CUIDADO! O maldito segundo semestre está aí

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O primeiro semestre já lá vai e com ele acabou-se também a cansativa época de exames. Para alguns, até existiram uns dias de férias e descanso. Mas para outros, nem sequer houve tempo para respirar, visto que começámos hoje mais um semestre.

As promessas que passam pela cabeça de milhares de estudantes no início de cada período letivo – como por exemplo a tradicional “vai ser neste semestre que me vou aplicar e estudar como nunca fiz antes” já estão a ser feitas, mas será fácil cumprir as mesmas no segundo semestre ? Apresento aqui, cinco razões que na maioria dos casos fazem com que essas mesmas promessas não passem de… promessas.

1 – Cansaço Acumulado –  É completamente diferente encarar um semestre em setembro. O primeiro semestre é antecedido pelas férias de verão, das viagens para longe de casa e por aquelas manhãs passadas a dormir, depois de uma noite longa que transporta o sono até uma hora em que já se diz “boa tarde”. Pode ser complicado entrar no ritmo das aulas, é certo. Mas a cabeça vem muito mais “fresca” e começar um semestre neste caso pode ser muito mais fácil do que começar outro com quatro meses de estudo na bagagem. A alegria também é outra. Muitos alunos regressam de longe e vêem amigos que não viam há bastante tempo, aproveitam para pôr a conversa em dia, beber qualquer coisa no sol de final de verão, etc. Enquanto agora, esses amigos são aqueles com quem estivemos constantemente a estudar na biblioteca para salvar aquela cadeira que deixámos andar até ao recurso.

2 – Chegada da primavera Sendo portugueses, temos aquela maravilhosa sorte de começar, por norma, a ser abençoados com o regresso do sol e do calor a partir de março ou abril. Quem é que quer estar numa sala de aula, quando o sol está a brilhar lá fora e aquela brisa fresca está a correr pelo ar ? O primeiro semestre apanha o outono e o princípio do inverno e, por vezes, a principal razão para se estar na sala de aula é o frio que corre lá fora. Então no ISCSP, onde um frio polar parece afetar o Polo da Ajuda nesta época do ano. Mas pior do que isso: a época de exames encontra-se inserida nos meses quentes de Junho e Julho, onde a praia parece ser uma local bem mais agradável do que uma biblioteca e o mar revela-se um parceiro muito mais motivante do que os apontamentos no caderno.

3 – As cadeiras de sexta-feira É óbvio que estas razões não afetam a totalidade dos estudantes universitários. Esta não é exceção, mas sem dúvida que arrasta muitos alunos consigo. A cidade Lisboa tem uma grande variedade de lugares noturnos, onde a aposta forte se concentra em grande parte nas noites de quinta-feira. Estas “quintas loucas” fazem com que, muitas vezes, o último dia útil da semana seja nulo em termos de produtividade académica. Quem é que nunca escolheu fazer uma cadeira em avaliação final quando a mesma é lecionada à sexta-feira? Fica mais um exame para faze e se este fator se conjugar com outros já referidos, muito provavelmente ficará mais um recurso por visitar. Quem tiver dúvidas sobre este fator, tem que visitar o ISCSP a uma sextafeira. Não vai encontrar tantos colegas como em qualquer outro dia da semana.

4 – Desmotivação/Desleixe – Este fator pode-se dividir em duas vertentes. Por um lado, temos aqueles estudantes que fizeram as cadeiras todas no primeiro semestre e, por isso, encaram o segundo semestre com muito mais tranquilidade. Depois de um semestre com total eficácia parece que agora não faz mal deixar “aquela cadeira” ficar para o ano seguinte. Muitas vezes, é tal cadeira da sexta-feira. Por outro lado, existem alunos que simplesmente sentem que já não têm energia suficiente. É o final do ano letivo, o verão está a começar a bater à porta e já são nove meses trancado na faculdade.

5 – Semana Académica de Lisboa –  Para o fim, deixei o evento recreativo que todos (ou quase todos) os estudantes universitários anseiam durante todo o ano letivo. São quatro dias de música, de festa, de divertimento e, não vamos mentir, muito álcool à mistura. Mesmo sendo um evento que dura de quarta-feira até sábado, na grande maioria dos casos é uma semana com uma fraca produtividade – ou mesmo nenhuma – em termos de estudos. As aulas são deixadas para último plano, as tardes são passadas a dormir e no pensamento está aquele artista que vai atuar e aquela cerveja que um certo indivíduo nos está a dever desde há algum tempo. Mesmo as semanas que antecedem e precedem o evento chegam a ser contagiantes. Na primeira, a ansiedade está mais alta do que nunca e enquanto o corpo está nas aulas, a cabeça não está; já na segunda, há muito para falar sobre aquelas quatro noites e, certamente, uma esplanada parece um local mais adequado do que uma sala de aula. Com isto, são três semanas em que os estudantes deixaram voar e começam a ser horas de pôr em dia os apontamentos que ainda estão por escrever. E aqui não vou sequer englobar os corajosos que se atrevem a visitar também as festas académicas de cidades como Évora ou Coimbra. Para esses, desejo o dobro da sorte.

Escrito por: Pedro Almeida

Editado por: Rita Rogado

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