Em faculdades da Universidade de Lisboa os novos alunos são acompanhados em Programa de Mentorado

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A Faculdade de Psicologia e o Instituto de Educação da Universidade de Lisboa apoiam os novos alunos através do Programa de Mentorado FPIE, em que os alunos de anos avançados se voluntariam para serem mentores e auxiliarem os alunos recém-chegados à universidade, contou ao desacordo, Célia Figueira, psícologa, psicoterapeuta e coordenadora dos mentores.

Criado no ano-letivo 2007/2008 para os estudantes Erasmus e no ano-letivo seguinte estendido a todos os alunos, o Programa de Mentorado foi fundado por Célia Figueira, enquanto coordenadora do Gabinete de Apoio Psicopedagógico aos Estudantes (GAPE).

Para este ano-letivo, 49 alunos voluntariaram-se para serem mentores. Depois de terem frequentado uma formação, podem ter no máximo 12 mentorandos, contudo, o ideal é serem responsáveis por 4 a 7 alunos, informou o desacordo a coordenadora dos mentores.

“Cada novo aluno quando chega à faculdade/Instituto é informado sobre quem é o seu mentor e são trocados contactos”, disse ao desacordo a mesma fonte. E acrescentou: “No caso dos estudantes Erasmus, os mentores são atribuídos antes da chegada à faculdade, considerando os conhecimentos linguísticos, geográficos e culturais dos mentores”.

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“A relação que se estabelece entre Mentor e Mentorando tem por base princípios da relação de ajuda: empatia; respeito pela autonomia e individualidade do outro; disponibilidade e compromisso”, explicou a responsável pelos mentores, acrescentando que “os mentores organizam atividades e ferramentas de trabalho em conjunto: ‘site’ de divulgação do programa; materiais de auto-ajuda; ‘workshops’ temáticos”.

Adriana Santos, aluna da faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa e mentora do Programa de Mentorado, contou-nos que o trabalho dos mentores passa, por exemplo, para além dos ‘workshops’, por criar um conjunto de informações úteis para os alunos, em realizar uma visita por Lisboa e planear o ‘welcome day’, em que mostraram o ‘campus’ universitário e a faculdade.

“Todos os alunos têm mentor, seja maior de 23, aluno Erasmus, ou mesmo os de mudança de curso, transferência e reingresso”, acrescentou Adriana Santos.

Questionada em relação às semelhanças que o programa possa ter com a praxe, Adriana explicou que a praxe é facultativa e separada do programa, mas uma coisa não invalida a outra, e referiu que há mentores que são entidades praxantes, mas adaptam o seu estatuto à situação.

Sónia Rico, aluna do Mestrado em Psicoterapia Cognitiva-Comportamental e Integrativa na Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa, é mentora há três anos. Este ano foi uma das mentoras selecionadas para fazer parte da equipa de coordenação do programa.

“Quando soube que tinha entrado no Ensino Superior, um dos meus receios era chegar lá no dia das matrículas e não ter lá ninguém que me conseguisse ajudar e tirar todas as dúvidas que já tinha e que fazem parte desta nova fase, mas o contrário verificou-se”, explicou ao desacordo.

Sónia foi “muito bem” recebida por colegas mais velhos que faziam parte do projeto: “fiquei muito mais confiante pelo facto de saber que caso surgisse alguma dúvida sobre o ensino superior poderia contar com um(a) colega mais velho(a) que estaria disposto em ajudar-me”.

E foi isso que a motivou. Quando soube que podia colaborar neste programa, inscreveu-se para ajudar os novos alunos com aqueles medos e dúvidas que teve quando entrou para o ensino superior e partilhar a sua experiência enquanto aluna.

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Em relação ao primeiro ano enquanto mentora, para Sónia foi o mais desafiante. Criou uma boa relação com os seus mentorandos, mas sente que a relação se perdeu passado algum tempo. Em contrapartida, o ano-letivo passado estabeleceu uma excelente relação as suas mentorandas e o mesmo está a acontecer este ano.

Já Adriana Santos quis ser mentora porque sentiu a necessidade de desenvolver mais competências. “O trabalho começou muito antes da chegada dos novos alunos. Tivemos formação sobre comunicação verbal e não verbal; colaborei na reformulação do site, no ‘layout’ dos panfletos e ‘flyers’ e tivemos outras equipas a trabalharem na organização da semana das matrículas, do ‘welcome day’ e da ‘lisbon tour’”.

“Logo nos primeiros dias, tive que receber alunos envergonhados, tímidos, entusiasmados e pouco entusiasmados; pais que acompanhavam os filhos e que também eles viviam novas emoções. Ao conhecer os meus mentorandos, senti que fui um contributo ativo para facilitar a sua adaptação ao mundo académico”, contou Adriana Santos.

Questionada acerca de momentos felizes, Sónia Rico contou ao desacordo que na semana de matrículas, a mãe de um aluno lhe deu os parabéns pelo modo de como o programa estava a receber os novos alunos.

“É ótimo perceber que valorizam o que nós fazemos”, sublinhou Sónia Rico.

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