Salvador encanta público português: será suficiente para vencer o Festival da Eurovisão?

O Festival Eurovisão da Canção sempre foi o calcanhar de Aquiles do povo português, pelo simples facto de nunca a terem vencido. Todos os anos, o país elege a canção que irá a concurso, através do Festival da Canção. Este divide-se em duas semifinais, onde se apuram, em cada uma, quatro concorrentes, passando assim oito à grande final. Os resultados obtêm-se através de dois modos: 50% dos votos são dados pelo júri e os outros 50% são dados pelo público, que vota através de um número de telefone.

A esperança é a última a morrer, e o país continua a investir, todos os anos (ou quase todos) neste Festival. A verdade é que a maior parte dos portugueses já a perdeu, ou se ainda não a perdeu, está perto. Antigamente, o Festival da Canção era muito falado e, hoje em dia, mais dificilmente o é, talvez por não ser o tipo de música que interessa aos mais jovens.

Este ano, os compositores convidados são, na sua maioria, conhecidos nomes na música nacional (como Márcia, Rita Redshoes, Noiserv, Luísa Sobral e João Só), talvez com o intuito de fazer (re)nascer o interesse no concurso europeu.

A verdade é que, regra geral, para se ganhar o Festival Eurovisão da Canção, é necessário músicas pop muito animadas, cheias de dança, luzes e cor. Basicamente, tudo menos simplicidade. No entanto, a canção vencedora, que irá este ano representar Portugal, é tudo menos isso. É, toda ela, cantada com uma naturalidade, de uma forma limpa e calma. Estamos a falar de Salvador Sobral, o intérprete da música “Amar Pelos Dois”, escrita pela sua irmã Luísa Sobral.

Salvador Sobral, com a sua voz maravilhosa conseguiu, ao contrário daquilo que se esperava, conquistar os portugueses com a sua interpretação de uma letra tão poética que nos toca no coração. Desperta em nós todos os sentimentos bons do mundo, através da paixão que ele mesmo põe na letra que está a cantar. Será o suficiente para ganhar um festival da Eurovisão? Talvez não. No entanto, sabemos que vamos muito bem representados, com uma canção que talvez não seja enérgica e dinâmica mas é, sem dúvida alguma, muito bonita e melodiosa.

Os outros concorrentes estiveram também todos muito bem. Algumas músicas foram cantadas em inglês, algo inédito no Festival RTP da Canção. Talvez este facto não tenha agradado à maioria da população portuguesa, uma vez que consideram que como o objetivo é representar o país, as músicas devem ser cantadas em português. Creio que foi um concurso muito vasto em termos de estilo musical, no entanto, acho que não houve nenhuma música que me tenha surpreendido bastante. Não houve, como em alguns anos anteriores, uma canção que me fizesse pular do sofá para dançar, ou que me fizesse cantar até mais não de tão no ouvido que ficava, ou que achasse, de facto, harmoniosa (com a exceção da canção vencedora). Não fiquei pasmada com nenhuma atuação, no entanto também não fiquei desiludida. A canção vencedora é, sem dúvida, uma obra de arte, que irá representar, e bem, o país no Festival Eurovisão da Canção.

Este artigo de opinião é da pura responsabilidade do autor, não representando as posições do desacordo ou dos seus afiliados.

Escrito por: Daniela Carvalho

Editado por: André Blayer

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