Aquilo que fica depois de uma viagem aos Açores

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Viajar é sinónimo de renovação. Sempre que saio da cidade onde passo os meus dias, Lisboa, por um período de tempo a minha alma renova-se. Não preciso de ir para fora de Portugal, até porque sou da opinião que não faz sentido conhecer outros países sem conhecer o meu, que é lindo. Preciso apenas de respirar outro ar e ver pessoas e sítios novos.

Este ano viajei para os Açores, mais concretamente para Ilha Terceira, com a minha família. Foram quatro dias de pura felicidade. Entre a natureza e os animais, caminhadas e descobertas em família, paisagens de tirar o fôlego, tradições, um sotaque diferente e um povo unido e simpático, fui feliz. Deixei para trás o telemóvel, a maquilhagem, a roupa mais bonita e o tempo que se perde nas redes sociais. Quis apenas descansar e “estar comigo” e com as pessoas que mais gosto.

Durante esses quatro dias, fortalecemos os laços entre nós, contámos coisas que nunca tínhamos contado, tivemos boas conversas e criámos memórias. Algumas ficaram registadas em fotografias, mas muitas ficaram só para nós. Como aqueles momentos em que avistámos uma paisagem verde sem fim e respirámos o ar puro daquela ilha. Ou a descolagem do avião, que é sempre um momento de alguma tensão, e a aterragem e aquele alívio de estarmos em terra e ter corrido tudo bem. E os sorrisos de felicidade por estarmos a viver aquilo, juntos. Só nós sabemos o que sentimos.

A minha família ainda é daquelas que prefere um bom mapa ao GPS. Que gosta de apontar nesse mapa o que queremos visitar, de fazer rotas e partir à descoberta. De parar o carro e andar pela serra com uma maquina fotográfica na mão. De cumprimentar e conhecer os moradores, porque cada pessoa que se cruza connosco pode dar-nos um bocadinho de si. Conhecimento, alegria, simpatia. Indicam-nos os melhores restaurantes, o caminho para um determinado sítio e contam-nos histórias da terra e da vida.

Agora, já no continente, ficam as memórias que guardo e as saudades de acordar com vista para o mar e para a areia escura. Fica a paz interior. Fica a ausência de problemas, de internet e de coisas que nos tiram a energia. Ficam as caminhadas à noite na praia. Fica o vento no cimo das serras. Fica a vontade de acordar cedo para conhecer o melhor possível a ilha. Ficam as músicas que ouvimos no carro e que a partir de agora nos vão fazer relembrar esta viagem sempre que as ouvimos. Ficam as saudades do verde das serras, das vacas que encontramos a cada 10 metros, da carne e do peixe mais saboroso, da simpatia das pessoas. Mas fica, sobretudo, a vontade de voltar.

Açores, espera por mim.

Este artigo de opinião é da pura responsabilidade do autor, não representando as posições do desacordo ou dos seus afiliados.

Escrito por: Rita Rogado

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