Revelação homossexual no remake de “A Bela e o Monstro”

Bela-e-o-Monstro-2A história do príncipe transformado em “monstro” e de uma jovem, que vivem uma história de amor puro, que remonta às nossas infâncias estreou ontem, dia 16 de março, o seu remake nos cinemas portugueses. Mas apesar de em muito ser idêntico ao original, esta versão traz uma novidade, um tema tabu nunca antes abordado nestas dimensões pela companhia cinematográfica (que tem como público-alvo os mais pequenos): a homossexualidade.

Este romance é vivido por parte de LeFou (Josh Gad) e pelo seu amo, Gaston (Luke Evans), que é consolado pelo companheiro após as contínuas rejeições de Belle. Como revela o realizador, Bill Condon, na entrevista à Attitude Magazine que tem como título “a verdadeira história que inspirou o filme da Disney mais gay de sempre”: “num dia, LeFou quer ser Gaston e no outro já quer beijá-lo”. Assim, a ideia a passar é de que na nossa contemporaneidade a sexualidade já não deveria dar lugar a polémica, sendo a diversidade deste filme uma mensagem a ser ouvida pelo mundo.

No entanto, nem todos partilharam a mesma opinião. Vários países determinaram que esta cena aborda assuntos ainda delicados e de certa forma “abafados” ou mesmo banidos, criando assim soluções para o seu lançamento.

A Turquia classificou o filme como para “maiores de idade”, a Malásia decidiu adiar a estreia para assim cortar a parte censurada e a Rússia, apesar de inicialmente ter conspirado a proibição integral do filme, apoiada pelo Ministro da Cultura, Vladimir Medinsky, devido à colisão com as leis do pais contra a distribuição de propaganda gay junto de menores, ficou mais tarde decidido que a medida aplicada será apenas a “idade mínima obrigatória de 16 anos”.

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Apesar deste choque por parte da fação mais conservadora, a maioria aprovou esta revelação considerada um momento marcante na “história dos estúdios” e para a comunidade LGBT (Lésbicas, Homossexuais, Bissexuais e Transgéneros), que se pôde ver representado e banalizado em tela.

Escrito por: Matilde Cantinho

Editado por: Rita Rogado

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