemente ao longo das músicas. A meio do concerto, Slow J ouviu gritos vindos da plateia, percebendo que um dos fãs faz anos. O artista não ignorou esse facto e pediu ao público para em conjunto gritar “Parabéns”.

“Serenata” foi a música seguinte e uma das mais esperadas da noite, a avaliar pela reação da plateia aos primeiros segundos da música. Seguiram-se “Objectivo”, “Tinta da Raiz” e “Cristalina”. Com o início de “Sado” a plateia ficou ao rubro, mostrando que esta era também uma das músicas mais esperadas da noite. “P’ra ti”, “Vida Boa” e “Mun’dança” foram as três últimas que Slow J cantou.

Os movimentos do artista em palco ao longo de toda a atuação mostravam que estava a sentir cada palavra que cantava. Cada vez que se dirigia ao público, digiria-se com “tudo o que tinha” e com a humildade que lhe é caraterística. Slow J veio para ficar.

O segundo concerto da noite foi de April Ivy, uma cantora portuguesa que com o seu primeiro single, “Be Ok”, lançado em 2016 quando tinha 16 anos se tornou um hit nacional. A artista entrou em palco com uma roupa “arrojada”, com um body e um casaco. A meio do concerto trocou para um casaco mais curto e brilhante, mostrando a sua irreverência em palco.

April Ivy avisou os fãs que tem estado doente, no entanto, não podia deixar de dar o concerto de hoje, o que fez com que a plateia a aplaudisse. A cantora dançou ao longo de todo o concerto enquanto cantava mantendo-se sempre próxima do público.

Depois de cantar músicas suas, April Ivy cantou alguns covers, como “Let Me Love You”, “Shape Of You” e “Don’t Let Me Down”. A artista apresentou ainda o seu novo single, Run for cover, que sairá em princípio, segundo a cantora, em abril.

A sua atitude e movimento em palco mostraram o carisma da jovem cantora.

Diogo Piçarra chegou e arrasou. Com Do=S a iniciar o concerto, o artista esteve sempre muito próximo do público. Assim que se ouviram os primeiros sons da música, as fãs que se encontravam longe do palco correram para chegar o mais perto possível do cantor. Mas isso não seria um problema. Diogo Piçarra esteve, em muitos momentos ao longo do concerto, muito próximo dos fãs, chegando mesmo a atirar-se, como habitual, para o meio da plateia, com um sorriso no rosto.

Passando por hits como “Verdadeiro”, “Caminho” e “Entre as Estrelas”, o público mostrou que sabia “de cor e salteado” as suas letras. Foi com “História”, ao ouvir os gritos dos fãs no início da música, que Diogo Piçarra esboçou um sorriso de gratidão. O concerto contou ainda com a participação de April Ivy, que pisara também o  palco do festival naquela noite.

“Tu e eu” foi também uma das músicas mais aplaudidas da noite. Era visível a quantidade de casais que aproveitaram as músicas de Diogo Piçarra para demonstrar o amor que sentem um pelo outro.

O artista terminou o concerto com “Dialecto”, eleito o “Melhor Single Nacional” pelos ouvintes da rádio “Nova Era”, numa gala realizada no dia 1 de abril.

Diogo Piçarra mostrou energia e maturidade em palco. A paixão pelo que faz em palco é inquestionável.  Quem já o viu noutros concertos percebe o quanto o artista cresceu. Quando o concerto acabou, fiquei com vontade de ali continuar, com esperança que Diogo Piçarra cantasse “só mais uma”. Volta sempre que quiseres, Diogo.

Com o Dj Pedro Walter o público era em menor número, no entanto, divertido. Pela 1h30, hora em que o Dj entra em palco, havia ainda público a entrar para o recinto.

Caparica Primavera Surf Fest, que se realiza na Praia do Paraíso, na Costa da Caparica é, assim, um mundo de música e desporto. O festival leva a palco quatro artistas por noite a palco e conta também com provas de surf e skate durante o dia.

Escrito por: Rita Rogado

Fotos de: Ricardo Marquês

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